Consumo de mídia e internet desacelera no Brasil

Nielsen e Toluna apontam recuo no tempo de navegação nas redes sociais e consumo de TV em relação ao início do período da pandemia

Um dos efeitos já conhecidos da pandemia da Covid-19 no ano passado foi o aumento do consumo de mídia. Com a obrigatoriedade de ficar mais tempo em casa – e a necessidade de se informar acerca da ameaça do coronavírus – as pessoas dedicaram mais tempo ao consumo de conteúdo de TV, internet e plataformas digitais. Pesquisas realizadas pelos maiores institutos ao longo de 2020 apontaram esse crescimento das audiências, algo que acabou, de certa forma, beneficiando os veículos de comunicação nos meses mais rígidos de restrição à circulação.

Embora o atual cenário não esteja tão diferente do registrado há um ano atrás, a relação dos consumidores com o conteúdo tem mudado em relação aos meses anteriores da pandemia. Para entender essas transformações, a Nielsen, em parceria com a Toluna, realizou em janeiro uma nova rodada de pesquisa com 1127 consumidores, de todo o País para mapear seus hábitos de consumo de internet, entretenimento, vídeos e uso de tecnologia, de forma geral.

Chamado de Digital Consumer Study, o mapeamento teve uma primeira onda em junho de 2020, quando a ideia era mensuras o impacto inicial da Covid-19 na rotina das pessoas. Agora, os resultados que acabam de ser revelados pelos institutos de pesquisa apontam uma redução do consumo de redes sociais, desgaste de alguns formatos (como as lives), alta do streaming na rotina cotidiana e o crescimento da utilização de desktops para acessar a internet, como reflexo do trabalho remoto.

“O que observamos, de maneira geral, é que após aquela forte alta do consumo de conteúdo e de internet, observada nos primeiros meses de pandemia, voltou aos patamares normais posteriormente”, analisa Stephanie Castus, responsável pela pesquisa Digital Consumer Study na Nielsen. Em junho de 2020, na primeira onda do estudo, 67% dos entrevistados afirmaram que tinham aumentado o tempo dedicado à navergar nas redes sociais. Na edição mais recente, esse percentual recuou para 56%. Ao mesmo tempo, 12% afirmaram que, na verdade, diminuíram o tempo passado nas redes sociais (eram 8% no primeiro levantamento).

Outra diminuição observada foi em relação ao tempo utilizado para assistir a filmes, vídeos ou programas de TV. Em meados de 2020, entre os respondentes, 75% afirmaram que estavam dedicando mais tempo a essas atividades. Já no início de 2021, o percentual recuou para 65%.

A Nielsen e a Toluna destacam, no entanto, que o interesse por conteúdo de streaming deve permanecer mesmo após esse período atípico. Segundo o estudo, o consumo nesses meios já passa o da TV aberta em termos de horas. O YouTube lidera entre os canais de streaming mais utilizados, sendo citado por 86% dos entrevistados. Na sequência, aparece a Netflix, consumida por 77% das pessoas. O Prime Video, da Amazon, fica na terceira posição na lista dos streamings, citado por 42% dos entrevistados.

Na interpretação de Stephanie, da Nielsen, o streaming tende a manter o interesse das pessoas por mais tempo pelo próprio formato dos conteúdos oferecidos por essas plataformas. “As séries e conteúdos dessas plataformas são produzidas para garantir um maior tempo de consumo por parte da audiência, que já criou o hábito de maratonar e assistir às produções continuamente”, diz. Essa lógica também serve para explicar, em sua visão, o arrefecimento do interesse pelas lives, que ganharam as redes sociais e também a mídia tradicional no primeiro semestre do ano passado, mas que foram perdendo espaço nos meses seguintes. “As lives funcionaram como um formato de entretenimento passageiro e não foram capazes de engajar as pessoas a longo prazo. É um tipo de conteúdo voltado ao consumo momentâneo”, pontua.

Se o tempo dedicado ao entretenimento vem diminuindo, em contrapartida, é notável a maior dedicação dos entrevistados ao trabalho: 18% dos respondentes afirmaram passar mais de 15 horas trabalhando, enquanto 23% declarou que trabalha, diariamente, de 10 a 15 horas. Essa rotina impulsionou o uso do desktop no acesso à internet. O device, agora, ficou em segundo lugar como a tela preferida para assistir a filmes e vídeos, perdendo apenas para o smartphone.

Fonte: M&M
Por: Bárbara Sacchitiello
Foto: (Crédito: Carstens Peters/Unsplash)

O que esperar para o TikTok em 2021?

Com chegada de formatos de anúncio no Brasil, TikTok tende a ganhar mais adesão das marcas

O ano de 2020 foi decisivo para o crescimento do TikTok no mundo, especialmente para o engajamento das marcas no aplicativo. Elas se fizeram presentes em conteúdo em suas páginas, com criadores de conteúdo e nos novos formatos de mídia para anúncios. De acordo com especialistas consultados pela reportagem do Meio & Mensagem, as perspectivas são de que a plataforma da Bytedance ainda ganhe espaço estratégico no plano de mídia dos anunciantes conforme ela expanda seus recursos no Brasil e seja bem sucedida em desafios, como o investimento de redes maiores em recursos similares.

O ano de 2021 já reserva alguns avanços para a rede social em termos comerciais. Nos últimos meses de 2020, o TikTok introduziu suas primeiras soluções de mídia no Brasil. Algo esperado desde junho, quando a Bytedance comunicou a criação do TikTok for Business, uma plataforma para marcas que visa auxiliar anunciantes e agências a produzir e gerenciar publicidade no aplicativo. Até então, o TikTok não apresentava formatos de anúncios para marcas.

O que esperar para o TikTok em 2021? solen-feyissa-E7TmHmYqda0-unsplash-1“O caminho natural do TikTok em 2021 é de relevância e expansão nas estratégias de marketing. Em uma conversa recente com o time global do TikTok for Business, percebe-se o quanto esse caminho natural já está sendo desenhado, com boas soluções de mídia em pleno aquecimento e potenciais explosivos”, aponta João Passarinho Netto, VP de estratégia criativa da Jotacom.

Apesar dessa boa notícia para o mercado, os anunciantes não esperaram tais formatos para se tornarem ativos na rede social em seu momento mais acessado em decorrência da pandemia, conforme conta Sérgio Brotto, diretor executivo de mídia da Ampfy. “Os mais inovadores tem perfil e já estão produzindo conteúdos proprietários”, diz. Segundo o executivo, o caminho que trilha o TikTok é sólido e o aplicativo vem ganhando share de investimento do mercado. “Em 2021 vamos ver as marcas e audiência aumentando cada vez mais a presença na plataforma”, prevê.

 

Mesmo o Instagram apostando em ferramentas muito semelhantes aos do app chinês, assim como fez com o Snapchat, Brotto acredita ser mais improvável que o a rede social do Facebook venha a suceder na neutralização do concorrente tendo em vista sua consolidação no gosto popular.

Estratégia das marcas
Dentre as vantagens sobre o uso estratégico do TikTok pelos anunciantes, um ponto ressaltado pelos executivos foi o fácil diálogo com o público mais jovem e adulto que logam na plataforma frequentemente. De acordo com Rick Nelson, CRO da Squid, 90% dos usuários acessam o aplicativo diariamente. Além disso, ele indica que a plataforma tem uma linguagem voltada para o entretenimento, tipo de conteúdo que retém a atenção do público. ” “Acredito que o TikTok seguirá crescendo aceleradamente em 2021 e será fundamental na estratégia de quem busca se comunicar com o público jovem. É um espaço extremamente propício para as marcas se inserirem de maneira estratégica e relevante”, descreve.

Na opinião de Vicente Varela, chief data & media officer da Lew’Lara\TBWA, o TikTok proporciona relevância ao tempo das pessoas, com seus formatos curtos e relevantes, “de modo que respeita o maior KPI da atualidade: o tempo”, afirma. “O foco aqui é o território e o contexto, e não a classificação demográfica. Por essa razão, a implementação estratégica pautada entre contexto e linguagem é a matriz a ser seguida para se atuar na plataforma”, propõe Varela.

Nesse contexto, Varela considera importante usar formatos originais da plataforma para criar conteúdo nativo, acrescentando na experiência do usuário e não visando impacto publicitário. “O mais importante é entender que o TikTok não é mais um canal de distribuição de campanha”, diz.

Outra forma de se fazer presente de forma mais nativa no TikTok é através do uso de influenciadores da plataforma, que se tornaram conhecidos pelo apelido “tiktokers”. Para Isabella Nascimento, gerente de planejamento e estratégia na Samyroad, a inserção do TikTok na estratégia de conteúdo com influenciadores digitais vem se tornando algo cada vez mais presente no discurso das marcas. Isso, segundo a executiva, foi reforçado em 2020 com o crescimento da audiência, o que levou os anunciantes a expandirem seu foco além do Instagram e YouTube.

“Em 2021, o conteúdo em vídeo representará 80% de todo o tráfego da internet. Construir uma comunidade de influenciadores dentro do aplicativo, oferece às marcas uma maneira de tornar sua marca viral, criando interações com a audiência por meio de challenges, hashtags e lives que bombam na plataforma e provocando conteúdo espontâneo a ser criado e compartilhado pelos próprios usuários. O conteúdo criado pelos influenciadores trazem mais engajamento que o conteúdo criado pelo próprio canal da marca”, argumenta.

 

Por: Thaís Monteiro – Meio & Mensagem
**Crédito da imagem no topo: Kon Karampelas/Unsplash

7 milhões de pessoas atingidas e 2 toneladas de ração doadas: a campanha de marketing que viralizou nas redes sociais

“Cada vez que o dog for compartilhado, 1 kg de ração será doado”. Quem usou as redes sociais, principalmente o Instagram e o Facebook, neste final de semana provavelmente se deparou com esta frase seguida da imagem de um (fofo) labrador. A publicação é fruto de uma campanha de marketing que viralizou e atingiu 7 milhões de pessoas em apenas dois dias, gerando uma doação de 2 toneladas de ração no total. A campanha foi criada pelo escritório  Moresco Contabilidade, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, às 10h do último sábado, 12 de dezembro. A meta era doar, no máximo, 2 toneladas, mas em menos de duas horas, metade disso já havia sido batido. “Ficamos apavorados e felizes”, conta Morgana Moresco, 33, diretora do escritório, com exclusividade a PEGN.

A executiva conta que a ideia da campanha surgiu ainda em 2012, fruto de uma história curiosa. Ela, que já trabalhava no escritório fundado por sua família, conta que dificilmente gostava dos presentes que ganhava de aniversário. “Ou trocava, ou não usava”, diz. A solução? Pedir 1 kg de ração para os seus cachorrinhos. A brincadeira foi crescendo e os colegas do escritório começaram a dar o valor em dinheiro, ao invés de carregar um saco de ração no seu aniversário. Daí surgiu a ideia de transformar a brincadeira pessoal em uma ação social do escritório.

Em 2015, fizeram um planejamento estratégico com uma agência de marketing e lançaram a campanha no mesmo formato, só que no Facebook. A cada compartilhamento, 1 kg de ração doado. No primeiro ano, foram 400 kg, no segundo, 700 kg, e em 2017, 1,5 tonelada. Em 2019, no entanto, Moresco se decepcionou: apenas 380 kg. Aí surgiu o plano de fazer em 2020 uma ação mais consistente, com um novo parceiro de marketing. “A agência sugeriu fazermos no Instagram também, porque nosso escritório ainda não tinha uma conta lá”, afirma. Para viabilizar, firmaram uma parceria com a ONG Sítio da Vovó, que abriga mais de 600 cachorros abandonados, em Arroio dos Ratos, no interior do Rio Grande do Sul. Quando a campanha viralizou em menos de duas horas, a executiva conta que ficou tensa. “Começamos a ficar apavorados. Passamos o sábado inteiro no WhatsApp acompanhando e tivemos uma reunião de duas horas no domingo para pensar em tudo”, diz. A solução foi limitar a doação a 2 toneladas, meta original. Mas para não pausar aí, Moresco também decidiu fazer uma parceria com a agência para oferecer ao Sítio da Vovó uma “consultoria de marketing”. Juntas, vão criar redes sociais para a ONG e organizar novas campanhas.

Ela também conta que ficou um pouco chateada com parte da repercussão na internet. “Muita gente desacreditando da campanha. Sou muito amante da causa, confesso que tive até dificuldade para dormir. Mas depois refleti e fiquei feliz, porque também teve muita gente apoiando.”

A entrega ainda está sendo planejada, mas deve acontecer no próximo sábado, dia 19. “Estamos ansiosos para brincar com os cachorros”, diz.

Fonte: Pequenas Empresas e Grandes Negócios

Marketing digital pode salvar empresas durante pandemia: entenda

Imagem: https://pixabay.com/pt/photos/marketing-digital-seo-google-1725340/

 

A pandemia do Coronavírus (COVID-19) deixou o mundo em completo estado de choque. Cidades inteiras estão entrando em bloqueio, os preços das ações estão caindo e as pessoas estão sendo despedidas em um ritmo massivo.

Como proprietário de uma empresa durante esse período, você pode estar se perguntando:
●    Como isso afetará meus negócios?
●    Como vou manter meus clientes?
●    Devo tentar divulgar meu negócio durante esse período?

A resposta às perguntas 1 e 2 varia de acordo com a natureza do seu negócio, mas a resposta à 3 é, em todos os casos, um sonoro SIM.

Agora é a hora de marketing, mais do que nunca. O mundo inteiro está colado aos seus dispositivos para se manter atualizado com o que está acontecendo em seu país, em todo o mundo e nas comunidades e empresas em sua área local. O marketing girou em torno de alcançar as pessoas onde elas estão agora – online.

Algumas agências de marketing digital, estão tendo um aumento cada vez maior na demanda de serviços, como gestão de redes sociais e criação de sites. Isso mostra o quanto o mercado está se voltando para o mundo digital.

O marketing digital é a chave para manter seus clientes informados, alcançando clientes potenciais e saindo à frente de seus concorrentes quando toda essa crise acabar. Os 3 principais benefícios de continuar seus esforços de marketing.

Dicas para execução em todo o marketing digital
Como marca, é importante estar atento a como as pessoas se sentem durante a crise. Mostrar empatia torna sua marca mais agradável e o respeita ainda mais. A linguagem e as imagens precisarão ser escolhidas com cuidado.

Não tenha medo de usar diferentes caminhos do marketing digital. Apenas esteja atento a todas as tendências.

Utilize o Marketing nas redes sociais
Todo mundo está online mais do que nunca hoje em dia, e as pessoas estão se conectando por meio das mídias sociais. Com maior alcance, envolvimento e tempo gasto nas várias plataformas sociais, é hora de ter uma estratégia de conteúdo forte em vigor. Coloque sua marca na frente de clientes em potencial e fique presente em seus seguidores.

Tenha um plano de marketing de mídia social para envolver os seguidores, de modo que, quando eles postarem um comentário ou pergunta, você esteja respondendo rapidamente. Acompanhamento e engajamento fazem maravilhas com o atendimento ao cliente, mesmo nas redes sociais.

Maximize seu alcance na mídia social usando hashtags relevantes. Faça pesquisas para encontrar as hashtags que estão sendo usadas em seu setor. Hashtags relevantes estendem seu alcance ao mesmo tempo em que retratam sua marca sob uma luz positiva.

Pense no que suas marcas oferecem, no que você está fazendo durante esse período. Use hashtags que sejam relevantes para o que sua marca está fazendo para encerrar o COVID-19 ou como você os está apoiando.

Otimize suas páginas através do SEO
A Otimização de Mecanismos de Busca é a maneira orgânica de mover seu site nas classificações dos buscadores. As múltiplas facetas são selecionar palavras-chave alvo que você deseja classificar, otimizar suas páginas com essas palavras-chave, blogs e adquirir backlinks.

SEO é um processo que leva tempo para melhorar sua classificação. Vá até o seu site e analise as palavras-chave atuais. Pode ser hora de fazer ajustes se suas classificações não estiverem onde você deseja.

Você também pode descobrir que seus concorrentes estão diminuindo seus esforços de SEO, o que significa que sua marca pode crescer mais rapidamente do que o normal.

Por que mover para cima nos motores de busca agora é tão importante?
Se você está aberto para negócios agora, é ainda mais importante estar na página 1. Com muitas empresas fechadas, você deseja que os clientes possam encontrá-lo. Se eles estão prontos para comprar e procurando um negócio que possa ajudá-los, você pode aumentar suas vendas.

Se o seu negócio não está aberto, você quer ficar na mente deles, pois você vai abrir novamente após o COVID-19 e você pode estar no topo da lista para voltar assim que a vida voltar ao “normal”.

Como lidar com vendas online
Quer você venda um produto ou serviço para uma empresa B2B ou B2C, trata-se de construir relacionamentos. Todas as empresas se beneficiam de clientes em potencial por meio do funil de vendas.

O funil de vendas é um processo passo a passo que seu cliente em potencial realizará desde o primeiro contato até a compra. É mais largo na parte superior e mais estreito na parte inferior.

Cada estágio do funil empurra os clientes em potencial para o próximo estágio, enquanto filtra aqueles que não são adequados para sua oferta.

Em alguns casos, isso leva tempo, então por que não começar agora e continuar trabalhando para aumentar seus clientes? Isso definirá sua marca para o sucesso após a crise.

Sim, o marketing digital pode salvar empresas durante pandemia. Ele foi uma saída para muitas empresas e continuará sendo por um longo tempo. Se a sua empresa não está incluída nesta realidade, aproveite as dicas e comece o mais rápido possível.

Fonte: Acontecendo Aqui
https://acontecendoaqui.com.br/marketing/marketing-digital-pode-salvar-empresas-durante-pandemia-entenda-0
Imagem: Pixabay

Verdade e funcionalidade

Conversas mais simples e próximas transformam influenciadoras de beleza em novas autoridades na comunicação do setor com diferentes públicos

Estudo feito pela Shareablee em 2018 avaliava sob variados aspectos o impacto da ação de influenciadores. Um ponto de destaque era a associação dessas pessoas ao comportamento de compra dos seguidores. Quase a metade daqueles entre 18 e 34 anos (42%) afirmaram testar produtos indicados por um influenciador e 26%, terem feito uma compra com base em recomendação. E a inclinação para as compras após uma recomendação cresce entre os mais jovens: 48% daqueles entre 18 e 24 anos. São números a serem levados em consideração quando se estima que o mercado de influencers já mova mais de US$ 10 bilhões globalmente. E se tem um segmento em que eles — e especialmente elas — se destacam é o de beleza.

Patricia Borges, CMO da L’Oréal Brasil, destaca que nos últimos anos influenciadoras têm se consolidado como importantes formadoras de opinião, possibilitando à companhia e suas marcas compartilhar mensagens, produtos e benefícios de forma genuína. “A migração da comunicação para o digital não é um movimento apenas publicitário, é cultural”, ressalta. Em especial no início da pandemia, a L’Oréal elevou a proporção de mídia digital. Em 2020, até aqui, esse aumento de investimento é de 128%.

Ainda que ressalte crer no mix de meios, a CMO é taxativa em dizer que as influenciadoras, hoje, são parte do negócio. “Quando trabalhamos com uma influenciadora, ela passa a ser a voz da marca para a audiência dela, e, por isso, é importante escolhermos sempre aquelas com propósitos alinhados aos da empresa”. Um exemplo do fortalecimento dessa relação é o projeto “Meu mundo Lancôme”, no qual as influenciadoras criam sua própria loja online no e-commerce da marca com produtos selecionados por elas e que fazem parte de suas rotinas de beleza. “É isso que buscamos: influenciadoras que consigam engajar sua audiência de forma verdadeira”, diz Patricia. Olhar com cuidado KPIs gerados pelas estratégias de influenciadores, tanto quantitativos quanto qualitativos, e a diversidade, para representar um conceito amplo de beleza, ligado a empoderamento e autoestima, com influenciadoras de diferentes idades, biótipos e estilos, também é um foco.

André Farber, vice-presidente de vendas do Grupo Boticário, atribui a ascensão dos influenciadores à democratização da informação. Facebook e WhatsApp fizeram as pessoas migrarem o foco de conteúdo e entretenimento de fontes únicas (TV, revistas) para um “marketplace de informações”. Se inicialmente havia uma onda de super blogueiras, todos de certa forma são um veículo e podem falar de um assunto por afinidade. Ainda que as marcas sigam investindo em super blogueiras, cada vez mais incluem pessoas comuns em seu ecossistema. Quem disse, Berenice?, por exemplo, criou o “Chega Mais”, em que fãs da marca podem promover produtos em suas redes. A afinidade de perfis de produtos e marcas também é ponto-chave. “Se falamos de uma linha de orgânicos, como lançamos agora, vamos falar com quem tem a ver com isso, que atua por uma vida mais natural e tem um público que acredita também”, diz Farber.

Caroline Bertelli, diretora de marketing da Dailus, também ressalta que houve uma transição de meios e o que as influenciadoras fizeram foi surfar a onda muito bem. O discurso de autoridade da mídia viu surgir uma linguagem mais próxima com o público e formas mais didáticas de conversa. “O consumo mais simples e claro de mídia gerou um consumo de forma diferente para outras coisas. Na beleza, passou a haver um resultado imediato das ações que as marcas faziam, de conversão de vendas, no PDV, pelo fato de uma menina ter tirado todas as dúvidas sobre um produto”, diz.

A Dailus, que completará 15 anos em 2021, cresceu oferecendo às influenciadoras seus produtos para produzirem conteúdo, enquanto estas ofereciam a suas audiências uma alternativa de consumo nacional aos importados de custo elevado. Se por muito tempo conteúdos de beleza queriam inspirar, as pessoas buscam agora aquilo que sirva ao seu dia a dia. Com isso, a Dailus fez parcerias de médio prazo com influenciadores como Camila de Lucas, Gessica Kayane; Tássio Santos, jornalista e maquiador negro, do perfil Herdeira da Beleza; e Jéssica Riviery, que tem mais de 500 mil seguidoras no Instagram falando sobre unhas.

Carlos Pitchu, vice-presidente de mídia, conteúdo e comunicação da Natura&Co para América Latina, concorda que para a beleza o trabalho com influencers possa ter mais relevância, mas com o amadurecimento do digital, o caminho é válido para todos os setores. “Para a indústria de beleza, elas nos apoiam de diferentes maneiras, não é somente sobre seu alcance, mas a relevância construída em parceria. Acessam públicos de maneira super inteligente e eficiente, trazem feedbacks, porque estão com o dedo no zeitgest”, analisa. O executivo ressalta que cada categoria de produto tem mix e escolhas diferentes e que “one size does not fits all”, quando o assunto é a relação influencer e mídia. Além disso, o volume de seguidores é quase secundário diante de engajamento, só obtido com conteúdo pertinente e bom serviço.

André, do Boticário, afirma que o investimento mudou bastante dos meios tradicionais para os digitais. Outro ponto é a forma que os profissionais de marketing estruturam as ações: antes poucas e grandes campanhas, com longo prazo, e, agora, numa velocidade muito maior. “Temos mais engenheiros trabalhando com mídia digital, quando no passado eram mais publicitários. Agora, existe um combo de soft e hard, que ganhou peso”, pontua.

Omnicanalidade é um conceito que a L’Occitane en Provence também usa na mídia, segundo Pierry Coni, head de marca no Brasil, ao justificar a extinção da linha online-off-line, para uma comunicação 360º e interconectada. “A dinâmica da comunicação das marcas foi alterada positivamente pelo trabalho das influenciadoras, porque agora podemos nos conectar mais diretamente com novos públicos, nos aproximando através da figura de pessoas conhecidas, que têm alto poder de aconselhamento para suas audiências”, comenta.

No caso de uma marca “masstige” (mix de massa e prestígio, em inglês), diz Pierry, influenciadoras ajudam a reforçar a mensagem de que seus produtos e serviços podem estar no dia a dia de uma pessoa comum. Embora considere número de seguidores e engajamento métricas importantes, a afinidade de filosofia para uma parceria genuína em torno de determinado produto está acima de tudo. Exalta, ainda, o papel das influenciadoras em trazer mais representatividade e diversidade ao setor de beleza.
Para Joana Gasparini, head de digital da sueca Foreo, a tecnologia nos trouxe ao digital, mas as influenciadoras foram indispensáveis para ajudar marcas a entenderem essa nova opção de comunicação. “Elas são essenciais para ajudar a marca a atingir públicos variados. Trabalhamos com elas para educar os consumidores de forma mais prática, rápida”. A Foreo surgiu em 2013, criando uma categoria de aparelhos para cuidados faciais. Os pontos de venda físicos são um lado importante do negócio afetado na pandemia e a marca redirecionou quase 100% do orçamento para o digital.

“Mudamos o tom da mensagem e vimos a audiência crescendo em diferentes áreas. Vimos pessoas mais velhas aprendendo a usar a internet, consumindo via e-commerce”, destaca Joana. Como resultado, a venda online cresceu de abril a junho. Mesmo com a reabertura das lojas e vendas em unidades como Sephora e Amaro, o e-commerce continua relevante, concentrando, agora, 65% das vendas. Inclusive por isso, as ações com influenciadoras seguem relevantes, já que elas, de certa forma, se tornam uma personificação da marca num período como o da quarentena, em que tato e empatia são essenciais. Além disso, elas geram desejo pelos produtos e ajudam na parte educacional.

Gestão de riscos
Influenciadores são pessoas, passíveis de deslizes e comportamentos que eventualmente se descolam dos valores das empresas, e é consenso que a melhor forma de evitar problemas é uma seleção criteriosa. “Temos um processo longo e estruturado na escolha das influenciadoras que trabalham conosco, justamente para evitar incompatibilidades”, diz Patricia, CMO da L’Oréal.

Pierry Coni, da L’Occitane, ressalta como risco, além de uma eventual desconexão da influenciadora com os valores da marca, o fato de a pessoa trabalhar para muitas ao mesmo tempo, o que não gera identidade com qualquer uma delas. O processo de escolha e de construção de um briefing em conjunto é destacado também por Carlos Pitchu. Somente assim haverá compreensão dos objetivos de cada ação. “Mas são pessoas. Compreendemos que, eventualmente, pessoas podem ser mal interpretadas ou mesmo cometer erros. Precisa saber reconhecer e reparar rapidamente, sempre tendo a verdade como matéria-prima”, diz.

André, do Boticário, ressalta dois pontos de atenção no trabalho de influência: fazer algo que não seja verdadeiro, porque vira “investimento à toa”, e, em parceria recorrente com alguma pessoa, fazer essa escolha após um escrutínio maior, porque torna-se quase uma sociedade e é preciso entender com quem a marca está compondo essa sociedade. “Quando trabalhamos só por números podemos pecar nas escolhas. É preciso ter sinergia entre marca e pessoa”, faz coro Joana, da Foreo.

Já Caroline, da Dailus, lembra que crescemos na cultura das celebridades, e a transição das mídias representou um alívio a isso, mas quando alguém se torna “super influenciadora”, existe o risco de voltar ao lugar comum da “capa de revista” de antigamente. Neste ponto, o sucesso do TikTok está em ser “diversão, conteúdo do dia a dia, nada inspiracional”, diferente do que o Instagram estava se transformando. Por outro lado, alerta para o fato de algumas marcas de beleza andarem mais “preguiçosas”, delegando a construção de marca às influenciadoras. “As marcas é que precisam saber o que querem fazer”.

De divulgadoras a marcas
Ao perceberem seu poder, algumas criadoras de conteúdo passaram a ter suas próprias marcas. Camila Coutinho é uma delas. Em 2006, criou o blog de moda e beleza Garotas Estúpidas e de lá para cá se tornou mais influente, desenvolvendo parcerias com MAC, Dior, Pantene, Diane Von Fürstenberg, Revolve, Natura e Renner. Em setembro de 2020, a influencer decidiu investir em uma marca de beleza própria, a Ge Beauty, com foco nos cuidados para cabelo. Camila criou a Ge Beauty após o surgimento de uma marca com o nome Garota Estúpida. “Isso acendeu uma luzinha para mim desse segmento e me deu vontade de pegar aquilo e fazer do meu jeito, da maneira que acreditava”, revela Camila.

Outra criadora que lançou sua marca de cosméticos foi Bruna Tavares, do blog Pausa para Feminices. “Minha carreira de blogueira está muito ligada à minha carreira de empresária, porque em 2009 criei meu blog e, em 2011, recebi um convite para fazer meu primeiro batom. Dali por diante não parei mais. Lancei coleção, depois a marca própria”, comenta. Com sua marca, afirma ser capaz de se envolver muito mais e ter confiança, porque estar lidando com seu nome.

Em 2011, Bianca Andrade estreou seu canal de beleza no YouTube, chamado Boca Rosa. Desde então, Boca Rosa, como passou a ser chamada, foi ganhando uma grande base de fãs e chamou atenção das marcas. Após trabalhar para empresas de beleza, em 2018, a influencer lançou a Boca Rosa Beauty em parceria com a Payot. Bianca comenta que ao fazer campanha publicitária para outras marcas se apaixonava pelos bastidores. “Achava incrível ser o rosto das marcas, era uma honra para mim. Ao mesmo tempo, tinha essa curiosidade e vontade de ter uma marca própria, para aplicar tudo isso que via e me encantava dentro de um projeto meu”, recorda.

Apesar de ainda não ter sua marca própria, Bruna Santina Martins, conhecida como Niina Secrets, lançou sua primeira linha de maquiagem em setembro com a Eudora. A influencer estreou seu canal no YouTube em 2010 e desde lá conquistou muitos fãs de beleza e maquiagem e trabalhou em parceria com marcas do setor. “Já era parceira da Eudora há alguns anos e, quando o convite chegou, conhecia a qualidade dos produtos e os valores da empresa, o que me deu muita segurança para dar esse passo”, explica Niina, reforçando que no momento não pensa em ter uma marca própria, mas não descarta a possibilidade.

Marketing orgânico
Por estarem no mercado há muitos anos, as influenciadoras de beleza apostam em sua base de fãs para construir o marketing de suas marcas. Bruna Tavares deu início ao que hoje em dia é conhecido como spoiler, ou seja, dar uma prévia aos fãs sobre o que é o produto. “Desde o meu primeiro batom trouxe meu público para os bastidores. Não foi uma estratégia de marketing, foi orgânico e natural, mas que se tornou uma estratégia que muitas marcas usam, trazer o consumidor aos bastidores, para ele ver o projeto nascendo junto com você”, comenta Bruna.

Niina Secrets usa o spoiler em sua linha com a Eudora. “Poder compartilhar o andamento do projeto em primeira mão com toda a comunidade por meio de espiadinhas e spoilers foi um fator importante da estratégia do lançamento”, afirma Niina. “Um dos principais pontos sobre o desenvolvimento da linha com a Eudora foi a liberdade que a marca me deu para criar, e pudemos contar com a colaboração dos meus seguidores, de representantes e consumidoras da Eudora e de outros creators de beleza”, complementa.

Por ser uma marca nativa digital, a estratégia de marketing da Ge Beauty é 100% digital. Segundo Camila, a marca nasceu para ser maior do que ela própria e do que o Garotas Estúpidas, e os seguidores dessas duas marcas pessoais da influencer deram início ao marketing da Ge Beauty. Além de não estar presente na campanha de lançamento da marca, a Ge Beauty não usou outras criadoras de conteúdo em sua divulgação. “Queríamos que os primeiros reviews que surgissem na internet, nas redes sociais, fossem de consumidoras reais, que, de fato, compraram o produto e estão ali falando puramente tudo que acharam”, diz. Posteriormente, a marca começou a criar relacionamentos com influenciadoras especializadas em beleza e cabelo. “Acredito muito no poder da resenha, da comunidade, da troca e, obviamente, aos poucos vamos ficando mais ativas no mercado de marketing de influência”, explica Camila.

A estratégia de marketing da Boca Rosa Beauty é criar uma história, uma nova identidade a cada lançamento. Entretanto, assim que Bianca Andrade saiu do BBB 20, a marca tinha cinco lançamentos a serem feitos, mas a pandemia levou a adiá-los. Naquele momento, a influencer repensou a estratégia. “Comecei a me questionar como conseguiria chamar a atenção das pessoas, então comecei a brincar com o marketing orgânico, de colocar o meu produto em momentos aleatórios do dia”, recorda. “Isso virou uma estratégia onde todas as seguidoras faziam a mesma coisa em suas casas. Tive um retorno fora do normal e fez com que minhas seguidoras tivessem um engajamento não só comigo, mas com o meu produto”.

Cataldo Domenicis, gerente executivo de marketing da Sephora, acredita que as estratégias com criadores de conteúdo desenvolvidas de forma coerente e genuína trazem sempre retornos positivos a todos. “Os rumos que o mercado de influência de beleza vem tomando evidenciam tendências cada vez mais conectadas à autoaceitação e bem-estar, ou seja, a beleza como ferramenta de autoestima. Os influenciadores chegaram para quebrar paradigmas e fazer ecoar os novos conceitos de uma beleza sem padrões pré-estabelecidos, de maneira inteligente e inclusiva”, opina.

Relação com outras marcas
Apesar de investirem em linhas e marcas próprias, a relação das influenciadoras com marcas de beleza continua. Mesmo depois de ter lançado sua marca própria, Bruna Tavares seguiu recebendo propostas para parcerias. A influencer revela que sua estratégia é fazer publicidade para coisas diferentes do que existe em sua marca. “Se tenho na minha linha batons de um certo tipo, não vou fazer publicidade de marcas que têm coisas iguais”. Camila Coutinho também continuou fechando parcerias com marcas que têm produtos diferentes dos seus. “Nunca tive medo de perder anunciantes”, afirma.

Para Niina, ver criadoras de conteúdo em posição de empresárias contribui para o mercado, porque amplia a concorrência e mostra como o trabalho delas é realmente sério. “Há dez anos, mal se falava sobre o assunto e hoje é quase impossível falar sobre marketing sem mencionar influência digital”. Segundo Bruna, as marcas continuam trabalhando com influenciadoras que já têm sua própria marca, porque sabem o poder de suas vozes e seu papel em elucidar o público e ampliar a base de consumidoras. “A marca pode ter um funil de vendas muito grande, mas na hora que divulga um produto, não vende. Já uma blogueira que tem uma linha de maquiagem, a marca já sabe que ela reverte, então, ter ela ali apoiando um projeto é óbvio que dará certo”, afirma.

Os influenciadores são membros de uma comunidade capaz de comunicar conceitos e traduzir estilos de vida, de acordo com Cataldo. “Buscamos trabalhar na Sephora com nomes que acrescentam diversidade, inclusão e representatividade às nossas iniciativas e ações, além de priorizar aqueles que possuem um poder de influência positivo, transparente e saudável”, afirma. Já Niina Secrets ressalta que o papel das influenciadoras de beleza passou por uma clara mudança, assim como o mercado em geral. “Antes, nossa posição partia muito mais de um ponto de vista de consumo e isso se expandiu, também ajudamos a moldar os caminhos do setor quando nos tornamos uma marca e servimos de modelo para o comportamento de uma nova geração de criadores de conteúdo”, opina.

Por Amanda Schinaider e Roseani Rocha – Meio & Mensagem

Verdade e funcionalidade


O distanciamento social e as novas maneiras de olhar e cuidar da saúde física e mental

A crise de saúde pública que estamos vivenciando, o aumento de casos de estresse e ansiedade, a atenção com a saúde mental entre amigos, familiares

Muito tem se falado sobre o impacto da pandemia e do distanciamento social na vida das pessoas. Com isso, o novo normal, o novo consumidor, o novo mundo passam a fazer parte da nova realidade. Acredito que muitas dessas previsões são verdadeiras, obviamente o período de quarentena transformará hábitos, mas é importante entendermos que muitas dessas mudanças serão internas e a longo prazo. Quando entramos na questão da saúde, essas modificações se tornam ainda mais claras. Já houve um aumento de 226% de instalações não-orgânicas – ou seja, aquelas que tiveram investimento em publicidade e anúncios pagos – de aplicativos voltados para exercícios físicos, de acordo com estudo divulgado pela AppsFlyer. Outro dado bastante interessante é que a venda de itens para exercícios em casa, como colchonetes e cordas, cresceu quase 10 vezes, segundo o site Netshoes.Acredito que a preocupação com a saúde se tornará algo mais profundo. Estamos vivendo uma crise de saúde pública que afeta o mundo inteiro de maneira drástica. Muitas pessoas perderam ou estão perdendo familiares e amigos, outras estão passando por momentos complicados relacionados a crises de depressão ou ansiedade, por exemplo.

A questão da empatia, a preocupação com o próximo e o cuidado com a saúde mental estão se tornando debates cada vez mais comuns – ainda bem!Saúde mental é um tema que já vinha ganhando visibilidade nos últimos tempos, mas isso vem crescendo rapidamente durante o distanciamento social. O que todos os médicos especialistas concordam é que, sem sombra de dúvidas, o primeiro passo para cuidar da saúde mental é cuidar da saúde física. Exercícios físicos são a forma mais natural de estimular a endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina no corpo – hormônios responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar, além de aliviar dores e relaxar o organismo. Quando se pratica atividades, todos esses hormônios são potencializados no corpo humano, trazendo uma sensação de prazer e motivação para superar limites e momentos difíceis.Existem estudos que afirmam que esses hormônios são benéficos no combate de possíveis patologias, como o estresse e a ansiedade, doenças cada vez mais comuns nos dias de hoje e que ganham destaque pelo crescimento exacerbado na sociedade moderna. Por terem enorme poder na melhora do humor, aliviam, inclusive, casos de depressão. Como afirmei no início deste artigo, a palavra novo vem sendo cada vez mais utilizada desde o início do período de distanciamento social. Mas será que, mais do que falar sobre o novo, não é a hora de começarmos a trabalhar com essa nova realidade e transformar a nossa rotina? O que quero dizer com tudo isso é que, mesmo que você tenha sido sedentário boa parte da vida, ou que a correria do dia a dia deixasse os cuidados com a saúde em penúltimo ou até mesmo último plano, ainda é possível transformar essa realidade.

Que tal aproveitar o tempo em casa para começar a praticar exercícios físicos? Existem muitas opções e isso, com certeza, transformará a sua vida, trazendo mais qualidade em todos os aspectos da sua rotina. A crise de saúde pública que estamos vivenciando, o aumento de casos de estresse e ansiedade, a atenção com a saúde mental entre amigos, familiares e até mesmo dentro das empresas, devem ser um sinal de alerta para todos. Será que todos esses fatores, que muitas vezes eram esquecidos, não precisam ganhar mais atenção da nossa parte a partir de agora? Vamos aproveitar esse momento, olhar para dentro de nós e entender onde podemos evoluir. Assim, quando tudo isso passar – e vai passar -, estaremos prontos para sermos pessoas melhores, transformando o mundo em um lugar melhor.

Faça parte dessa mudança!

Por: Fabio De Lucca – Gestor de expansão do YUp!, app que oferece mais de oito mil horas de exercícios para serem praticados em casa
Fonte: AcontecendoAqui
https://acontecendoaqui.com.br/comunicacao/o-distanciamento-social-e-novas-maneiras-de-olhar-e-cuidar-da-saude-fisica-e-mental

 

Como as Fintechs estão ajudando as PMEs na crise

No momento em que a pandemia foi anunciada, empreendedores tiveram apoio de startups e puderam seguir nos negócios, apesar da crise ter chegado

Quando analisamos os principais conceitos das Fintechs – agilidade, liberdade e preço baixo – entendemos porque elas vêm despertando o interesse das pequenas e médias empresas brasileiras. Com menos burocracia e gastos, os empreendedores viram nessas empresas a possibilidade de gerir as finanças e investir em tecnologia com menos gastos. No momento em que a pandemia foi anunciada, as PMEs tiveram apoio de startups e puderam seguir nos negócios, apesar da crise ter chegado.

Mudar do tradicional para o novo exige conquista e nem todo empresariado está disposto a arriscar. Uma pesquisa feita pelo Google Brasil em outubro de 2019 com 500 usuários de serviços financeiros de todas as regiões do país mostra que 41% deles disseram não estar dispostos a usar esse tipo de serviço. Outros 42% disseram que não sabem se estariam dispostos a mudar para uma startup. Apenas 17% disse que está disposto a abrir nova conta, trocar de cartão, mudar seus investimentos, contratar créditos de uma startup financeira com certeza.

Ainda que grande parte da população não pense ainda em usar os serviços de uma Fintech, o pequeno empresário vem dando mais atenção a essas soluções – principalmente o jovem empreendedor. A pesquisa do Google mostra que os pertencentes a Geração Z são mais propensos a mudar para uma startup. Mais de 25% dos entrevistados com idade entre 18 e 24 anos afirmaram que usariam os serviços de uma Fintech. O número cai, porém, para 15% entre aqueles com idade acima de 25 anos e, entre os acima de 45 anos, está em 12%. A boa notícia é que a aceitação vem aumentando em todas as faixas etárias.

Via de mão dupla

As Fintechs de sucesso nascem exatamente dos vácuos deixados pelas grandes organizações e aí encontram a oportunidade de mostrar todo potencial que possuem e quebrar os preconceitos que poderiam existir. Um exemplo são as que oferecem serviços por meio de plataformas de Banking as a service (BaaS) – uma inovação que viabiliza a atuação de empresas que não são do setor financeiro. Com uma cartela de recursos cada vez mais atualizada e ampla, elas oferecem aos clientes ainda a segurança e operações mais modernas.

Um fator que já é bastante cobrado desse nicho é a questão da experiência do usuário. Conforme o universo de pagamentos se expande, a experiência do cliente está se tornando o principal diferencial competitivo. Ou seja, a PME pode se igualar aos grandes players por poderem utilizar das mesmas ferramentas como Internet das Coisas, Big Data, Biometria, entre outros.

Além de criar insumos de concorrência igualitária e criar soluções para o empreendedor, as Fintechs estão atuando lado a lado com esses clientes – que são os que mais apoiam e precisam delas nesse momento.

Cases

A plataforma Precisamos e a fintech Hybank criaram uma função específica para os empreendedores que sofrem com as dificuldades de acesso a crédito. O Hybank atua diretamente com o microempreendedor e oferece assessoria financeira, de negócios e também em áreas como Marketing, design, tecnologia e atendimento. Esta ação foi pensada justamente para o momento de pandemia.

O usuário que necessita de ajuda se cadastra em uma categoria específica, como pagamento de contas, recebimento de alimentos perecíveis e não perecíveis. A nova categoria batizada de “auxílio ao microempreendedor” conecta quem necessita de ajuda ao Hybank. A equipe da startup recebe um e-mail com os dados de quem se cadastrou no site e agenda uma consultoria gratuita, auxiliando em dúvidas e boas práticas de gestão para enfrentar a crise.

Já a XP Inc. e a securitizadora VERT lançaram a DuAgro, fintech voltada para facilitar o acesso do produtor rural brasileiro a linhas de crédito desenhadas especificamente para o campo, promovendo o financiamento para a compra de insumos agrícolas. O foco de atuação são os pequenos e médios produtores, que juntos, respondem por cerca de 70% do valor da produção total da agropecuária brasileira. Esse grupo enfrenta dificuldade de acesso ao crédito, concentrado em poucos bancos e indústrias. Nesse contexto de crédito rural subsidiado, a DuAgro facilitará a disponibilização de recursos aos agricultores por meio da indústria e dos distribuidores de insumos.

A Remessa Online, plataforma brasileira de transferências internacionais que já transacionou mais de R$10 bilhões em mais de 100 países desde 2016, lançou uma campanha para comunicar o serviço de remessa internacional para empresas. O foco é facilitar a vida dos pequenos negócios que recebem pagamentos por serviços prestados a empresas e muitas vezes são esquecidos pelo sistema tradicional. Desenvolvedores de softwares, produtores de conteúdo e de vídeo, jornalistas, e outros profissionais que atuam como MEI ou ME e tem esse fluxo frequente com outros países, são alguns dos profissionais que serão contemplados com essa nova funcionalidade.

Compre o estudo: “Fintech: o duelo silencioso do novo e tradicional no mercado financeiro” e outros estudos de mercado, além de ferramentas e pesquisas no Mundo do Marketing Inteligência.

 

Por: Priscilla Oliveira
Fonte: Mundo do Marketing

Entenda por que as empresas estão boicotando o Facebook

CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, ficou US$ 7,2 bilhões mais pobre na última sexta-feira, 26. As ações da rede social caíram 8,3% – o maior recuo em três meses – após alguns dos maiores anunciantes do mundo declararem que irão interromper a veiculação de anúncios publicitários na plataforma por algum tempo.

O Facebook  – e, mais para o fim da semana, o Twitter – vêm enfrentando um boicote que começou nas redes sociais, nos Estados Unidos, com algumas marcas e que, com o passar dos dias, ganhou proporções maiores. Entidades ligadas à movimentos civis daquele país deram início ao movimento #StopHateForProfit (“Pare de Dar Lucro ao Ódio”, na tradução), para pressionar anunciantes e grandes empresas a retirarem suas verbas publicitárias das plataformas do Facebook por acreditarem que a companhia não vem atuando de forma eficaz para coibir e diminuir os discursos de ódio publicados nas timelines.

Embora as críticas em relação à maneira como as redes sociais, de modo geral, permitem a livre publicação de discursos e ideias que por vezes pode ser ofensivas – ou então, conter informações inverídicas – sejam um tema presente na indústria da comunicação há algun anos, o estopim para a crise atual aconteceu após a eclosão dos movimentos em prol da igualdade racial, que tomaram diversas cidades dos Estados Unidos recentemente, após o assassinato do segurança George Floyd. Assim que os primeiros protestos nas ruas começaram, o presidente do país, Donald Trump, usou suas redes sociais para sugerir que a polícia reprimiria com violência as manifestações. “Quando começarem os saques, começam os tiros”, escreveu Trump em seu perfil no Twitter e no Facebook.

A maneira como a rede social de Mark Zuckerberg reagiu à postagem do presidente foi determinante para dar corpo às críticas. Enquanto o Twitter sinalizou a mensagem do líder estadunidense com um rótulo de conteúdo incitador de violência, o Facebook não fez qualquer filtragem na postagem. Zuckerberg e outros executivos da companhia chegaram a dizer que, de forma pessoal, repudiavam a declaração, mas a companhia, institucionalmente, manteve o discurso de que não poderia interferir na liberdade de expressão.

O crescimento do boicote
Desde a semana passada, diferentes organizações ligadas aos direitos civis, inclusive a Liga Antidifamação, decidiram usar outra estratégia para cobrar uma reação da rede social. As entidades começaram sugerir a anunciantes que interrompessem a veiculação de publicidade no Facebook no mês de julho, como uma forma de ajudar a não fomentar a rede social que, na visão dessas organizações, é permissiva em relação aos discursos de ódio.

O protesto começou a ganhar a adesão de marcas com importante presença em território estadunidense, como The North Face, Patagonia, REI, Ben & Jerry’s, Eddie Bauer e Magnolia Pictures. Na sexta-feira, 26, a gigante de tecnologia Verizon também comunicou que deixaria de anunciar temporariamente na rede social.

A onda cresceu, no entanto, com o anúncio da Unilever, que não apenas seguiu às demais emissoras no boicote, como ampliou a restrições. A companhia, que é um dos maiores anunciantes do mundo, declarou que não irá anunciar mais no Facebook, Instagram e nem no Twitter até o fim de 2020. A dona das marcas Dove, Hellmann’s e Clear, dentre outras, afirmou que irá direcionar seus investimentos em publicidade para outras mídias. De acordo com o banco de dados e plataforma de inteligência Pathmatics, a Unilever destinou US$ 42,3 milhões para o Facebook em 2019. “Continuar anunciando nessas plataformas no momento não agregaria valor às pessoas e à sociedade. Vamos monitorar continuamente e revisaremos nossa posição atual, se necessário”, afirmou a Unilever em comunicado. Ainda segundo a companhia, a forte polarização que toma conta dos Estados Unidos por conta da proximidade das eleições também colabora para o ambiente nocivo das redes sociais.

A retirada da Unilever foi o ingrediente principal para a desvalorização do Facebook, que perdeu US$ 56 milhões de valor de mercado na última sexta-feira. De acordo com o Bloomberg Billionaires Index, a queda do valor das ações fez o patrimônio de Zuckerberg recuar para US$ 82,3 bilhões – e o derrubou em uma posição no ranking das pessoas mais ricas do mundo. Antes, Zuckerberg estava em terceiro, atrás de Jeff Bezos e Bill Gates e, agora, foi ultrapassado por Bernard Arnault, chefe da Louis Vuitton.

A adesão da Coca-Cola

A sexta-feira, 26, ainda reservava outro acontecimento negativo para as finanças das redes sociais. No final do dia, a Coca-Cola divulgou um comunicado para anunciar que pausaria a publicidade em todas as plataformas digitais por um prazo de 30 dias. A marca justifica a atitude por conta de uma revisão de suas políticas de anúncios digitais. No comunicado, a empresa apontou casos de racismo e outras manifestações de ódio que não foram solucionadas pelas grandes empresas de tecnologia. “Não há lugar para o racismo no mundo e não deve haver nas redes sociais. Tomaremos esse tempo para readequar nossas políticas de publicidade e determinar as revisões, caso sejam necessárias”, declarou James Quincy, CEO da Coca-Cola, na nota.

No sábado, 27, outra grande marca global, a Diageo, também anunciou que não fará publicidade nas principais redes sociais durante o mês de julho. A única plataforma em que a companhia de bebidas manterá os anúncios é o YouTube. Em manifestação nas redes sociais, a Diageo declarou que “se esforça em promover a diversidade e inclusão também em suas campanhas de marketing” e que a partir de 1º de julho irá pausar, globalmente, a publicidade paga nas maiores plataformas sociais. “Continuaremos conversando com os parceiros de mídia a respeito de como eles estão lidando com esse conteúdo inaceitável”, declarou a Diageo.

A resposta de Zuckerberg
Em meio a esses anúncios de sexta-feira, 26, Zuckerberg se manifestou para falar sobre as maneiras como o Facebook vêm procurando coibir discursos de ódio e desinformação em suas plataformas. “Especificamente, estamos expandindo nossa política de publicidade para proibir afirmações de que pessoas de uma raça, etnia, origem, religião, casta, orientação sexual, identidade de gênero ou imigrantes sejam tratadas como ameaça à integridade física ou a saúde das demais pessoas”, declarou.

O CEO e fundador do Facebook também reforçou as novas políticas da plataforma em relação à eleição dos Estados Unidos. Segundo ele, a rede social terá um hub de conteúdo e informações sobre a corrida eleitoral, que reunirá as postagens de candidatos e autoridades políticas. A companhia já havia anunciado, há alguns dias, a criação de uma ferramenta que permite que os usuários bloqueiem anúncios políticos, se assim desejarem.

 

Fonte: www.meioemensagem.com.br

CEO da Coca-Cola reforça o papel da inovação em rede

Na liderança na companhia desde 2016, Henrique Braun fala sobre o papel da troca de conhecimento no mundo da digitalização, inclusive com concorrentes

Em maio deste ano, a Coca-Cola Brasil se uniu a oito empresas de alimentos e bebidas, entre elas Ambev, Heineken e Nestlé, em prol da iniciativa Nós, que apoia a retomada do pequeno negócio afetado pela crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus. Sentar junto a concorrentes não seria algo pensável há alguns anos, mas diante do contexto de uma pandemia e do rápido processo de digitalização que as empresas vivenciam, isso se faz necessário e produtivo, defende Henrique Braun, CEO da Coca-Cola Brasil.

Na liderança da companhia no Brasil desde 2016, Braun iniciou um processo de transformação digital e inovação que se desdobra em novas plataformas de contato com o consumidor, dinâmicas de trabalho mais ágeis e flexíveis e a vivência, na prática, do conceito de colaboração em rede. “A pandemia reforçou o que já discutíamos há muito tempo: atuação em rede. Resolver problemas complexos passa por essa atuação onde é necessário colaborar, sentar com parceiros, concorrentes, organizações sociais e unir esforços para que as ações sejam efetivas e não apenas teoria”, diz Braun.

Em entrevista na edição semanal de Meio & Mensagem, cuja integra, bem como o acervo, estão disponíveis até o fim de junho liberados para acesso gratuito pela plataforma Acervo, o executivo também falou sobre sua relação com o marketing e o papel da inovação nos processos de construção de marca.

M&M – Quais os aprendizados no projeto Nós que podem ser levados para as práticas de negócios de agora em diante?
Braun –
O aprendizado é pegar esse conceito de rede e identificar quais são as oportunidades. E, mais do que isso, quais as plataformas em comum que podem existir. E a digitalização é uma delas. As empresas já vinham aprendendo com as startups e companhias de tecnologia que a digitalização de um setor ou ecossistema dentro daquilo que a economia aberta prega é muito construtivo para toda um indústria.

M&M – De que maneira seus aprendizados na China e Coreia do Sul ajudaram neste novo período de digitalização da Coca-Cola no Brasil?
Braun –
Quando eu cheguei ao Brasil, em 2016, estávamos no meio de uma crise e era muito importante e inevitável que fosse iniciada essa jornada digital. Para que não perdêssemos essa onda da digitalização e considerando que esse processo acontece de forma exponencial, decidimos por atuar na digitalização de forma holística olhando para o contato consumidor, com nossas interações com ele, nossa forma de trabalho interno, a maneira que as equipes interagem em nosso prédio e foi crucial iniciar aquele processo naquele momento.

M&M – O que já dá para dizer sobre o impacto da pandemia no processo de digitalização das empresas?
Braun –
Primeiro que estamos trabalhando remotamente de forma super eficiente. Já fazíamos isso na Coca-Cola, digitalizando reuniões, mas a maneira como ocorre agora é muito mais simbólica. Mas o crucial neste momento de mudança tão rápida é ter o conceito de consumercentric muito incorporado. Se já falávamos de escutar o consumidor e humanizar todas as interações do ponto de vista de necessidades, agora é ainda mais importante que isso ocorra. Nós, consumidores, somos mais exigentes agora, queremos nossos serviços e produtos de forma mais rápida e eficiente. E isso não passa apenas pelo direct to consumer, como a Coca-Cola já vinha fazendo, e é impossível começar a ter esse nível de aproximação com os consumidores e deixar de ter insights. E isso potencializou o contato que já tínhamos com nossos consumidores e com os consumidores de nossos parceiros de marketplace como Carrefour, Pão de Açúcar e Magalu, para citar alguns exemplos.

M&M – No caso da transformação digital, o que muda o fato de a Coca-Cola estar se transformando globalmente, quais os aprendizados desse potencial global?
Braun – 
O grande diferencial de atuar em mais de 200 países, eu diria, é que em uma atuação global você consegue lidar com tendências que serão globais e que podem se acelerar em mercado diferentes em ritmos diferentes e de maneiras diferentes, mas são globais. Natural que os pontos de maturidade sejam diferentes, mas o impacto é global. A digitalização é uma plataforma global, temos mercados mais ou menos desenvolvidos que outro. A China e a Coreia do Sul e os Estados Unidos, por exemplo, são mercados que podemos nos espelhar e nos inspirarmos, mas o aprendizado que tivemos na América Latina, por exemplo, é que foi fundamental não ter o olhar voltado apenas para as operações locais e compartilhar as soluções e testar em vários mercados.

M&M – Em quais tipos de disciplinas ou soluções a Coca-Cola Brasil já se tornou referência para outros mercados?
Braun –
Aqui, destacou-se o desenvolvimento de parceira com os food agregators. Nos tornamos uma referência global de como fazer interações nos diferentes players gerando valor e conexão com o consumidor de forma diferente. Na América Latina temos plataformas de trabalho que ajudam a capturar os aprendizados de todas as unidades. Ou seja, a plataforma de digitalização é global, mas os centros de excelência vão modificando suas vocações de forma natural. Mas posso afirmar que digitalização é prioridade em todas as unidades de negócios pelo mundo.

Por: Luiz Gustavo Pacete
Meio & Mensagem

Estudo aponta que ainda há divisão entre on e off.

Pesquisa do Grupo de Mídia RJ com a Casa7 ouviu profissionais do Rio e de São Paulo; 89,4% dos entrevistados acham que área passa por mudanças que estão longe do fim.
No ano em que completa 48 anos de atuação no mercado, o Grupo de Mídia do Rio de Janeiro investiu em um projeto para fazer uma radiografia da área, levantando também questões como relevância das agências, modelos de atuação e, principalmente, mudanças pelas quais passa a mídia em si. Realizado pela entidade em parceria com o instituto Casa 7, o estudo foi desenvolvido em etapas qualitativa e quantitativa com profissionais seniores e juniores de empresas no Rio e em São Paulo. Os dados levantados mostraram que 89,4% dos participantes concordam que a área de mídia passa por um processo de mudança que está longe de acabar.
“Começamos a pesquisa no tom de que a mídia perdeu espaço, mas concluímos que o profissional de mídia, se não for o mais importante, é um dos mais dentro de uma visão global da construção de planos integrados em que é fundamental entender a jornada do consumidor”, detalha Fátima Rendeiro, conselheira do Grupo de Mídia do Rio. Para ela, é papel das entidades espalhar sementes e trazer discussões como esta, levantando informações e conhecimento para serem compartilhados. “Há uma necessidade de uma consciência maior. Nós temos sim a responsabilidade pelo que está acontecendo”, fala.

O estudo mostrou que a sensação é de que o mercado ainda é repartido entre as áreas on e off com movimentos recentes de integração: 69,2% dos entrevistados acreditam que as agências estão começando a fazer o processo de integração, enquanto 17,3% consideram que ainda são divididas e apenas 10,6% veem o mercado totalmente integrado. Por sua vez, 85,6% dos profissionais ouvidos disseram que é preciso uma mudança radical de mindset sobre o papel da área e 68,3% veem os clientes como as verdadeiras alavancas dessa transição.

O perfil do novo profissional de mídia, em meio a um cenário de transformação, também foi abordado. Para 70% dos participantes, hoje está profissional é híbrido, o que não quer dizer que tenha que ser especialista em todas as áreas técnicas. Entre os entrevistados, 91,4% concordam que o profissional de mídia precisa ser cada vez mais multidisciplinar para que possa ser relevante no cenário atual. “A capacitação, vista como despesa e não investimento, tem de ser obrigatoriedade. Não se pode descartar profissionais que tem senioridade, experiência, e conseguem trazer inputs muito importantes porque não dominam plataformas tecnológicas que mudam em seis meses”, observa Fátima. Em sua visão, é essencial ar condições a este profissional de se atualizar.

O estudo mostrou ainda que, para 72% dos entrevistados este profissional precisa ter um perfil mais analítico e crítico e menos burocrático; 64% avaliam que ele precisa ser um bom negociador no contexto dos projetos e 64% disseram que eles necessitam estar articulados dentro da própria agência. “Transitando bem entre áreas, tomando à frente a operação, entendendo o que cada um no time está fazendo. É algo maior que liderança pois os processos são colaborativos”, pontua a conselheira do Grupo de Mídia do Rio.

 

Fonte: Meio & Mensagem
Foto: Fatima Rendeiro, conselheira do Grupo de Mídia do Rio de Janeiro (Crédito: Rodrigo Castro)