Ação de Havaianas conecta personagens de Netflix à vida real

Campanha terá produtos licenciados e filme que conta histórias de garra e persistência feminina durante o mês da mulher.

Em sua nova mais nova campanha, em parceria com a Netflix, a Havaianas vai contar as histórias de quatro mulheres da vida real que, inspiradas por personagens do universo do streaming, transformaram suas relações consigo mesmas.

Ação de Havaianas conecta personagens de Netflix à vida real Havaianas

Intitulado #EscuteMinhaVoz, o movimento retrata como as trajetórias de personagens como Eleven (Stranger Things), Maeve (Sex Education), Yennefer (The Witch) e Nairobi (La Casa de Papel) conseguiram motivar Sun Cordeiro, Joyce Carolina, Carolinne Assis e Ariane Anselmo.

Além de homenagear as mulheres, o filme também promove a nova coleção da collab entre Havaianas e Netflix, que pode ser encontrada no Brasil, em toda a América Latina, nos Estados Unidos, na Europa e na Índia, tanto nas lojas físicas quanto na digital flagship store da marca.

“Nosso objetivo ao lançar esse movimento é ampliar a voz dessas mulheres tão potentes e fazer o convite para que outras mulheres façam o mesmo”, afirma Maria Fernanda Albuquerque, diretora de comunicação global de Havaianas. A criação é da agência Playground.

O filme da Campanha você confere aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=2KchK_PztnA

Fonte: Meio e Mensagem

Nestlé quer fazer Páscoa caber no bolso do consumidor

Estratégia da empresa para 2021 foca logística e distribuição, flexibilidade de preços e oferta, assim como as marcas Baton, Alpino, Talento e KitKat

Nestlé quer fazer Páscoa caber no bolso do consumidor Blog_Nestle

Fabricantes de chocolate têm novamente um desafio para a Páscoa deste ano. Embora o produto entre na categoria alimentar, cujo varejo em geral não sofreu restrições – por ser concentrado em supermercados, hipermercados e atacarejos – os ovos de Páscoa, colombas e outros itens em destaque no período costumam ser itens presenteáveis nessa data do varejo e a limitação de contato físico entre as pessoas após a pandemia continua sendo uma questão.

Amanda Freitas, gerente de marketing Nestlé, recorda que ano passado a indústria foi pega de surpresa quando já estava com os ovos expostos nas lojas físicas e o plano de e-commerce existia, mas era pequeno e lá mesmo já teve de haver uma virada de chave e o crescimento das vendas online foi grande. Uma vez que o planejamento de portfólio e ações para a data todo ano demora em média 12 meses, isso significa que ao acabar uma, ela e sua equipe já estavam pensando e tomando decisões para 2021.

Elevar o investimento no e-commerce foi uma dessas decisões. “Sempre pensamos muito em inovação, sabores diferentes, e este ano foi ‘como levar nossas principais marcas ao consumidor, não deixar os itens faltarem, sabendo que ele ainda não deve presentear, pois não haverá muitos encontros”, conta a executiva.

Com isso, o pensamento inovador ficou mais direcionado em distribuição e logística, assim como na construção de um portfólio com flexibilidade de preços, em que são destaques os ovos Baton, Alpino, Talento e KitKat. Entre as novidades em produto, Baton tem opções ao leite, branco e um com formulação zero lactose para a linha infantil, atendendo a uma demanda de pais com filho intolerantes à lactose. A linha infantil, da qual fazem parte também os chocolates Surpresa – ao Leite e Unicórnio com chocolate branco e confeitos coloridos na casca – e Buttons exploram games interativos por meio de um QR Code em suas embalagens.

O portfólio vai de itens pré-Pascoa, de impulso, como coelhinhos e mini ovos de chocolate, que vão de R$ 2,99 a R$ 14,99 até chegar aos ovos, com variação de R$ 32,90 a R$ 46,90. “Oferecemos opções diferentes de desembolsos, para todo mundo conseguir ter um item, de acordo com sua necessidade”, pondera Amanda.

Enquanto a categoria chocolates, com as marcas Nestlé e Garoto, já começou a ser trabalhada em tv, o digital, focado em performance e em ovos de Páscoa em si, ganhará volume a partir da segunda e terceira semanas de março, quando os consumidores já estarão, segundo Amanda, já no “mood” da data. Como a Páscoa este ano será dia 4 de abril, o maior investimento será na última semana de março, inclusive no PDV. “O e-commerce cresceu muito, mas ainda não está igual ao varejo físico”, argumenta a gerente de marketing.

Hábitos da pandemia

Além disso, a pandemia representou uma mudança importante de comportamento dos consumidores envolvendo a categoria: a compra de chocolate, antes uma indulgência mais impulsiva, acabou entrando mais nas compras planejadas.

Segundo pesquisa feita pelo C. Lab (laboratório interno de pesquisas da Nestlé), 51% das pessoas aumentaram as compras de chocolates nos últimos meses, tanto pela busca de sabor e conforto emocional quanto pela tendência de lanches intermediários. Antes, o consumo fora do lar representava até 70% e 30% diziam respeito à compra planejada (para compartilhar e presentear), agora, os números se inverteram: 70% é de compra planejada e consumo no lar. Esse crescimento foi acelerado pelo online e entrega expressa.

Além disso, comenta Amanda, o preparo de alimentos dentro do lar e a cozinha para alguns virando hobby durante a quarentena – sendo que 53% pretendem continuar cozinhando mesmo após o fim da pandemia -, também elevou o consumo de chocolate.

Com tudo isso, os investimentos que cresceram no digital, estão sendo mantidos nos PDVs, com aumento de cuidados em relação a colaboradores próprios e terceiros na higienização e protocolos contra o coronavírus. Para a Páscoa 2021, foram contratados 370 colaboradores terceiros. Sem citar números, Amanda Freitas, afirma que a Nestlé tem “grandes expectativas para 2021”, uma vez que a companhia já está mais preparada e adaptada ao cenário.

 

Fonte: Meio & Mensagem

McDonald’s apresenta novas embalagens minimalistas

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Seguindo a tendência do design minimalista, o McDonald’s decidiu redesenhar todas as suas embalagens para que a marca estivesse mais alinhada com o mercado.

A agência Pearlfisher foi escolhida para redesenhar todo o sistema de embalagem do McDonald’s, criando uma nova estrutura visual para a linha de produtos da marca. Consistindo em um novo sistema gráfico, o novo design busca trazer “uma sensação de alegria e facilidade para a marca“, colocando “gráficos ousados” nas embalagens. Para criar este redesign a Pearlfisher tentou manter os pontos reconhecidos das embalagens antigas, porém utilizando um sistema mais simples com ilustrações mais limpas.

Utilizando ilustrações vetoriais de itens icônicos do cardápio do McDonald’s, cada novo item da embalagem é uma “representação gráfica do menu“, mostrando como cada elemento do menu pode ser “mais conectado e evocativo do ponto de vista lúdico do McDonald’s“.

Essa abordagem também foi desenvolvida para garantir que as operações permaneçam eficientes durante o lançamento da mudança, criando gráficos fáceis de entender e que também podem gerar reconhecimento, independentemente de onde esteja.

“Nossa tarefa era descobrir o que havia de realmente especial em cada item do menu para projetar um sistema que tornasse mais fácil para os outros fazerem o mesmo“, comentou Matt Sia, diretor criativo da Pearlfisher.

Ao focar nos elementos globalmente reconhecíveis, a equipe de Pearlfisher destaca como pode haver “beleza na simplicidade dos itens icônicos do menu do McDonald’s“.

“Nosso objetivo era encontrar a expressão mais especial, reconhecível e icônica de cada um – celebrá-los de uma forma que fizesse as pessoas sorrirem“, completou.

Aproximando-se da paleta de cores reconhecíveis da marca, essas ilustrações relativamente simples também visam “ser funcionalmente exclusivas, fáceis de identificar, esteticamente mínimas e, o mais importante, emocionalmente alegres“.

Para as equipes internas do McDonald’s, esse foco na ilustração “ajudou a garantir que esse redesenho modernizasse a marca”.

Confira o novo visual da marca:

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Fonte: Publicitários Criativos

7 milhões de pessoas atingidas e 2 toneladas de ração doadas: a campanha de marketing que viralizou nas redes sociais

“Cada vez que o dog for compartilhado, 1 kg de ração será doado”. Quem usou as redes sociais, principalmente o Instagram e o Facebook, neste final de semana provavelmente se deparou com esta frase seguida da imagem de um (fofo) labrador. A publicação é fruto de uma campanha de marketing que viralizou e atingiu 7 milhões de pessoas em apenas dois dias, gerando uma doação de 2 toneladas de ração no total. A campanha foi criada pelo escritório  Moresco Contabilidade, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, às 10h do último sábado, 12 de dezembro. A meta era doar, no máximo, 2 toneladas, mas em menos de duas horas, metade disso já havia sido batido. “Ficamos apavorados e felizes”, conta Morgana Moresco, 33, diretora do escritório, com exclusividade a PEGN.

A executiva conta que a ideia da campanha surgiu ainda em 2012, fruto de uma história curiosa. Ela, que já trabalhava no escritório fundado por sua família, conta que dificilmente gostava dos presentes que ganhava de aniversário. “Ou trocava, ou não usava”, diz. A solução? Pedir 1 kg de ração para os seus cachorrinhos. A brincadeira foi crescendo e os colegas do escritório começaram a dar o valor em dinheiro, ao invés de carregar um saco de ração no seu aniversário. Daí surgiu a ideia de transformar a brincadeira pessoal em uma ação social do escritório.

Em 2015, fizeram um planejamento estratégico com uma agência de marketing e lançaram a campanha no mesmo formato, só que no Facebook. A cada compartilhamento, 1 kg de ração doado. No primeiro ano, foram 400 kg, no segundo, 700 kg, e em 2017, 1,5 tonelada. Em 2019, no entanto, Moresco se decepcionou: apenas 380 kg. Aí surgiu o plano de fazer em 2020 uma ação mais consistente, com um novo parceiro de marketing. “A agência sugeriu fazermos no Instagram também, porque nosso escritório ainda não tinha uma conta lá”, afirma. Para viabilizar, firmaram uma parceria com a ONG Sítio da Vovó, que abriga mais de 600 cachorros abandonados, em Arroio dos Ratos, no interior do Rio Grande do Sul. Quando a campanha viralizou em menos de duas horas, a executiva conta que ficou tensa. “Começamos a ficar apavorados. Passamos o sábado inteiro no WhatsApp acompanhando e tivemos uma reunião de duas horas no domingo para pensar em tudo”, diz. A solução foi limitar a doação a 2 toneladas, meta original. Mas para não pausar aí, Moresco também decidiu fazer uma parceria com a agência para oferecer ao Sítio da Vovó uma “consultoria de marketing”. Juntas, vão criar redes sociais para a ONG e organizar novas campanhas.

Ela também conta que ficou um pouco chateada com parte da repercussão na internet. “Muita gente desacreditando da campanha. Sou muito amante da causa, confesso que tive até dificuldade para dormir. Mas depois refleti e fiquei feliz, porque também teve muita gente apoiando.”

A entrega ainda está sendo planejada, mas deve acontecer no próximo sábado, dia 19. “Estamos ansiosos para brincar com os cachorros”, diz.

Fonte: Pequenas Empresas e Grandes Negócios

Entenda por que as empresas estão boicotando o Facebook

CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, ficou US$ 7,2 bilhões mais pobre na última sexta-feira, 26. As ações da rede social caíram 8,3% – o maior recuo em três meses – após alguns dos maiores anunciantes do mundo declararem que irão interromper a veiculação de anúncios publicitários na plataforma por algum tempo.

O Facebook  – e, mais para o fim da semana, o Twitter – vêm enfrentando um boicote que começou nas redes sociais, nos Estados Unidos, com algumas marcas e que, com o passar dos dias, ganhou proporções maiores. Entidades ligadas à movimentos civis daquele país deram início ao movimento #StopHateForProfit (“Pare de Dar Lucro ao Ódio”, na tradução), para pressionar anunciantes e grandes empresas a retirarem suas verbas publicitárias das plataformas do Facebook por acreditarem que a companhia não vem atuando de forma eficaz para coibir e diminuir os discursos de ódio publicados nas timelines.

Embora as críticas em relação à maneira como as redes sociais, de modo geral, permitem a livre publicação de discursos e ideias que por vezes pode ser ofensivas – ou então, conter informações inverídicas – sejam um tema presente na indústria da comunicação há algun anos, o estopim para a crise atual aconteceu após a eclosão dos movimentos em prol da igualdade racial, que tomaram diversas cidades dos Estados Unidos recentemente, após o assassinato do segurança George Floyd. Assim que os primeiros protestos nas ruas começaram, o presidente do país, Donald Trump, usou suas redes sociais para sugerir que a polícia reprimiria com violência as manifestações. “Quando começarem os saques, começam os tiros”, escreveu Trump em seu perfil no Twitter e no Facebook.

A maneira como a rede social de Mark Zuckerberg reagiu à postagem do presidente foi determinante para dar corpo às críticas. Enquanto o Twitter sinalizou a mensagem do líder estadunidense com um rótulo de conteúdo incitador de violência, o Facebook não fez qualquer filtragem na postagem. Zuckerberg e outros executivos da companhia chegaram a dizer que, de forma pessoal, repudiavam a declaração, mas a companhia, institucionalmente, manteve o discurso de que não poderia interferir na liberdade de expressão.

O crescimento do boicote
Desde a semana passada, diferentes organizações ligadas aos direitos civis, inclusive a Liga Antidifamação, decidiram usar outra estratégia para cobrar uma reação da rede social. As entidades começaram sugerir a anunciantes que interrompessem a veiculação de publicidade no Facebook no mês de julho, como uma forma de ajudar a não fomentar a rede social que, na visão dessas organizações, é permissiva em relação aos discursos de ódio.

O protesto começou a ganhar a adesão de marcas com importante presença em território estadunidense, como The North Face, Patagonia, REI, Ben & Jerry’s, Eddie Bauer e Magnolia Pictures. Na sexta-feira, 26, a gigante de tecnologia Verizon também comunicou que deixaria de anunciar temporariamente na rede social.

A onda cresceu, no entanto, com o anúncio da Unilever, que não apenas seguiu às demais emissoras no boicote, como ampliou a restrições. A companhia, que é um dos maiores anunciantes do mundo, declarou que não irá anunciar mais no Facebook, Instagram e nem no Twitter até o fim de 2020. A dona das marcas Dove, Hellmann’s e Clear, dentre outras, afirmou que irá direcionar seus investimentos em publicidade para outras mídias. De acordo com o banco de dados e plataforma de inteligência Pathmatics, a Unilever destinou US$ 42,3 milhões para o Facebook em 2019. “Continuar anunciando nessas plataformas no momento não agregaria valor às pessoas e à sociedade. Vamos monitorar continuamente e revisaremos nossa posição atual, se necessário”, afirmou a Unilever em comunicado. Ainda segundo a companhia, a forte polarização que toma conta dos Estados Unidos por conta da proximidade das eleições também colabora para o ambiente nocivo das redes sociais.

A retirada da Unilever foi o ingrediente principal para a desvalorização do Facebook, que perdeu US$ 56 milhões de valor de mercado na última sexta-feira. De acordo com o Bloomberg Billionaires Index, a queda do valor das ações fez o patrimônio de Zuckerberg recuar para US$ 82,3 bilhões – e o derrubou em uma posição no ranking das pessoas mais ricas do mundo. Antes, Zuckerberg estava em terceiro, atrás de Jeff Bezos e Bill Gates e, agora, foi ultrapassado por Bernard Arnault, chefe da Louis Vuitton.

A adesão da Coca-Cola

A sexta-feira, 26, ainda reservava outro acontecimento negativo para as finanças das redes sociais. No final do dia, a Coca-Cola divulgou um comunicado para anunciar que pausaria a publicidade em todas as plataformas digitais por um prazo de 30 dias. A marca justifica a atitude por conta de uma revisão de suas políticas de anúncios digitais. No comunicado, a empresa apontou casos de racismo e outras manifestações de ódio que não foram solucionadas pelas grandes empresas de tecnologia. “Não há lugar para o racismo no mundo e não deve haver nas redes sociais. Tomaremos esse tempo para readequar nossas políticas de publicidade e determinar as revisões, caso sejam necessárias”, declarou James Quincy, CEO da Coca-Cola, na nota.

No sábado, 27, outra grande marca global, a Diageo, também anunciou que não fará publicidade nas principais redes sociais durante o mês de julho. A única plataforma em que a companhia de bebidas manterá os anúncios é o YouTube. Em manifestação nas redes sociais, a Diageo declarou que “se esforça em promover a diversidade e inclusão também em suas campanhas de marketing” e que a partir de 1º de julho irá pausar, globalmente, a publicidade paga nas maiores plataformas sociais. “Continuaremos conversando com os parceiros de mídia a respeito de como eles estão lidando com esse conteúdo inaceitável”, declarou a Diageo.

A resposta de Zuckerberg
Em meio a esses anúncios de sexta-feira, 26, Zuckerberg se manifestou para falar sobre as maneiras como o Facebook vêm procurando coibir discursos de ódio e desinformação em suas plataformas. “Especificamente, estamos expandindo nossa política de publicidade para proibir afirmações de que pessoas de uma raça, etnia, origem, religião, casta, orientação sexual, identidade de gênero ou imigrantes sejam tratadas como ameaça à integridade física ou a saúde das demais pessoas”, declarou.

O CEO e fundador do Facebook também reforçou as novas políticas da plataforma em relação à eleição dos Estados Unidos. Segundo ele, a rede social terá um hub de conteúdo e informações sobre a corrida eleitoral, que reunirá as postagens de candidatos e autoridades políticas. A companhia já havia anunciado, há alguns dias, a criação de uma ferramenta que permite que os usuários bloqueiem anúncios políticos, se assim desejarem.

 

Fonte: www.meioemensagem.com.br

As polêmicas e suspensões do CONAR em 2019

o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) realizou, no Recife, a última reunião do ano de seu Conselho de Ética, responsável por analisar as denúncias feitas por consumidores – ou abertas pela própria entidade – a respeito de campanhas e ações publicitárias feitas em diferentes canais de mídia.

Ao longo de 2019, o Conar julgou diversos processos para analisar se anunciantes e agências cometeram alguma irregularidade na mensagem, tom ou na maneira escolhida para se dirigir aos espectadores. Para balizar os julgamentos, o Conselho usa como base o Código de Ética do Conar, elaborado pelos profissionais do próprio setor para definir padrões éticos na publicidade brasileira.

Por conta das festas de fim de ano, a entidade anunciou a suspensão dos processos em avaliação até o dia 12 de janeiro, quando as atividades serão retomadas.

A reportagem de Meio & Mensagem fez um compilado de alguns dos processos do Conar que mais geraram repercussão ao longo deste ano. Relembre os casos:

O Instagram da Anitta
A cantora Anitta esteve envolvida em dois processos julgados no Conar em 2019 por conta de postagens em suas redes sociais. A primeira situação aconteceu em seu março, na comemoração do aniversário da artista. Para agradecer aos fornecedores que colaboram com a execução da festa de aniversário, a artista publicou uma galeria de fotos no Instagram. Em três dessas imagens eram exibidos produtos da Coca-Cola, Bacardi e Bombay Sapphire e Skol Beats.

O problema encontrado pelo Conar, que abriu a ação após a denúncia de um consumidor, foi a falta de identificação de conteúdo publicitários nas postagens e, por isso, determinou a sustação dos posts. Como defesa, a equipe de Anitta respondeu que a publicação foi feita de maneira espontânea e que não se tratava de uma ação comercial. Mesmo assim, a equipe pediu desculpas ao Conselho de Ética e prometeu acatar as regulamentações do Conar, apagando as imagens logo em seguida.

Outro caso envolvendo Anitta e Conar aconteceu em outubro, pouco depois de a cantora ter sido anunciada como a head de criatividade e inovação de Skol Beats. Logo após esse anúncio, a marca da Ambev apresentou o primeiro produto resultante da parceria com Anitta: a Skol Beats 150 BPM. O problema aconteceu quando Anitta postou, também em seu Instagram, uma imagem do produto. O Conar abriu um processo pelo fato de a mensagem não ter identificação de conteúdo publicitário e pelo fato de o público da cantora nas redes sociais ser predominantemente jovem. A entidade determinou a sustação das imagens e advertiu a Ambev.

A idade de Pabllo Vittar
Outro caso envolvendo ações com bebidas alcoólicas aconteceu em fevereiro deste ano, quando o Conar abriu um processo para analisar a participação da Skol no clipe “Seu Crime”, lançado por Pabllo Vitar naquele mês. A queixa tinha uma razão: as regras do conselho de ética proíbem que qualquer pessoa menor de 25 anos participe de campanhas e ações publicitárias – e de acordo com informações em reportagens e entrevistas com a cantora, Pabllo teria, na época da ação, 24 anos. A Ambev e a cantora, no entanto, prestaram esclarecimentos sobre a idade da artista e o processo, posteriormente, foi arquivado.

A riqueza de Bettina
Uma das personagens mais citadas na publicidade do ano, Bettina, da Empiricus, também foi alvo de um processo aberto pelo Conselho de Ética do Conar. Em maio, quando um dos vídeos da empresa viralizou na internet, o Conar determinou a sustação imediata da campanha. O problema era o teor da mensagem – na qual Bettina dizia ter acumulado, rapidamente, um patrimônio de R$ 1 milhão – apenas com os conselhos das publicações da Empiricus. Além do Conar, o caso da publicidade da Empiricus gerou também multa e punição na Fundação Procon-SP. Apesar de todos os problemas, a empresa ainda utilizou Bettina em uma nova versão da publicidade, lançada em outubro deste ano, na qual a jovem pedia desculpas pelo “erro” na mensagem anterior.

O poliamor do Burger King
Em fevereiro, o Burger King colocou no ar uma campanha protagonizada por um trisal. O relacionamento entre uma moça e dois rapazes gerou críticas nas redes sociais e, após ter recebido queixas de consumidores, o Conar abriu processo para analisar o caso. Por unanimidade, os conselheiros analisaram que não havia qualquer problema na campanha e arquivaram o processo. E o Burger King ainda fez piada com a situação, criando uma nova versão do filme publicitário em que os personagem eram apresentados como um trio de “poliamigos”.

 

Via Meio&Mensagem.

Publicidade deve desacelerar em 2020

Relatório do GroupM aponta que declínio das taxas globais de crescimento será causado pela queda da economia

As previsões do GroupM, empresa de mídia e publicidade do WPP, prevê uma desaceleração mundial no crescimento da publicidade a partir de 2020, à medida em que a economia enfraquece.

Por Lindsay Rittenhouse, para o AdAge

Compilado por Brian Wieser, que chegou à WPP como presidente global de business intelligence em fevereiro, o relatório estima que a publicidade global (excluindo anúncios políticos dos Estados Unidos)  encerrará o ano com percentual de crescimento de 4,8% — menos portanto que os 5,7% registrados em 2018. Além disso, o estudo prevê uma desaceleração ainda maior para 2020 e 2021, chegando a um ritmo de 3,9% e 3,1%, respectivamente. O crescimento deverá variar entre 3% e 4% até 2024, de acordo com o estudo.

De acordo com o levantamento,  essa lentidão se deve ao enfraquecimento da economia global. “Embora muito pior que nos últimos anos, nós notamos que o volume seria equivalente ao ritmo de crescimento observado durante os anos de 2012 a 2014”, apontou o documento.

EUA na liderança
O relatório estima que o valor total do mercado publicitário seja equivalente a US$ 628 bilhões, em 2020, excluindo investimentos em mala direta e diretórios, o que elevaria esse valor para US$ 700 bilhões.

Os EUA continuam sendo o maior mercado de publicidade global, com US$ 246 bilhões em gastos, de acordo com o GroupM. Apesar disso, o crescimento da publicidade americana será reduzido de 7,6% em 2019 para 5% em 2020 e 3,4% em 2021, aponta o estudo.

Dividido por canais, o relatório afirma que “a publicidade relacionada à internet agora é inequivocamente o meio mais importante do mundo”. O documento prevê US$ 326 bilhões em receita de anúncios digitais, durante 2020, número superior aos US$ 294 bilhões registrados em 2019. O digital vai representar 52% do total global da publicidade em 2020, representando crescimento de 11%.

A taxa global de anúncios em televisão terá declínio de 3,6% em 2019, afirma o relatório. Esse dado não inclui a propaganda política nos EUA, que subiria essa média para 5,5%. O estudo do GroupM prevê pouco menos de US$ 170 bilhões em receita global de anúncios em TV até 2024. Mas enquanto a taxa média de crescimento foi de apenas 0,1%, em 2019, o relatório antecipa que os investimentos em TV vão chegar à 1,8% em 2020, “ilustrando que existem muitos países onde a publicidade na TV ainda está crescendo”, afirma o documento.

O efeito do streaming
Segundo o levantamento, o streaming continua ganhando força. A Netflix responde por 37% de todo o consumo desse tipo de conteúdo nos EUA, aponta o relatório, citando a Nielsen. O GroupM sugere que a Netflix possui 5% da participação em visualizações, com base nos dados da Nielsen. A empresa deve investir US$ 3,5 bilhões este ano em produção de conteúdo e US$ 5 bilhões até 2024. Junto à receita do Hulu, a Disney também deverá colocar US$ 5 bilhões anualmente em conteúdo para o Disney + até 2024.

“Para a indústria de mídia, a questão é qual será a tolerância dos donos de mídia para a queda das margens”, aponta o relatório. “Para os anunciantes, alguns elementos da televisão vão piorar porque o inventário de anúncios deve se tornar mais escasso e, provavelmente, mais difícil de conquistar. Por outro lado, onde a publicidade existe neste novo mundo – e muitos serviços de streaming vão agregar os anúncios como um elemento de seu modelo de negócio — é provável que conquiste mais consumidores engajados, potencialmente em ecossistemas mais valiosos”.

Combinadas, TV e digital representam 80% de toda a publicidade, segundo o relatório, deixando de fora o out-of-home, impresso e rádio.

Altos e baixos
O OOH representa a maior promessa entre as três mídias, com US$ 39 bilhões na receita global de anúncios, em 2019, de acordo com o relatório. O documento prevê que o crescimento do out-of-home terá desaceleração de 5,3% em 2018 para 1,8% em 2019 e depois recuperará, com crescimento de 2,5% em 2020.

O rádio, que deverá equivaler a US$ 31 bilhões em mídia este ano, vai cair 1,1% em 2019  e crescer 1,8% em 2020, excluindo a propaganda política dos EUA, de acordo com o relatório. O documento afirma que o impresso “ainda luta”. Estima-se que os jornais arrecadem US$ 39 bilhões em receita publicitária, em 2019, uma queda de 11% em relação ao ano anterior. É estimada queda de 10% a cada ano para os jornais daqui para frente. As revistas enfrentam uma ameaça semelhante, com declínio de 10% em 2019.

Qual a lição sobre isso? “Apesar dessas tendências de crescimento desfavoráveis, todos os profissionais de marketing devem avaliar regularmente as oportunidades de usar a mídia além da televisão e distribuir digitalmente suas campanhas”, diz o relatório. “Só porque um meio está crescendo lentamente ou em desacelerando não significa que não possa ser impactante para a publicidade agora ou no futuro”.

*Tradução: Taís Farias

Via Meio&Mensagem.

Moda inclusiva: entenda os novos formatos.

Nesta 2ª-feira, 2, véspera da celebração do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a Riachuelo realiza, na Casa das Rosas, espaço cultural localizado na Avenida Paulista, um desfile de apresentação da coleção Barbie À la Garçonne, com modelos que irão apresentar a linha de roupas mais inclusiva já feita pela marca.

O que começou há um ano como uma aproximação da fast fashion com a Mattel para comemorar os 60 anos da boneca Barbie – que já foi um símbolo da mulher idealizada, mas nos últimos anos tomou um banho de realidade, passando a representar muito mais perfis de mulheres – acabou ganhando uma dimensão maior, graças a um insight dado por uma colaboradora da Riachuelo, que foi avalizado pela AACD, entidade apoiada pela varejista há alguns anos, e abraçada pelo estilista Alexandre Herchcovitch, cuja grife assina a colaboração.

Na entrevista a seguir, Marcella Kanner, gerente de marketing da Riachuelo e líder do projeto, detalha o processo que levou à criação das 75 peças da coleção, cujos tamanhos vão do PP ao G3, além de revelar os planos de que a iniciativa se torne ainda maior.

Meio & Mensagem – De quem partiu a ideia da coleção, Riachuelo ou Herchcovitch? A motivação mais imediata foi aproveitar a exposição desse Dia Internacional das Pessoas com Deficiência? (sabe-se que o problema de a indústria mainstream não atender todos os perfis de corpos/necessidades não é algo de hoje)
Marcella Kanner – Não, posso dizer que foram felizes coincidências que se uniram em um mesmo propósito. Começamos pensando em uma coleção, junto com a Mattel, para celebrar o aniversário de 60 anos da Barbie. Desde a primeira conversa, a ideia era fazer um projeto disruptivo e focado no perfil da boneca, que sempre incentivou as meninas a serem o que quisessem, que passou a quebrar padrões e empoderou, e ainda empodera, mulheres no mundo todo. Então, com a ideia alinhada, convidamos o Alexandre Herchcovitch para fazer parte do projeto e ser o estilista das peças. Herchcovitch sempre quebrou barreiras, em sua trajetória na moda, foi um dos primeiros a reforçar a diversidade nas coleções e a expandir modelagens e tamanhos de forma inclusiva, então para nós (Riachuelo e Mattel) foi um “casamento” perfeito. Enquanto desenvolvíamos essa collab, no paralelo, uma colaboradora da Riachuelo participou do Programa Escalada, um acelerador de carreiras da companhia, e compartilhou a história de um familiar que havia sofrido um AVC e tinha muita dificuldade em se vestir por conta da mobilidade reduzida, assim, dentro do programa, ela desenvolveu peças piloto com adaptações que facilitam na hora de se vestir para pessoas com deficiência – como exemplos de adaptações são bolsos embutidos (para sonda), elástico e velcro para fechar as peças. Para o processo de desenvolvimento, fomos com as peças até a AACD, que já é uma instituição parceria da Riachuelo de longa data, para ver como poderíamos realmente desenvolver uma moda inclusiva que atenderia as necessidades. Quando o projeto foi finalizado e apresentado, logo associamos estas peças à collab Barbie À La Garçonne, que tem a essência de ser disruptiva e diversa, como comentei. Levamos essa ideia à Mattel e ao Herchcovitch que, assim como nós, ficaram encantados e embarcaram nessa com a gente. Por último, e para coroar ainda mais esse projeto, estávamos desenhando o lançamento da coleção e nos veio a oportunidade de fazer um desfile um dia antes do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, na Casa das Rosas, em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEPED). E foi assim, unindo esses três momentos, que construímos todo o projeto da coleção.

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M&M – Os consumidores foram ouvidos em pesquisa ou participaram de alguma forma do desenvolvimento da coleção?
Marcella – Nós olhamos com muito cuidado para esse público. Fizemos essa consulta via AACD, para entender as necessidades e quais seriam os modelos e materiais ideais para cada peça. No momento de prova foi muito emocionante ter o feedback dessas pessoas e ouvir sobre a dificuldade de encontrar peças confortáveis e que sejam pensadas para elas. Foi algo tocante para todos que estavam lá. O propósito da Riachuelo é transformar vidas através da moda, por isso acreditamos no projeto e nos empenhamos em ter essa primeira parte dessas peças na collab da Barbie À La Garçonne. Vale reforçar que estamos apenas no começo, que é um início, ainda tímido, pois temos muito o que aprender com o público e ver como podemos fazer cada vez mais e melhor. Já estamos pensando em aumentar o mix de produtos e incluir ainda mais adaptações na próxima coleção, então o feedback das pessoas será essencial para esta construção. Queremos fazer uma moda para todos os corpos, jeitos e interpretações.

M&M – Quantas peças haverá na coleção? E quando elas estarão nas lojas?
Marcella – A coleção conta com peças genderless e linhas completas de lingerie, fitness e acessórios que somam mais de 75 peças. Nosso objetivo é ter produtos variados dentro da coleção para que os clientes possam fazer combinações, cada um do seu jeito. As vendas iniciam nesta segunda-feira, 2, nas lojas físicas e em nosso e-commerce.

M&M – Em quantas lojas físicas elas serão vendidas? E o e-commerce vai atender nacionalmente?
Marcella – A coleção estará disponível integralmente em nosso e-commerce, para conseguirmos atender nossos clientes em nível nacional e de forma imediata. E também irá para cerca de 60 lojas físicas, a princípio. Nosso objetivo é entender a receptividade das pessoas e a partir disso distribuir a coleção. Também vale falar que parte das vendas de toda a coleção será doada à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).
M&M – Como pensaram a logística de produção e distribuição das peças adaptadas? Porque é uma demanda importante para a marca atender, mas imagino que menor em termos de volume.
Marcella – Foi um grande desafio. Tivemos algumas dificuldades no caminho, na busca por fornecedores, para desenvolver modelagens que fossem confortáveis e funcionais, chegamos a repensar algumas pessoas e buscamos ter qualidade e não quantidade, nesse momento. Mesmo desafiador, é uma demanda muito importante para nós, para cumprir com nosso propósito como empresa, e por isso nos empenhamos para entregar produtos que cumpram algumas das necessidades desse público. A princípio, as peças adaptadas serão vendidas no evento de lançamento e estarão em nosso e-commerce para conseguirmos atender a todos, em nível nacional, mas, como disse, já temos planos de levar para as lojas físicas, de acordo com os feedbacks dos clientes, entendendo quais as necessidades de cada um, pois só assim vamos conseguir fazer da melhor maneira.

M&M – Em relação à estratégia de marketing, que iniciativas planejaram para divulgar a coleção?
Marcella – Nosso plano era bem claro: desenvolver uma campanha com pessoas que tivessem uma voz ativa e com histórias para contar. Por isso, escolhemos as apresentadoras Sabrina Sato e Maisa Silva, as modelos Rita Carreira e Paola Antonini, a influenciadora Paloma Barbiezinha, a gestora e empreendedora de moda inclusiva Izabelle Marques e o próprio Alexandre Herchcovitch. A partir disso, fizemos um filme “hero” com todos eles, contando suas histórias e mostrando a força e o poder que descobriram dentro deles ao serem “rotulados” pela sociedade. No evento desta segunda, apresentaremos a coleção para a imprensa, influenciadores, clientes e convidados em um talk sobre o poder das possibilidades e a diversidade com a Sabrina, Alexandre, Rita e Fernando Fernandes, pois acreditamos que, mais do que a coleção, precisamos falar sobre o tema e temos a oportunidade de trocar, aprender e inspirar. Depois dessa conversa, o evento segue com desfile mostrando cada uma das peças com casting bem representativo. E é claro, teremos muitos desdobramentos no ambiente digital.

M&M – Entendi que a coleção de agora é adulta, já que vocês disseram que para o próximo ano a Riachuelo já está desenvolvendo uma coleção infantil com peças totalmente adaptáveis. É isso? Podem adiantar algum detalhe dessa coleção de 2020?
Marcella – Sim. Temos esta vontade de fazer uma linha inclusiva para o público infantil, que foi o ponto de partida para esta história. Nossa ideia agora é entender o mercado e as respostas de nossos clientes para fazer as adaptações necessárias, conseguir evoluir e ter uma nova entrada dessas peças no ano que vem, focada no infantil. A ideia é lançar no primeiro trimestre de 2020. Ainda não temos muitos detalhes sobre a coleção, mas queremos oferecer peças atuais, que eles se identifiquem e com a acessibilidade que precisam. E muito disso virá do aprendizado que teremos com essa primeira entrada, pois a partir dessa iniciativa seremos capazes de ver como podemos fazer mais e melhor e como, de fato, podemos colocar em prática o nosso propósito de transformar vidas através da moda.

 

Via Meio&Mensagem.

De acordo com pesquisa, 38% dos Pais não se sentem representados na publicidade

Em um dia de verão, as datas comemorativas são como um copo de água gelado para a #publicidade. Agências de todos os cantos do mundo criam campanhas inusitadas e criativas. Entretanto, nos últimos anos, a publicidade parece afastar-se da realidade vivenciada nos novos moldes de #Pai.

Apesar dos principais estereótipos sobre Pais continuarem sendo realidade em muitas famílias, há uma mudança constante nesses estigmas. Com diversos movimentos com teor ideológico que nos motivam a refletir sobre os posicionamentos sociais, como o feminismo e o movimento LGBTQ+, está cada vez mais aparente a ruptura dos estereótipos referenciados na publicidade. Foi-se o tempo em que a figura materna permanecia em casa cuidando dos filhos e da casa, enquanto a representação paterna trabalhava para manter a família estável financeiramente.

Pais, cada vez mais, participam da educação e dos afazeres do lar, tanto quanto mães ou até mais, e apesar de algumas exceções, a publicidade ainda os personificam de acordo com antigos moldes. De acordo com uma pesquisa de comportamento de consumo do Google, 38% dos pais dizem não se identificar com a imagem projetada pela publicidade nas campanhas referentes ao Dia dos Pais.

A pesquisa aponta que, pai perfeito (41%), pai com papel coadjuvante (32%) e pais muito rígidos e autoritários (30%), são as características apresentadas na propaganda que menos os representa.

Como as diversas mudanças que nos rodeiam e norteiam, a publicidade deve refletir sobre elas e, posteriormente, as projetarem em suas respectivas campanhas. Let´s change.

SEM MAIS “TROCO LIKES”

O Instagram anunciou na terça-feira, 30, durante a F8 — conferência do Facebook voltada para desenvolvedores realizada em San Jose, na Califórnia –, que começará a experimentar uma forma de ocultar as curtidas e visualizações de vídeo na plataforma. A mudança começa pelo Canadá e tem a intenção, segundo a plataforma, de atrair mais publicação de conteúdo em vez de estimular métricas de popularidade.

Outro fator decisório da medida — porém não confirmada pelo Instagram, pois o mesmo a negou — seria em ressonância aos debates sobre ansiedade e autoestima que ascenderam por causa de redes sociais, em que o número de seguidores, visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos acabam servindo como medida de aceitação e popularidade. “Se as redes sociais são espaços para pessoas se expressarem e se sentirem bem, é preciso analisar o impacto que elas causam na vida real, de fato. É comum vermos corrida por likes, pessoas tentando ser populares e terem visões distorcidas da realidade. O usuário é mais do um like, seu conteúdo deveria valer mais do que isso”, diz Inaiara Florêncio, diretora de Social Media da SunsetDDB.

Por outro lado, curtidas estão entre as métricas que agências e marcas utilizam para avaliar o engajamento de criadores de conteúdo na internet e selecionar aqueles com maior conexão à estratégia de comunicação. Uma possível mudança dificulta essa seleção, assim como uma mensuração rápida da aderência do conteúdo. Com o fim dos likes, uma possibilidade é que influencers entreguem relatórios à agência ou marca, já que apenas o dono do perfil terá acesso ao número de curtidas e visualizações. Para Danilo César Oliveira, fundador da Bird, aceleradora de talentos, as curtidas “para as marcas, atualmente é um KPI importante, que faz parte do índice de engajamento do creator, porém não será impactado porque ele continuará tendo acesso aos números, só não será público. E as marcas conseguirão mapear através de software de monitoramento”.

 

Agências de influenciadores apontam que as curtidas já não são mais o fator principal na estratégia de marcas. “Há um tempinho já se sabe que é insuficiente defender a entrega de uma campanha ou de um canal baseando-se apenas no número de curtidas”, afirma Adrianne Elias, sócia fundadora da ContentHouse e da CoCreators. A executiva explica que a métrica é apenas uma das variáveis de análise em um contexto maior. Para Inaiara Florêncio, os comentários e compartilhamentos ganharão ainda mais relevância, junto do próprio conteúdo.

O Instagram começa a testar o fim das curtidas no Brasil a partir desta quarta-feira (17). A medida já estava em discussão desde o primeiro semestre e, agora, será oferecida a todos os usuários brasileiros.

 

E aí, conta pra gente, o que você do fim dos likes no Instagram?

 

Fontes: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2019/05/03/como-o-fim-das-curtidas-no-instagram-impacta-a-publicidade.html

https://exame.abril.com.br/tecnologia/fim-das-curtidas-instagram-comecara-teste-para-ocultar-likes-no-brasil/