Entenda por que as empresas estão boicotando o Facebook

CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, ficou US$ 7,2 bilhões mais pobre na última sexta-feira, 26. As ações da rede social caíram 8,3% – o maior recuo em três meses – após alguns dos maiores anunciantes do mundo declararem que irão interromper a veiculação de anúncios publicitários na plataforma por algum tempo.

O Facebook  – e, mais para o fim da semana, o Twitter – vêm enfrentando um boicote que começou nas redes sociais, nos Estados Unidos, com algumas marcas e que, com o passar dos dias, ganhou proporções maiores. Entidades ligadas à movimentos civis daquele país deram início ao movimento #StopHateForProfit (“Pare de Dar Lucro ao Ódio”, na tradução), para pressionar anunciantes e grandes empresas a retirarem suas verbas publicitárias das plataformas do Facebook por acreditarem que a companhia não vem atuando de forma eficaz para coibir e diminuir os discursos de ódio publicados nas timelines.

Embora as críticas em relação à maneira como as redes sociais, de modo geral, permitem a livre publicação de discursos e ideias que por vezes pode ser ofensivas – ou então, conter informações inverídicas – sejam um tema presente na indústria da comunicação há algun anos, o estopim para a crise atual aconteceu após a eclosão dos movimentos em prol da igualdade racial, que tomaram diversas cidades dos Estados Unidos recentemente, após o assassinato do segurança George Floyd. Assim que os primeiros protestos nas ruas começaram, o presidente do país, Donald Trump, usou suas redes sociais para sugerir que a polícia reprimiria com violência as manifestações. “Quando começarem os saques, começam os tiros”, escreveu Trump em seu perfil no Twitter e no Facebook.

A maneira como a rede social de Mark Zuckerberg reagiu à postagem do presidente foi determinante para dar corpo às críticas. Enquanto o Twitter sinalizou a mensagem do líder estadunidense com um rótulo de conteúdo incitador de violência, o Facebook não fez qualquer filtragem na postagem. Zuckerberg e outros executivos da companhia chegaram a dizer que, de forma pessoal, repudiavam a declaração, mas a companhia, institucionalmente, manteve o discurso de que não poderia interferir na liberdade de expressão.

O crescimento do boicote
Desde a semana passada, diferentes organizações ligadas aos direitos civis, inclusive a Liga Antidifamação, decidiram usar outra estratégia para cobrar uma reação da rede social. As entidades começaram sugerir a anunciantes que interrompessem a veiculação de publicidade no Facebook no mês de julho, como uma forma de ajudar a não fomentar a rede social que, na visão dessas organizações, é permissiva em relação aos discursos de ódio.

O protesto começou a ganhar a adesão de marcas com importante presença em território estadunidense, como The North Face, Patagonia, REI, Ben & Jerry’s, Eddie Bauer e Magnolia Pictures. Na sexta-feira, 26, a gigante de tecnologia Verizon também comunicou que deixaria de anunciar temporariamente na rede social.

A onda cresceu, no entanto, com o anúncio da Unilever, que não apenas seguiu às demais emissoras no boicote, como ampliou a restrições. A companhia, que é um dos maiores anunciantes do mundo, declarou que não irá anunciar mais no Facebook, Instagram e nem no Twitter até o fim de 2020. A dona das marcas Dove, Hellmann’s e Clear, dentre outras, afirmou que irá direcionar seus investimentos em publicidade para outras mídias. De acordo com o banco de dados e plataforma de inteligência Pathmatics, a Unilever destinou US$ 42,3 milhões para o Facebook em 2019. “Continuar anunciando nessas plataformas no momento não agregaria valor às pessoas e à sociedade. Vamos monitorar continuamente e revisaremos nossa posição atual, se necessário”, afirmou a Unilever em comunicado. Ainda segundo a companhia, a forte polarização que toma conta dos Estados Unidos por conta da proximidade das eleições também colabora para o ambiente nocivo das redes sociais.

A retirada da Unilever foi o ingrediente principal para a desvalorização do Facebook, que perdeu US$ 56 milhões de valor de mercado na última sexta-feira. De acordo com o Bloomberg Billionaires Index, a queda do valor das ações fez o patrimônio de Zuckerberg recuar para US$ 82,3 bilhões – e o derrubou em uma posição no ranking das pessoas mais ricas do mundo. Antes, Zuckerberg estava em terceiro, atrás de Jeff Bezos e Bill Gates e, agora, foi ultrapassado por Bernard Arnault, chefe da Louis Vuitton.

A adesão da Coca-Cola

A sexta-feira, 26, ainda reservava outro acontecimento negativo para as finanças das redes sociais. No final do dia, a Coca-Cola divulgou um comunicado para anunciar que pausaria a publicidade em todas as plataformas digitais por um prazo de 30 dias. A marca justifica a atitude por conta de uma revisão de suas políticas de anúncios digitais. No comunicado, a empresa apontou casos de racismo e outras manifestações de ódio que não foram solucionadas pelas grandes empresas de tecnologia. “Não há lugar para o racismo no mundo e não deve haver nas redes sociais. Tomaremos esse tempo para readequar nossas políticas de publicidade e determinar as revisões, caso sejam necessárias”, declarou James Quincy, CEO da Coca-Cola, na nota.

No sábado, 27, outra grande marca global, a Diageo, também anunciou que não fará publicidade nas principais redes sociais durante o mês de julho. A única plataforma em que a companhia de bebidas manterá os anúncios é o YouTube. Em manifestação nas redes sociais, a Diageo declarou que “se esforça em promover a diversidade e inclusão também em suas campanhas de marketing” e que a partir de 1º de julho irá pausar, globalmente, a publicidade paga nas maiores plataformas sociais. “Continuaremos conversando com os parceiros de mídia a respeito de como eles estão lidando com esse conteúdo inaceitável”, declarou a Diageo.

A resposta de Zuckerberg
Em meio a esses anúncios de sexta-feira, 26, Zuckerberg se manifestou para falar sobre as maneiras como o Facebook vêm procurando coibir discursos de ódio e desinformação em suas plataformas. “Especificamente, estamos expandindo nossa política de publicidade para proibir afirmações de que pessoas de uma raça, etnia, origem, religião, casta, orientação sexual, identidade de gênero ou imigrantes sejam tratadas como ameaça à integridade física ou a saúde das demais pessoas”, declarou.

O CEO e fundador do Facebook também reforçou as novas políticas da plataforma em relação à eleição dos Estados Unidos. Segundo ele, a rede social terá um hub de conteúdo e informações sobre a corrida eleitoral, que reunirá as postagens de candidatos e autoridades políticas. A companhia já havia anunciado, há alguns dias, a criação de uma ferramenta que permite que os usuários bloqueiem anúncios políticos, se assim desejarem.

 

Fonte: www.meioemensagem.com.br

Serviço de pagamentos no WhatsApp está disponível para 1,5 milhão no País

Com 120 milhões de usuários do aplicativo de mensagens, Brasil é o primeiro país a receber lançamento em larga escala da ferramenta de transferências e pagamentos; Banco Central observa funcionalidade com cautela.

Um dos países com maior presença no WhatsApp, com 120 milhões de usuários, o Brasil foi escolhido pelo Facebook para estrear o serviço de pagamentos do aplicativo de mensagens. Anunciada ontem pelo presidente executivo da rede social, Mark Zuckerberg, a funcionalidade tem parceiros locais como Banco do Brasil, Cielo, Nubank e Sicredi e chegará aos poucos aos brasileiros: segundo apurou o Estadão/Broadcast, cerca de 1,5 milhão de pessoas no País tiveram o recurso liberado ontem.

“Queremos expandir em breve para mais pessoas e outros parceiros, mas ainda não temos uma data definida”, diz ao Estadão Matt Idema, diretor de operações do WhatsApp. Com a ferramenta, usuários poderão transferir quantias a outros contatos e também realizar pagamentos para empresas que usem o WhatsApp Business, versão corporativa do app.  A novidade é similar à disponibilizada pelo chinês WeChat, da Tencent, que transformou os meios de pagamentos no país asiático.

Para que os pagamentos possam ser realizados, o Facebook lançou também no País o Facebook Pay, que vai permitir que usuários façam pagamentos por meio de aplicativos – nos EUA, a ferramenta já é usada para compras feitas diretamente na rede social e também no Instagram. 

“Essa é a ideia para o futuro no Brasil também, o Facebook Pay poderá ser usado em toda a nossa família de aplicativos”, afirma Idema. Segundo ele, o Facebook trabalha há dois anos nesse projeto – além do Brasil, países como a Índia também participaram dos testes para a operação, mas a popularidade do app entre usuários e empresas pesou a favor do País.

Bastante usado por políticos, especialmente em período eleitoral, o WhatsApp afirma que não a funcionalidade de pagamentos não poderá ser utilizada para campanhas ou doações nessa área. Segundo a empresa, é algo que fere os termos de uso do aplicativo e “pode resultar na desativação da conta”, confirmou à reportagem. “Criamos isso apenas para pessoas físicas e empresas que comercializam algo pelo WhatsApp, com regras bem específicas”, diz Idema.

Transações terão regras; usuário poderá movimentar até R$ 5 mil por mês

As transações entre usuários terão de obedecer a algumas regras, como o teto de R$ 1 mil e o uso apenas de cartão de débito, que terá de ser vinculado a uma conta bancária – segundo Idema, os valores recebidos por pessoas físicas já cairão direto na conta do usuário. Além disso, não haverá taxas de transferência, mas um usuário poderá fazer até 20 transações por dia e movimentar no máximo R$ 5 mil por mês. Todas as operações também terão de ser aprovadas com uso de senha ou biometria. “Se o telefone for roubado, ninguém poderá fazer transações com ele se não tiver a sua senha”, explica o executivo do WhatsApp.

Os pagamentos para empresas, por sua vez, poderão ser feitos a partir de cartão de débito ou crédito das bandeiras Visa e Mastercard. As pessoas jurídicas não terão limite de valores a receber, mas todas as transações terão uma taxa fixa de 3,99% – os valores serão divididos pelo banco do usuário, o Facebook e a Cielo.

 

Com o anúncio, a empresa de adquirência teve um empurrão na alta de suas ações na bolsa como há muito tempo não se via: ontem, os papéis subiram 14%, cotados a R$ 4,80. A leitura do mercado foi a de que a Cielo foi além das maquininhas com a parceria junto ao Facebook, que é justamente onde a gigante fica atrás de seus concorrentes. A reação, contudo, foi exagerada na opinião do Citi, que vê o risco de outros competidores aderirem à novidade em breve.

Para David Vélez, presidente executivo do Nubank, a nova ferramenta é mais um passo para bancarizar o Brasil. “Trabalhamos bastante para ter uma experiência de usuário fácil para as pessoas. Esse produto pode aumentar o crescimento de usuários da nossa conta digital e do cartão de débito”, afirma ao Estadão. “Além disso, também será um jeito de começar relacionamento com clientes que poderão usar outros produtos financeiros no futuro, como o cartão de crédito.”

Além disso, o executivo destacou que a chegada do serviço do WhatsApp pode ajudar com o fim da cobrança de tarifas por transferências bancárias. “Hoje, enviar dinheiro é enviar bits. Se você tem uma infraestrutura moderna, cobrar por esse envio é algo que não faz mais sentido.”

É um movimento que, na visão de Vélez, vai se intensificar com a chegada do PIX, sistema de pagamentos instantâneos que está sendo desenvolvido pelo Banco Central no País. Para o banco suíço UBS, o lançamento da disponibilidade de pagamentos por meio do WhatsApp no Brasil é uma antecipação do PIX – ambos estarão disponíveis 24 horas, sete dias por semana, algo que não acontece hoje.

Conselheiro da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), Guilherme Horn também vê potencial na ferramenta para reduzir o número de brasileiros desbancarizados – segundo dados do Instituto Locomotiva, havia 45 milhões de pessoas sem conta bancária no País em 2019. No entanto, Horn acredita que será preciso ter atenção para que a ferramenta não seja usada para fraudes.

Banco Central diz que está vigilante

Mesmo reforçando o objetivo de o programa ser ‘aberto’, o anúncio do WhatsApp causou chiadeira tanto no Banco Central como nas empresas privados que ficaram de fora da primeira etapa, apurou o Estadão/Broadcast. Na autoridade monetária, a leitura, segundo duas fontes ouvidas pela reportagem na condição de anonimato, é a de que o Facebook faça concorrência para o sistema de pagamentos instantâneos no Brasil, o PIX.

Procurado, o BC informou que está acompanhando a iniciativa do WhatsApp e que há grande potencial para sua integração ao PIX. Entretanto, chamou de ‘prematura’ qualquer iniciativa que possa gerar fragmentação de mercado e concentração em agentes específicos. “O BC vai ser vigilante a qualquer desenvolvimento fechado ou que tenha componentes que inibam a interoperabilidade e limite seu objetivo de ter um sistema rápido, seguro, transparente, aberto e barato”, acrescentou a autoridade monetária.

O Banco Central tem monitorado de perto a estratégia de gigantes de tecnologia como Apple, Google, Facebook e Amazon. Em recente publicação, avaliou que esses players têm ingressado de forma rápida no sistema financeiro nacional e que representam um “grande desafio” para a regulação, conforme o Relatório de Economia Bancária (REB). Isso porque as empresas possuem uma grande base de consumidores, fácil acesso a informações e modelos de negócio robustos.

Um especialista do setor de tecnologia bancária, que prefere não ter seu nome revelado, explica que o WhatsApp será um concorrente do PIX assim como os demais meios de pagamentos e, inclusive, o dinheiro. “Tudo concorre. A concorrência será tecnológica e o maior beneficiado é o cliente na ponta”, avalia.  O anúncio do WhatsApp coincidiu com a circular que institui o PIX no Brasil, publicada hoje pelo BC. O sistema começará a funcionar em 3 de novembro de 2020 e a previsão é a de que esteja em pleno funcionamento em 16 de novembro.

Por Aline Bronzati e Bruno Capelas – O Estado de S. Paulo
Foto: Divulgação

Marketing abraça Metodologias Ágeis

Empresas como FIAT e Avon já estão colhendo frutos de uma nova relação com o seu consumidor a partir de métodos baseadas em tecnologia disponíveis no mercado

As Metodologias Ágeis estão em lua de mel com o Marketing. Cada vez mais a gestão das empresas ganha com a implementação de métodos que agilizam os processos na operação e os grandes players de diversos segmentos já estão colhendo os benefícios dessa implementação.

Na FIAT, a Gestão à Vista foi decisiva para melhorar os números de pós-venda e de relacionamento com o consumidor. A estratégia foi baseada no Lean Manufacturing com o objetivo principal de fazer a marca voltar aos quase 23% de participação no mercado de vendas de automóveis no Brasil que tinha em 2013.

Em novembro de 2018, esse número caiu para 12,2% e isso serviu de combustível para a empresa arrancar em direção às inovações. A partir da implementação de metodologias ágeis, a FIAT conseguiu analisar todo o processo de vendas e pós-venda com mais eficiência, qualidade e velocidade nas tarefas. “Esta é uma filosofia que visa eliminar desperdícios de produção e entregar maior valor agregado ao cliente”, diz Carolina Hartmann, Diretora Comercial da Isoflex, empresa que implementou metodologias ágeis na montadora.

Método Lean nas operações FIAT
De acordo com a executiva, uma das vantagens para as concessionárias são quadros de gestão visual com informações claras e expostas de maneira direta e simples como programação de agendamento do dia e dos serviços; peças de BO e taxa de atendimento de OS. “Esses quadros formaram a base da Implementação da Gestão Visual de Processos de Serviços e de Peças”, aponta Nobuyuki Taniguchi, Gerente de Desenvolvimento da Fiat.

O resultado foi percebido em diversos setores operacionais da empresa de acordo com Taniguchi. O impacto é perceptível no agendamento ágil de serviços, comunicação interna, distribuição de serviços, visualização de peças na oficina, entre outros. Além disso, a montadora aumentou a capacidade de veículos nas oficinas e o faturamento em peças consequentemente. “Tivemos ganhos reais de produtividade e eficiência no processo, desde o agendamento até a entrega”, afirma Nobuyuki.

Uma das startups brasileiras que nasceram com a cultura Lean é a Pipefy, que usa a metodologia ágil como pilar de funcionamento desde 2014. A empresa fornece uma plataforma SaaS (Software as a Service ou Software como Serviço, em português,) intuitiva e customizável de gerenciamento de processos.

Inteligência Artificial Avon
Além da eficiência em processos internos a startup consegue implementar o método Lean em outras empresas onde todos os envolvidos conseguem executar tarefas, controlar fluxos e prevenir falhas com autonomia. Para Leonardo Tomadon, especialista no método Pipefy, ao estimular o time a fazer mais com menos a empresa, está empoderando os colaboradores com autonomia para resolver problemas e evitar erros.

Outra empresa que adotou soluções ágeis, foi Avon, para o lançamento da Assistente Virtual da empresa, escolhido justamente no Dia da Revendedora Avon, que acontece em março. A Bela, nome escolhido pelos funcionários e funcionárias da empresa, é um chatbot com Inteligência Artificial que consegue interagir com as revendedoras. Além de gerar engajamento, a ferramenta torna possível consultar débitos, pedir 2ª via de boleto, acompanhamento dos pedidos, entre outros serviços.

“A Bela faz parte da Transformação Digital da Avon para simplificar as relações e a comunicação, e aumentar a agilidade da revendedora. É uma ótima oportunidade para estar mais próximo a ela, dando um suporte mais rápido”, completa Danielle Bibas, Vice-Presidente de Marcas, Comunicação e Cultura Corporativa da Avon.

 

Foto: Depositphotos
Por: Thiago Terra / Mundo do Marketing

Estudo aponta que ainda há divisão entre on e off.

Pesquisa do Grupo de Mídia RJ com a Casa7 ouviu profissionais do Rio e de São Paulo; 89,4% dos entrevistados acham que área passa por mudanças que estão longe do fim.
No ano em que completa 48 anos de atuação no mercado, o Grupo de Mídia do Rio de Janeiro investiu em um projeto para fazer uma radiografia da área, levantando também questões como relevância das agências, modelos de atuação e, principalmente, mudanças pelas quais passa a mídia em si. Realizado pela entidade em parceria com o instituto Casa 7, o estudo foi desenvolvido em etapas qualitativa e quantitativa com profissionais seniores e juniores de empresas no Rio e em São Paulo. Os dados levantados mostraram que 89,4% dos participantes concordam que a área de mídia passa por um processo de mudança que está longe de acabar.
“Começamos a pesquisa no tom de que a mídia perdeu espaço, mas concluímos que o profissional de mídia, se não for o mais importante, é um dos mais dentro de uma visão global da construção de planos integrados em que é fundamental entender a jornada do consumidor”, detalha Fátima Rendeiro, conselheira do Grupo de Mídia do Rio. Para ela, é papel das entidades espalhar sementes e trazer discussões como esta, levantando informações e conhecimento para serem compartilhados. “Há uma necessidade de uma consciência maior. Nós temos sim a responsabilidade pelo que está acontecendo”, fala.

O estudo mostrou que a sensação é de que o mercado ainda é repartido entre as áreas on e off com movimentos recentes de integração: 69,2% dos entrevistados acreditam que as agências estão começando a fazer o processo de integração, enquanto 17,3% consideram que ainda são divididas e apenas 10,6% veem o mercado totalmente integrado. Por sua vez, 85,6% dos profissionais ouvidos disseram que é preciso uma mudança radical de mindset sobre o papel da área e 68,3% veem os clientes como as verdadeiras alavancas dessa transição.

O perfil do novo profissional de mídia, em meio a um cenário de transformação, também foi abordado. Para 70% dos participantes, hoje está profissional é híbrido, o que não quer dizer que tenha que ser especialista em todas as áreas técnicas. Entre os entrevistados, 91,4% concordam que o profissional de mídia precisa ser cada vez mais multidisciplinar para que possa ser relevante no cenário atual. “A capacitação, vista como despesa e não investimento, tem de ser obrigatoriedade. Não se pode descartar profissionais que tem senioridade, experiência, e conseguem trazer inputs muito importantes porque não dominam plataformas tecnológicas que mudam em seis meses”, observa Fátima. Em sua visão, é essencial ar condições a este profissional de se atualizar.

O estudo mostrou ainda que, para 72% dos entrevistados este profissional precisa ter um perfil mais analítico e crítico e menos burocrático; 64% avaliam que ele precisa ser um bom negociador no contexto dos projetos e 64% disseram que eles necessitam estar articulados dentro da própria agência. “Transitando bem entre áreas, tomando à frente a operação, entendendo o que cada um no time está fazendo. É algo maior que liderança pois os processos são colaborativos”, pontua a conselheira do Grupo de Mídia do Rio.

 

Fonte: Meio & Mensagem
Foto: Fatima Rendeiro, conselheira do Grupo de Mídia do Rio de Janeiro (Crédito: Rodrigo Castro)

Tecnologia no centro impõe novo ritmo aos grandes eventos

Aprendizados do Super Bowl mostram que a capacidade de interação e respostas ao conteúdo gerado em torno de ativações será cada vez mais decisiva com o 5G.

Com a realização de mais um Super Bowl, neste domingo, 2, com a vitória do Kansas City Chiefs, em Miami, a NFL dá alguns ensinamentos sobre os desafios dos grandes eventos. A busca pela experiência, a sobreposição de tecnologias, o envolvimento dos fãs e a oferta de conteúdo cada vez maior fazem com que o desafio aumente na missão de entreter e agradar fãs e consumidores. Neste contexto e a alguns meses das Olimpíadas do Japão ficam os aprendizados e as reflexões acerca de como se renovar e inovar na entrega de experiência em grandes eventos.

Entre os fatores que pesam nesta conta, está a tecnologia. Ana Raquel Hernandes, head do Ryot Studios e participante do comitê 5G da Verizon, reforça que o 5G determinará os rumos e mudará a maneira como se entrega qualquer tipo de experiência em grandes eventos. “Nos acostumamos a consumir conteúdos de forma passiva e linear, no formato de vídeo, majoritariamente. A chegada do 5G possibilita novos tipos de produção, novos formatos e comportamentos de consumo. Há uma narrativa imersiva, em que o consumidor é parte ativa do projeto. No que diz respeito ao ao vivo, você pode transformar ambientes, mudar cenários, ‘transportar’ as pessoas no tempo e espaço. Imagine estar andando reto e, de repente, um buraco abrir no chão e resultar em outro universo. Ou fazer alguém voar. Provocar sensações a partir de storytelling imersivos será possível e isso muda todo o jogo, toda a experiência”, explica.
A Verizon foi uma das empresas de participação nas ativações em torno do Super Bowl e viabilizou a entrega de conexão 5G durante o jogo. “Com a consistência que o 5G oferece você, por exemplo, vai a um festival e não há congestionamento na banda, você consegue acessar a internet, produz conteúdo em tempo real, divide impressões do show, fotos e vídeos com quem não está lá fisicamente sem nenhuma dificuldade. Outra questão diz respeito à criatividade. As marcas têm uma oportunidade muito significativa nesse sentido. Você pode integrar sua ativação em um estande em um evento com o DOOH (digital out of-home) onde a campanha continua, com a mídia que você entrega via programática, com um push no celular da pessoa que está no espaço e promover uma experiência que utiliza AR. Formatos imersivos, aliás, serão democratizados com a adoção do 5G”, explica ressaltando que não se trata de um futuro longínquo, mas em curto e médio prazo.

A tecnologia não está no centro apenas na entrega de experiência, ela também altera a dinâmica na oferta de serviços e soluções. Luciana Resende, vice-presidente global de marketing da Visa, patrocinadora e responsável pelos serviços de pagamento do Super Bowl, reforça que o patrocínio deixou de ser apenas uma ferramenta de construção de marca para se tornar uma plataforma de entrega de soluções. “Existem aspectos de ressaltar em relação ao que o consumidor espera de uma marca que apoia um evento. O primeiro está relacionado à experiência do consumidor que é cada vez mais exigente. Neste contexto, a marca ganha mais responsabilidade no tipo de solução ou resolução que ela oferece aos seus consumidores”, afirma.

Eduardo Schaeffer, diretor de negócios integrados do grupo Globo, que esteve no Super Bowl, veio para observar a capacidade de engajamento e entrega do evento e reflete sobre como a dinâmica de interação e conexão com os consumidores e fãs, independentemente se for um evento de esporte ou música, tornou-se diferente. “Hoje, você consegue medir até o sentimento de um consumidor em relação a entrega de experiência, e isso faz toda a diferença quando você complementa essa informação com outros dados e clusters que habitualmente já ajudam as marcas na entrega de experiência. Neste sentido, o Super Bowl nos mostra o potencial de engajamento do ao vivo e agora, mais do que nunca, o poder de conexão que ele possui no aspecto multiplataforma”, afirma. No total, passaram pelo Super Bowl, entre quem foi ao estádio e participou das ativações mais de 100 mil pessoas e o evento movimento quase US$ 2 bilhões em todos os Estados Unidos em produtos e alimentos. Somente de publicidade, a Fox Sports deve faturar mais de US$ 430 milhões.

 

Por: Luiz Gustavo Pacete, de Miami*
Foto: Início da apresentação de Shakira no Halftime do Super Bowl 54 (Crédito: Luiz Gustavo Pacete)

Fonte: Meio & Mensagem

Outubro Rosa

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:

Praticar atividade física regularmente;
Alimentar-se de forma saudável;
Manter o peso corporal adequado;
Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
Amamentar

Quanto mais cedo descoberto, as chances de cura são maiores e podem chegar a 90%. Converse com outras mulheres e ajude a compartilhar essa informação.

Pizza Bis – Franchising

 

Pizza Bis – FranchisingQuando se fala em pizza, a Pizza Bis é uma das primeiras marcas a vir à cabeça. Com mais de 13 anos de tradição, a marca é consolidada no mercado de alimentação e atrai o interesse de investidores em todo o Brasil.Fundada em Balneário Camboriú, Santa Catarina, a Pizza Bis foi iniciada pelos irmãos Roberto e Ivete Kist.A Pizza Bis conta com lojas próprias, vendendo aos seus clientes uma experiência única e produtos exclusivos. Desde sua abertura, a marca vem conquistando cada vez mais espaço no mercado, apoiada pelo gosto do consumidor brasileiro por pizza. Segundo as associações de classe, cerca de 1 milhão de pizzas são consumidas diariamente no Brasil. O mercado de pizzas movimenta um faturamento de aproximadamente 22 bilhões de reais ao ano.Quem pensa em entrar nesse setor por meio de franquia, encontra no franchising um ótimo cenário. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as franquias de alimentação faturaram 9,935 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2017 – um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de unidades também aumentou, crescendo 2% nos três primeiros meses deste ano.Se você tem interesse em atuar nesse segmento através de uma franquia Pizza Bis, conheça mais sobre nossa filosofia de trabalho e nossos resultados.www.pizzabis.com.br/franquias

Publicado por Pizza Bis em Quarta-feira, 5 de setembro de 2018

 

Pizza Bis – Franchising

Quando se fala em pizza, a Pizza Bis é uma das primeiras marcas a vir à cabeça. Com mais de 13 anos de tradição, a marca é consolidada no mercado de alimentação e atrai o interesse de investidores em todo o Brasil.

Fundada em Balneário Camboriú, Santa Catarina, a Pizza Bis foi iniciada pelos irmãos Roberto e Ivete Kist.

A Pizza Bis conta com lojas próprias, vendendo aos seus clientes uma experiência única e produtos exclusivos.

Desde sua abertura, a marca vem conquistando cada vez mais espaço no mercado, apoiada pelo gosto do consumidor brasileiro por pizza.
Segundo as associações de classe, cerca de 1 milhão de pizzas são consumidas diariamente no Brasil. O mercado de pizzas movimenta um faturamento de aproximadamente 22 bilhões de reais ao ano.
Quem pensa em entrar nesse setor por meio de franquia, encontra no franchising um ótimo cenário. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as franquias de alimentação faturaram 9,935 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2017 – um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de unidades também aumentou, crescendo 2% nos três primeiros meses deste ano.

Se você tem interesse em atuar nesse segmento através de uma franquia Pizza Bis, conheça mais sobre nossa filosofia de trabalho e nossos resultados.
www.pizzabis.com.br/franquias 

O “Eletronic Mail” e sua importância na atualidade

Na metade da década de 60, um novo meio de comunicação automática surgia. Com quase 4 bilhões de usuários nos dias de hoje, o “eletronic mail” (correio eletrônico), ou e-mail, foi desenvolvido para viabilizar a troca de informações entre computadores. Você sabia que, mesmo com tantos avanços na tecnologia nas últimas décadas e a invenção de várias opções de comunicação através de smartphones, o e-mail continua sendo um dos maiores aliados do setor comunicativo?

É sabido que são inúmeras as formas de produzir estratégias de marketing e criar conteúdo de forma criativa e de sucesso. A praticidade e simplicidade que une informações de várias origens, rapidamente e de forma gratuita, interativa e rápida, torna o meio um dos mais populares na hora de promover uma ideia ou negócio.
A propaganda feita através de correios eletrônicos é direcionada à pessoas que tenham previamente se cadastrado ou “demonstrado” algum interesse pelo assunto e/ou serviço ofertado, evitando que a mensagem se torne um spam ou vá automaticamente para a lixeira devido à falta de interesse do leitor. Através do direcionamento, o que chega na caixa de entrada, estabelece melhor relação entre a empresa, o cliente e o produto, estreitando laços com o consumidor.

Boas estratégias como a segmentação da campanha por períodos de tempo e tipos de conteúdo são fundamentais, assim como estabelecer a conexão com quem o consome, fazendo-o se sentir especial através de uma aura de intimidade que é conquistada por ferramentas automáticas que fornecem, através de um formulário por exemplo, dados do cliente.

O engajamento com a agenda de contatos, incluindo especificações como sexo, localização, ocupação e data de aniversário – que se torna uma oportunidade de aproximação com o cliente – é importante. O processo de criação da elaboração da campanha deve ser pensando no tipo de público, no formato e atração pelo conteúdo. Objetividade e templates chamativos despertam a atenção do leitor.

É possível usar a ferramenta tanto voltada para o comércio quanto para a divulgação de blogs, notícias, updates. No caso do e-commerce (comércio eletrônico), a iniciativa pode desde ofertar um serviço ou produto ou fazer a apresentação de uma marca. Já no caso de “newsletter” (boletim de notícias), o entrosamento é dado pelos conceitos e temáticas e na forma como são apresentados. As “Newsletters” expressam a informação de forma simples e objetiva por afunilar o conteúdo de forma que a “essência” chegue ao destinatário.

Procure fugir do comum. Tenha foco, use e abuse da criatividade na criação de textos e templates. Pense de forma que, o e-mail enviado reproduza sentimentos. Torne interessante o produto ou a temática a ser tratada e desperte o desejo em quem está do outro lado da telinha e lembra-se que a manutenção do conteúdo e feedbacks são essenciais para o futuro da participação do cliente.

Realidade aumentada no Facebook

O Facebook trouxe uma nova modalidade de anúncios com realidade aumentada que irá permitir aos consumidores testar virtualmente produtos que tenham interesse.

Por exemplo, se o usuário se interessar por um óculos Michael Kors, será possível testá-lo em seu rosto através de uma ferramenta de realidade aumentada que usará a câmera frontal do celular do possível consumidor.

A rede social já havia realizado testes desse tipo de anúncio com marcas como Michael Kors, Pottery Barn, Bobbi Brown, Sephora e outras.

“Um marketing melhor resulta em uma experiência de compra melhor”, diz Ty Ahmad-Taylor, VP de product marketing no Facebook, durante um evento da empresa em Nova York nesta terça-feira, 10. “Você se conecta com consumidores de uma forma pouco usual e nova, e então pode entregar mensagem de uma forma que eles querem aceitar”.

O que acharam da novidade? o/

Novidades no Instagram: música no stories

Não é novidade para ninguém que o Instagram não para de evoluir.

Desde que a opção “stories” foi adicionada, a rede social tem buscado maneiras de se manter atualizada.

Com isso, a novidade do momento é a possibilidade de adicionar músicas em fotos e vídeos do Stories.

O recurso, que estava sendo testado desde o início de maio, já está liberado em 51 países, mas ainda não no Brasil.

A rede social permitirá o aproveitamento de uma biblioteca com milhares de faixas de artistas do mundo todo e para adicionar uma delas, basta ir até a área de stickers e escolher a opção “Música”.

É possível fazer a busca por algo específico por meio da barra de busca ou escolher os destaques que estará disponível nas tendências, depois de selecionar a faixa, há a opção de definir qual trecho será tocado.

A novidade já agradou muita gente no mundo todo e nós não vemos a hora de chegar aqui pelo Brasil!

E você, o que achou?