Balneário Saboroso – ABERTURA da 11ª Edição

Hoje, 26 de novembro, é mais um daqueles dias que temos a sensação de dever cumprido.

Este ano, nós da #AVANCE, criamos uma campanha com total sintonia ao atual momento do mundo. Onde os esforços são à proteção e os cuidados sanitários de maneira geral.
 
Com o mote de campanha: Quando o coração é de sol, saboroso é o verão – o Balneário Saboroso, que há mais de 10 anos acontece no inverno, este ano foi reinventado, para um melhor resultado e experiências ainda mais saborosas. A edição verão do Balneário Saboroso ocorre entre os dias 26/11 a 20/12.

A Avance propaganda, está há 2 anos como a Agência oficial do Festival. Em 2019, através de nossas estratégias e ações, garantimos ao Balneário Saboroso, um crescimento em vendas superior a 53%, nunca antes vivenciado, o que nos enche de orgulho e claro, nos dá a certeza que, nosso time de especialistas, realmente está focado em cada cliente e sempre garante os melhores resultados. É ou não é para estarmos ainda mais orgulhosos?

 Lembre-se, a 11ª edição do Balneário Saboroso já está acontecendo. E para esse ano, são 22 restaurantes, com Menus exclusivos com Entrada, Prato Principal e Sobremesa por um valor de R$ 59,90 por pessoa.
 
Além disso, contribuir com o comércio de nossa cidade garante uma retomada da economia, manutenção de empregos e novas oportunidades de trabalho a todos. Incentive, prestigie e faça você também parte do Balneário Saboroso.
 
Sobre o Festival Gastronomico:

11º BALNEÁRIO SABOROSO
O Festival Gastronômico Balneário Saboroso está comemorando seus 11 anos de pura gastronomia e convida você, para juntos, transformarmos essa edição.
Permita-se fazer parte desse roteiro gastronômico de verão, que irá percorrer os 22 melhores restaurantes de Balneário Camboriú em uma experiência gastronômica completa.

QUANDO O CORAÇÃO É DE SOL, SABOROSO É O VERÃO.
Venha fazer parte desta celebração que acontece entre os dias 26/11 a 20/12 e desfrute de grandes momento, com a incrível diversidade de menus únicos com Entrada, Prato Principal e Sobremesa.

Acesse o site do Festival e escolha os seus Menus preferidos.

Verdade e funcionalidade

Conversas mais simples e próximas transformam influenciadoras de beleza em novas autoridades na comunicação do setor com diferentes públicos

Estudo feito pela Shareablee em 2018 avaliava sob variados aspectos o impacto da ação de influenciadores. Um ponto de destaque era a associação dessas pessoas ao comportamento de compra dos seguidores. Quase a metade daqueles entre 18 e 34 anos (42%) afirmaram testar produtos indicados por um influenciador e 26%, terem feito uma compra com base em recomendação. E a inclinação para as compras após uma recomendação cresce entre os mais jovens: 48% daqueles entre 18 e 24 anos. São números a serem levados em consideração quando se estima que o mercado de influencers já mova mais de US$ 10 bilhões globalmente. E se tem um segmento em que eles — e especialmente elas — se destacam é o de beleza.

Patricia Borges, CMO da L’Oréal Brasil, destaca que nos últimos anos influenciadoras têm se consolidado como importantes formadoras de opinião, possibilitando à companhia e suas marcas compartilhar mensagens, produtos e benefícios de forma genuína. “A migração da comunicação para o digital não é um movimento apenas publicitário, é cultural”, ressalta. Em especial no início da pandemia, a L’Oréal elevou a proporção de mídia digital. Em 2020, até aqui, esse aumento de investimento é de 128%.

Ainda que ressalte crer no mix de meios, a CMO é taxativa em dizer que as influenciadoras, hoje, são parte do negócio. “Quando trabalhamos com uma influenciadora, ela passa a ser a voz da marca para a audiência dela, e, por isso, é importante escolhermos sempre aquelas com propósitos alinhados aos da empresa”. Um exemplo do fortalecimento dessa relação é o projeto “Meu mundo Lancôme”, no qual as influenciadoras criam sua própria loja online no e-commerce da marca com produtos selecionados por elas e que fazem parte de suas rotinas de beleza. “É isso que buscamos: influenciadoras que consigam engajar sua audiência de forma verdadeira”, diz Patricia. Olhar com cuidado KPIs gerados pelas estratégias de influenciadores, tanto quantitativos quanto qualitativos, e a diversidade, para representar um conceito amplo de beleza, ligado a empoderamento e autoestima, com influenciadoras de diferentes idades, biótipos e estilos, também é um foco.

André Farber, vice-presidente de vendas do Grupo Boticário, atribui a ascensão dos influenciadores à democratização da informação. Facebook e WhatsApp fizeram as pessoas migrarem o foco de conteúdo e entretenimento de fontes únicas (TV, revistas) para um “marketplace de informações”. Se inicialmente havia uma onda de super blogueiras, todos de certa forma são um veículo e podem falar de um assunto por afinidade. Ainda que as marcas sigam investindo em super blogueiras, cada vez mais incluem pessoas comuns em seu ecossistema. Quem disse, Berenice?, por exemplo, criou o “Chega Mais”, em que fãs da marca podem promover produtos em suas redes. A afinidade de perfis de produtos e marcas também é ponto-chave. “Se falamos de uma linha de orgânicos, como lançamos agora, vamos falar com quem tem a ver com isso, que atua por uma vida mais natural e tem um público que acredita também”, diz Farber.

Caroline Bertelli, diretora de marketing da Dailus, também ressalta que houve uma transição de meios e o que as influenciadoras fizeram foi surfar a onda muito bem. O discurso de autoridade da mídia viu surgir uma linguagem mais próxima com o público e formas mais didáticas de conversa. “O consumo mais simples e claro de mídia gerou um consumo de forma diferente para outras coisas. Na beleza, passou a haver um resultado imediato das ações que as marcas faziam, de conversão de vendas, no PDV, pelo fato de uma menina ter tirado todas as dúvidas sobre um produto”, diz.

A Dailus, que completará 15 anos em 2021, cresceu oferecendo às influenciadoras seus produtos para produzirem conteúdo, enquanto estas ofereciam a suas audiências uma alternativa de consumo nacional aos importados de custo elevado. Se por muito tempo conteúdos de beleza queriam inspirar, as pessoas buscam agora aquilo que sirva ao seu dia a dia. Com isso, a Dailus fez parcerias de médio prazo com influenciadores como Camila de Lucas, Gessica Kayane; Tássio Santos, jornalista e maquiador negro, do perfil Herdeira da Beleza; e Jéssica Riviery, que tem mais de 500 mil seguidoras no Instagram falando sobre unhas.

Carlos Pitchu, vice-presidente de mídia, conteúdo e comunicação da Natura&Co para América Latina, concorda que para a beleza o trabalho com influencers possa ter mais relevância, mas com o amadurecimento do digital, o caminho é válido para todos os setores. “Para a indústria de beleza, elas nos apoiam de diferentes maneiras, não é somente sobre seu alcance, mas a relevância construída em parceria. Acessam públicos de maneira super inteligente e eficiente, trazem feedbacks, porque estão com o dedo no zeitgest”, analisa. O executivo ressalta que cada categoria de produto tem mix e escolhas diferentes e que “one size does not fits all”, quando o assunto é a relação influencer e mídia. Além disso, o volume de seguidores é quase secundário diante de engajamento, só obtido com conteúdo pertinente e bom serviço.

André, do Boticário, afirma que o investimento mudou bastante dos meios tradicionais para os digitais. Outro ponto é a forma que os profissionais de marketing estruturam as ações: antes poucas e grandes campanhas, com longo prazo, e, agora, numa velocidade muito maior. “Temos mais engenheiros trabalhando com mídia digital, quando no passado eram mais publicitários. Agora, existe um combo de soft e hard, que ganhou peso”, pontua.

Omnicanalidade é um conceito que a L’Occitane en Provence também usa na mídia, segundo Pierry Coni, head de marca no Brasil, ao justificar a extinção da linha online-off-line, para uma comunicação 360º e interconectada. “A dinâmica da comunicação das marcas foi alterada positivamente pelo trabalho das influenciadoras, porque agora podemos nos conectar mais diretamente com novos públicos, nos aproximando através da figura de pessoas conhecidas, que têm alto poder de aconselhamento para suas audiências”, comenta.

No caso de uma marca “masstige” (mix de massa e prestígio, em inglês), diz Pierry, influenciadoras ajudam a reforçar a mensagem de que seus produtos e serviços podem estar no dia a dia de uma pessoa comum. Embora considere número de seguidores e engajamento métricas importantes, a afinidade de filosofia para uma parceria genuína em torno de determinado produto está acima de tudo. Exalta, ainda, o papel das influenciadoras em trazer mais representatividade e diversidade ao setor de beleza.
Para Joana Gasparini, head de digital da sueca Foreo, a tecnologia nos trouxe ao digital, mas as influenciadoras foram indispensáveis para ajudar marcas a entenderem essa nova opção de comunicação. “Elas são essenciais para ajudar a marca a atingir públicos variados. Trabalhamos com elas para educar os consumidores de forma mais prática, rápida”. A Foreo surgiu em 2013, criando uma categoria de aparelhos para cuidados faciais. Os pontos de venda físicos são um lado importante do negócio afetado na pandemia e a marca redirecionou quase 100% do orçamento para o digital.

“Mudamos o tom da mensagem e vimos a audiência crescendo em diferentes áreas. Vimos pessoas mais velhas aprendendo a usar a internet, consumindo via e-commerce”, destaca Joana. Como resultado, a venda online cresceu de abril a junho. Mesmo com a reabertura das lojas e vendas em unidades como Sephora e Amaro, o e-commerce continua relevante, concentrando, agora, 65% das vendas. Inclusive por isso, as ações com influenciadoras seguem relevantes, já que elas, de certa forma, se tornam uma personificação da marca num período como o da quarentena, em que tato e empatia são essenciais. Além disso, elas geram desejo pelos produtos e ajudam na parte educacional.

Gestão de riscos
Influenciadores são pessoas, passíveis de deslizes e comportamentos que eventualmente se descolam dos valores das empresas, e é consenso que a melhor forma de evitar problemas é uma seleção criteriosa. “Temos um processo longo e estruturado na escolha das influenciadoras que trabalham conosco, justamente para evitar incompatibilidades”, diz Patricia, CMO da L’Oréal.

Pierry Coni, da L’Occitane, ressalta como risco, além de uma eventual desconexão da influenciadora com os valores da marca, o fato de a pessoa trabalhar para muitas ao mesmo tempo, o que não gera identidade com qualquer uma delas. O processo de escolha e de construção de um briefing em conjunto é destacado também por Carlos Pitchu. Somente assim haverá compreensão dos objetivos de cada ação. “Mas são pessoas. Compreendemos que, eventualmente, pessoas podem ser mal interpretadas ou mesmo cometer erros. Precisa saber reconhecer e reparar rapidamente, sempre tendo a verdade como matéria-prima”, diz.

André, do Boticário, ressalta dois pontos de atenção no trabalho de influência: fazer algo que não seja verdadeiro, porque vira “investimento à toa”, e, em parceria recorrente com alguma pessoa, fazer essa escolha após um escrutínio maior, porque torna-se quase uma sociedade e é preciso entender com quem a marca está compondo essa sociedade. “Quando trabalhamos só por números podemos pecar nas escolhas. É preciso ter sinergia entre marca e pessoa”, faz coro Joana, da Foreo.

Já Caroline, da Dailus, lembra que crescemos na cultura das celebridades, e a transição das mídias representou um alívio a isso, mas quando alguém se torna “super influenciadora”, existe o risco de voltar ao lugar comum da “capa de revista” de antigamente. Neste ponto, o sucesso do TikTok está em ser “diversão, conteúdo do dia a dia, nada inspiracional”, diferente do que o Instagram estava se transformando. Por outro lado, alerta para o fato de algumas marcas de beleza andarem mais “preguiçosas”, delegando a construção de marca às influenciadoras. “As marcas é que precisam saber o que querem fazer”.

De divulgadoras a marcas
Ao perceberem seu poder, algumas criadoras de conteúdo passaram a ter suas próprias marcas. Camila Coutinho é uma delas. Em 2006, criou o blog de moda e beleza Garotas Estúpidas e de lá para cá se tornou mais influente, desenvolvendo parcerias com MAC, Dior, Pantene, Diane Von Fürstenberg, Revolve, Natura e Renner. Em setembro de 2020, a influencer decidiu investir em uma marca de beleza própria, a Ge Beauty, com foco nos cuidados para cabelo. Camila criou a Ge Beauty após o surgimento de uma marca com o nome Garota Estúpida. “Isso acendeu uma luzinha para mim desse segmento e me deu vontade de pegar aquilo e fazer do meu jeito, da maneira que acreditava”, revela Camila.

Outra criadora que lançou sua marca de cosméticos foi Bruna Tavares, do blog Pausa para Feminices. “Minha carreira de blogueira está muito ligada à minha carreira de empresária, porque em 2009 criei meu blog e, em 2011, recebi um convite para fazer meu primeiro batom. Dali por diante não parei mais. Lancei coleção, depois a marca própria”, comenta. Com sua marca, afirma ser capaz de se envolver muito mais e ter confiança, porque estar lidando com seu nome.

Em 2011, Bianca Andrade estreou seu canal de beleza no YouTube, chamado Boca Rosa. Desde então, Boca Rosa, como passou a ser chamada, foi ganhando uma grande base de fãs e chamou atenção das marcas. Após trabalhar para empresas de beleza, em 2018, a influencer lançou a Boca Rosa Beauty em parceria com a Payot. Bianca comenta que ao fazer campanha publicitária para outras marcas se apaixonava pelos bastidores. “Achava incrível ser o rosto das marcas, era uma honra para mim. Ao mesmo tempo, tinha essa curiosidade e vontade de ter uma marca própria, para aplicar tudo isso que via e me encantava dentro de um projeto meu”, recorda.

Apesar de ainda não ter sua marca própria, Bruna Santina Martins, conhecida como Niina Secrets, lançou sua primeira linha de maquiagem em setembro com a Eudora. A influencer estreou seu canal no YouTube em 2010 e desde lá conquistou muitos fãs de beleza e maquiagem e trabalhou em parceria com marcas do setor. “Já era parceira da Eudora há alguns anos e, quando o convite chegou, conhecia a qualidade dos produtos e os valores da empresa, o que me deu muita segurança para dar esse passo”, explica Niina, reforçando que no momento não pensa em ter uma marca própria, mas não descarta a possibilidade.

Marketing orgânico
Por estarem no mercado há muitos anos, as influenciadoras de beleza apostam em sua base de fãs para construir o marketing de suas marcas. Bruna Tavares deu início ao que hoje em dia é conhecido como spoiler, ou seja, dar uma prévia aos fãs sobre o que é o produto. “Desde o meu primeiro batom trouxe meu público para os bastidores. Não foi uma estratégia de marketing, foi orgânico e natural, mas que se tornou uma estratégia que muitas marcas usam, trazer o consumidor aos bastidores, para ele ver o projeto nascendo junto com você”, comenta Bruna.

Niina Secrets usa o spoiler em sua linha com a Eudora. “Poder compartilhar o andamento do projeto em primeira mão com toda a comunidade por meio de espiadinhas e spoilers foi um fator importante da estratégia do lançamento”, afirma Niina. “Um dos principais pontos sobre o desenvolvimento da linha com a Eudora foi a liberdade que a marca me deu para criar, e pudemos contar com a colaboração dos meus seguidores, de representantes e consumidoras da Eudora e de outros creators de beleza”, complementa.

Por ser uma marca nativa digital, a estratégia de marketing da Ge Beauty é 100% digital. Segundo Camila, a marca nasceu para ser maior do que ela própria e do que o Garotas Estúpidas, e os seguidores dessas duas marcas pessoais da influencer deram início ao marketing da Ge Beauty. Além de não estar presente na campanha de lançamento da marca, a Ge Beauty não usou outras criadoras de conteúdo em sua divulgação. “Queríamos que os primeiros reviews que surgissem na internet, nas redes sociais, fossem de consumidoras reais, que, de fato, compraram o produto e estão ali falando puramente tudo que acharam”, diz. Posteriormente, a marca começou a criar relacionamentos com influenciadoras especializadas em beleza e cabelo. “Acredito muito no poder da resenha, da comunidade, da troca e, obviamente, aos poucos vamos ficando mais ativas no mercado de marketing de influência”, explica Camila.

A estratégia de marketing da Boca Rosa Beauty é criar uma história, uma nova identidade a cada lançamento. Entretanto, assim que Bianca Andrade saiu do BBB 20, a marca tinha cinco lançamentos a serem feitos, mas a pandemia levou a adiá-los. Naquele momento, a influencer repensou a estratégia. “Comecei a me questionar como conseguiria chamar a atenção das pessoas, então comecei a brincar com o marketing orgânico, de colocar o meu produto em momentos aleatórios do dia”, recorda. “Isso virou uma estratégia onde todas as seguidoras faziam a mesma coisa em suas casas. Tive um retorno fora do normal e fez com que minhas seguidoras tivessem um engajamento não só comigo, mas com o meu produto”.

Cataldo Domenicis, gerente executivo de marketing da Sephora, acredita que as estratégias com criadores de conteúdo desenvolvidas de forma coerente e genuína trazem sempre retornos positivos a todos. “Os rumos que o mercado de influência de beleza vem tomando evidenciam tendências cada vez mais conectadas à autoaceitação e bem-estar, ou seja, a beleza como ferramenta de autoestima. Os influenciadores chegaram para quebrar paradigmas e fazer ecoar os novos conceitos de uma beleza sem padrões pré-estabelecidos, de maneira inteligente e inclusiva”, opina.

Relação com outras marcas
Apesar de investirem em linhas e marcas próprias, a relação das influenciadoras com marcas de beleza continua. Mesmo depois de ter lançado sua marca própria, Bruna Tavares seguiu recebendo propostas para parcerias. A influencer revela que sua estratégia é fazer publicidade para coisas diferentes do que existe em sua marca. “Se tenho na minha linha batons de um certo tipo, não vou fazer publicidade de marcas que têm coisas iguais”. Camila Coutinho também continuou fechando parcerias com marcas que têm produtos diferentes dos seus. “Nunca tive medo de perder anunciantes”, afirma.

Para Niina, ver criadoras de conteúdo em posição de empresárias contribui para o mercado, porque amplia a concorrência e mostra como o trabalho delas é realmente sério. “Há dez anos, mal se falava sobre o assunto e hoje é quase impossível falar sobre marketing sem mencionar influência digital”. Segundo Bruna, as marcas continuam trabalhando com influenciadoras que já têm sua própria marca, porque sabem o poder de suas vozes e seu papel em elucidar o público e ampliar a base de consumidoras. “A marca pode ter um funil de vendas muito grande, mas na hora que divulga um produto, não vende. Já uma blogueira que tem uma linha de maquiagem, a marca já sabe que ela reverte, então, ter ela ali apoiando um projeto é óbvio que dará certo”, afirma.

Os influenciadores são membros de uma comunidade capaz de comunicar conceitos e traduzir estilos de vida, de acordo com Cataldo. “Buscamos trabalhar na Sephora com nomes que acrescentam diversidade, inclusão e representatividade às nossas iniciativas e ações, além de priorizar aqueles que possuem um poder de influência positivo, transparente e saudável”, afirma. Já Niina Secrets ressalta que o papel das influenciadoras de beleza passou por uma clara mudança, assim como o mercado em geral. “Antes, nossa posição partia muito mais de um ponto de vista de consumo e isso se expandiu, também ajudamos a moldar os caminhos do setor quando nos tornamos uma marca e servimos de modelo para o comportamento de uma nova geração de criadores de conteúdo”, opina.

Por Amanda Schinaider e Roseani Rocha – Meio & Mensagem

Verdade e funcionalidade


O distanciamento social e as novas maneiras de olhar e cuidar da saúde física e mental

A crise de saúde pública que estamos vivenciando, o aumento de casos de estresse e ansiedade, a atenção com a saúde mental entre amigos, familiares

Muito tem se falado sobre o impacto da pandemia e do distanciamento social na vida das pessoas. Com isso, o novo normal, o novo consumidor, o novo mundo passam a fazer parte da nova realidade. Acredito que muitas dessas previsões são verdadeiras, obviamente o período de quarentena transformará hábitos, mas é importante entendermos que muitas dessas mudanças serão internas e a longo prazo. Quando entramos na questão da saúde, essas modificações se tornam ainda mais claras. Já houve um aumento de 226% de instalações não-orgânicas – ou seja, aquelas que tiveram investimento em publicidade e anúncios pagos – de aplicativos voltados para exercícios físicos, de acordo com estudo divulgado pela AppsFlyer. Outro dado bastante interessante é que a venda de itens para exercícios em casa, como colchonetes e cordas, cresceu quase 10 vezes, segundo o site Netshoes.Acredito que a preocupação com a saúde se tornará algo mais profundo. Estamos vivendo uma crise de saúde pública que afeta o mundo inteiro de maneira drástica. Muitas pessoas perderam ou estão perdendo familiares e amigos, outras estão passando por momentos complicados relacionados a crises de depressão ou ansiedade, por exemplo.

A questão da empatia, a preocupação com o próximo e o cuidado com a saúde mental estão se tornando debates cada vez mais comuns – ainda bem!Saúde mental é um tema que já vinha ganhando visibilidade nos últimos tempos, mas isso vem crescendo rapidamente durante o distanciamento social. O que todos os médicos especialistas concordam é que, sem sombra de dúvidas, o primeiro passo para cuidar da saúde mental é cuidar da saúde física. Exercícios físicos são a forma mais natural de estimular a endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina no corpo – hormônios responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar, além de aliviar dores e relaxar o organismo. Quando se pratica atividades, todos esses hormônios são potencializados no corpo humano, trazendo uma sensação de prazer e motivação para superar limites e momentos difíceis.Existem estudos que afirmam que esses hormônios são benéficos no combate de possíveis patologias, como o estresse e a ansiedade, doenças cada vez mais comuns nos dias de hoje e que ganham destaque pelo crescimento exacerbado na sociedade moderna. Por terem enorme poder na melhora do humor, aliviam, inclusive, casos de depressão. Como afirmei no início deste artigo, a palavra novo vem sendo cada vez mais utilizada desde o início do período de distanciamento social. Mas será que, mais do que falar sobre o novo, não é a hora de começarmos a trabalhar com essa nova realidade e transformar a nossa rotina? O que quero dizer com tudo isso é que, mesmo que você tenha sido sedentário boa parte da vida, ou que a correria do dia a dia deixasse os cuidados com a saúde em penúltimo ou até mesmo último plano, ainda é possível transformar essa realidade.

Que tal aproveitar o tempo em casa para começar a praticar exercícios físicos? Existem muitas opções e isso, com certeza, transformará a sua vida, trazendo mais qualidade em todos os aspectos da sua rotina. A crise de saúde pública que estamos vivenciando, o aumento de casos de estresse e ansiedade, a atenção com a saúde mental entre amigos, familiares e até mesmo dentro das empresas, devem ser um sinal de alerta para todos. Será que todos esses fatores, que muitas vezes eram esquecidos, não precisam ganhar mais atenção da nossa parte a partir de agora? Vamos aproveitar esse momento, olhar para dentro de nós e entender onde podemos evoluir. Assim, quando tudo isso passar – e vai passar -, estaremos prontos para sermos pessoas melhores, transformando o mundo em um lugar melhor.

Faça parte dessa mudança!

Por: Fabio De Lucca – Gestor de expansão do YUp!, app que oferece mais de oito mil horas de exercícios para serem praticados em casa
Fonte: AcontecendoAqui
https://acontecendoaqui.com.br/comunicacao/o-distanciamento-social-e-novas-maneiras-de-olhar-e-cuidar-da-saude-fisica-e-mental

 

Tetra Pak incentiva a prática de bons hábitos em sua nova campanha

Criação é da agência Jeffrey Group em parceria com a produtora Eyxo

A Tetra Pak, empresa sueca fabricante de embalagens para alimentos, apresenta uma campanha que visa incentivar a reflexão sobre como boas práticas inseridas no cotidiano podem resultar em transformações para o bem-estar coletivo.

Sob o mote “Transformar o presente para proteger o futuro”, a campanha desenvolvida pela agência Jeffrey Group, em parceria com a produtora Eyxo, é composta por um vídeo manifesto de 1’10” e quatro episódios de 30″, onde cada um foca em uma atividade que requer a adaptação de um hábito antigo ou o início de um novo. Alguns exemplos são: fazer exercícios em casa; reunir-se com amigos virtualmente; preparar receitas novas ou se arriscar em reproduzir um prato de família; e ter qualidade de tempo com os filhos.

E por fim, a assinatura “Eu separo, você separa, nós reciclamos” se refere a direcionar corretamente os resíduos para coleta seletiva. Essa escolha representa o início do percurso dos resíduos recicláveis, possibilitando a transformação dos materiais em novos produtos.

“Trabalhamos a educação ambiental há mais de 20 anos e acreditamos no poder dessa conscientização. Queremos reforçar a mensagem de que hábitos individuais fazem a diferença para movimentar o coletivo, beneficiando a cadeia de reciclagem. Também a proveitamos para trazer o conceito da responsabilidade compartilhada, em que a economia circular de baixo carbono se torna viável em um cenário de colaboração entre indústria, governo e sociedade”, comenta a diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak do Brasil e Cone Sul, Valéria Michel.

Assista ao vídeo manifesto: https://youtu.be/5zEQP8K4HPw

Fonte: Acontecendo Aqui

Como as Fintechs estão ajudando as PMEs na crise

No momento em que a pandemia foi anunciada, empreendedores tiveram apoio de startups e puderam seguir nos negócios, apesar da crise ter chegado

Quando analisamos os principais conceitos das Fintechs – agilidade, liberdade e preço baixo – entendemos porque elas vêm despertando o interesse das pequenas e médias empresas brasileiras. Com menos burocracia e gastos, os empreendedores viram nessas empresas a possibilidade de gerir as finanças e investir em tecnologia com menos gastos. No momento em que a pandemia foi anunciada, as PMEs tiveram apoio de startups e puderam seguir nos negócios, apesar da crise ter chegado.

Mudar do tradicional para o novo exige conquista e nem todo empresariado está disposto a arriscar. Uma pesquisa feita pelo Google Brasil em outubro de 2019 com 500 usuários de serviços financeiros de todas as regiões do país mostra que 41% deles disseram não estar dispostos a usar esse tipo de serviço. Outros 42% disseram que não sabem se estariam dispostos a mudar para uma startup. Apenas 17% disse que está disposto a abrir nova conta, trocar de cartão, mudar seus investimentos, contratar créditos de uma startup financeira com certeza.

Ainda que grande parte da população não pense ainda em usar os serviços de uma Fintech, o pequeno empresário vem dando mais atenção a essas soluções – principalmente o jovem empreendedor. A pesquisa do Google mostra que os pertencentes a Geração Z são mais propensos a mudar para uma startup. Mais de 25% dos entrevistados com idade entre 18 e 24 anos afirmaram que usariam os serviços de uma Fintech. O número cai, porém, para 15% entre aqueles com idade acima de 25 anos e, entre os acima de 45 anos, está em 12%. A boa notícia é que a aceitação vem aumentando em todas as faixas etárias.

Via de mão dupla

As Fintechs de sucesso nascem exatamente dos vácuos deixados pelas grandes organizações e aí encontram a oportunidade de mostrar todo potencial que possuem e quebrar os preconceitos que poderiam existir. Um exemplo são as que oferecem serviços por meio de plataformas de Banking as a service (BaaS) – uma inovação que viabiliza a atuação de empresas que não são do setor financeiro. Com uma cartela de recursos cada vez mais atualizada e ampla, elas oferecem aos clientes ainda a segurança e operações mais modernas.

Um fator que já é bastante cobrado desse nicho é a questão da experiência do usuário. Conforme o universo de pagamentos se expande, a experiência do cliente está se tornando o principal diferencial competitivo. Ou seja, a PME pode se igualar aos grandes players por poderem utilizar das mesmas ferramentas como Internet das Coisas, Big Data, Biometria, entre outros.

Além de criar insumos de concorrência igualitária e criar soluções para o empreendedor, as Fintechs estão atuando lado a lado com esses clientes – que são os que mais apoiam e precisam delas nesse momento.

Cases

A plataforma Precisamos e a fintech Hybank criaram uma função específica para os empreendedores que sofrem com as dificuldades de acesso a crédito. O Hybank atua diretamente com o microempreendedor e oferece assessoria financeira, de negócios e também em áreas como Marketing, design, tecnologia e atendimento. Esta ação foi pensada justamente para o momento de pandemia.

O usuário que necessita de ajuda se cadastra em uma categoria específica, como pagamento de contas, recebimento de alimentos perecíveis e não perecíveis. A nova categoria batizada de “auxílio ao microempreendedor” conecta quem necessita de ajuda ao Hybank. A equipe da startup recebe um e-mail com os dados de quem se cadastrou no site e agenda uma consultoria gratuita, auxiliando em dúvidas e boas práticas de gestão para enfrentar a crise.

Já a XP Inc. e a securitizadora VERT lançaram a DuAgro, fintech voltada para facilitar o acesso do produtor rural brasileiro a linhas de crédito desenhadas especificamente para o campo, promovendo o financiamento para a compra de insumos agrícolas. O foco de atuação são os pequenos e médios produtores, que juntos, respondem por cerca de 70% do valor da produção total da agropecuária brasileira. Esse grupo enfrenta dificuldade de acesso ao crédito, concentrado em poucos bancos e indústrias. Nesse contexto de crédito rural subsidiado, a DuAgro facilitará a disponibilização de recursos aos agricultores por meio da indústria e dos distribuidores de insumos.

A Remessa Online, plataforma brasileira de transferências internacionais que já transacionou mais de R$10 bilhões em mais de 100 países desde 2016, lançou uma campanha para comunicar o serviço de remessa internacional para empresas. O foco é facilitar a vida dos pequenos negócios que recebem pagamentos por serviços prestados a empresas e muitas vezes são esquecidos pelo sistema tradicional. Desenvolvedores de softwares, produtores de conteúdo e de vídeo, jornalistas, e outros profissionais que atuam como MEI ou ME e tem esse fluxo frequente com outros países, são alguns dos profissionais que serão contemplados com essa nova funcionalidade.

Compre o estudo: “Fintech: o duelo silencioso do novo e tradicional no mercado financeiro” e outros estudos de mercado, além de ferramentas e pesquisas no Mundo do Marketing Inteligência.

 

Por: Priscilla Oliveira
Fonte: Mundo do Marketing

Entenda por que as empresas estão boicotando o Facebook

CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, ficou US$ 7,2 bilhões mais pobre na última sexta-feira, 26. As ações da rede social caíram 8,3% – o maior recuo em três meses – após alguns dos maiores anunciantes do mundo declararem que irão interromper a veiculação de anúncios publicitários na plataforma por algum tempo.

O Facebook  – e, mais para o fim da semana, o Twitter – vêm enfrentando um boicote que começou nas redes sociais, nos Estados Unidos, com algumas marcas e que, com o passar dos dias, ganhou proporções maiores. Entidades ligadas à movimentos civis daquele país deram início ao movimento #StopHateForProfit (“Pare de Dar Lucro ao Ódio”, na tradução), para pressionar anunciantes e grandes empresas a retirarem suas verbas publicitárias das plataformas do Facebook por acreditarem que a companhia não vem atuando de forma eficaz para coibir e diminuir os discursos de ódio publicados nas timelines.

Embora as críticas em relação à maneira como as redes sociais, de modo geral, permitem a livre publicação de discursos e ideias que por vezes pode ser ofensivas – ou então, conter informações inverídicas – sejam um tema presente na indústria da comunicação há algun anos, o estopim para a crise atual aconteceu após a eclosão dos movimentos em prol da igualdade racial, que tomaram diversas cidades dos Estados Unidos recentemente, após o assassinato do segurança George Floyd. Assim que os primeiros protestos nas ruas começaram, o presidente do país, Donald Trump, usou suas redes sociais para sugerir que a polícia reprimiria com violência as manifestações. “Quando começarem os saques, começam os tiros”, escreveu Trump em seu perfil no Twitter e no Facebook.

A maneira como a rede social de Mark Zuckerberg reagiu à postagem do presidente foi determinante para dar corpo às críticas. Enquanto o Twitter sinalizou a mensagem do líder estadunidense com um rótulo de conteúdo incitador de violência, o Facebook não fez qualquer filtragem na postagem. Zuckerberg e outros executivos da companhia chegaram a dizer que, de forma pessoal, repudiavam a declaração, mas a companhia, institucionalmente, manteve o discurso de que não poderia interferir na liberdade de expressão.

O crescimento do boicote
Desde a semana passada, diferentes organizações ligadas aos direitos civis, inclusive a Liga Antidifamação, decidiram usar outra estratégia para cobrar uma reação da rede social. As entidades começaram sugerir a anunciantes que interrompessem a veiculação de publicidade no Facebook no mês de julho, como uma forma de ajudar a não fomentar a rede social que, na visão dessas organizações, é permissiva em relação aos discursos de ódio.

O protesto começou a ganhar a adesão de marcas com importante presença em território estadunidense, como The North Face, Patagonia, REI, Ben & Jerry’s, Eddie Bauer e Magnolia Pictures. Na sexta-feira, 26, a gigante de tecnologia Verizon também comunicou que deixaria de anunciar temporariamente na rede social.

A onda cresceu, no entanto, com o anúncio da Unilever, que não apenas seguiu às demais emissoras no boicote, como ampliou a restrições. A companhia, que é um dos maiores anunciantes do mundo, declarou que não irá anunciar mais no Facebook, Instagram e nem no Twitter até o fim de 2020. A dona das marcas Dove, Hellmann’s e Clear, dentre outras, afirmou que irá direcionar seus investimentos em publicidade para outras mídias. De acordo com o banco de dados e plataforma de inteligência Pathmatics, a Unilever destinou US$ 42,3 milhões para o Facebook em 2019. “Continuar anunciando nessas plataformas no momento não agregaria valor às pessoas e à sociedade. Vamos monitorar continuamente e revisaremos nossa posição atual, se necessário”, afirmou a Unilever em comunicado. Ainda segundo a companhia, a forte polarização que toma conta dos Estados Unidos por conta da proximidade das eleições também colabora para o ambiente nocivo das redes sociais.

A retirada da Unilever foi o ingrediente principal para a desvalorização do Facebook, que perdeu US$ 56 milhões de valor de mercado na última sexta-feira. De acordo com o Bloomberg Billionaires Index, a queda do valor das ações fez o patrimônio de Zuckerberg recuar para US$ 82,3 bilhões – e o derrubou em uma posição no ranking das pessoas mais ricas do mundo. Antes, Zuckerberg estava em terceiro, atrás de Jeff Bezos e Bill Gates e, agora, foi ultrapassado por Bernard Arnault, chefe da Louis Vuitton.

A adesão da Coca-Cola

A sexta-feira, 26, ainda reservava outro acontecimento negativo para as finanças das redes sociais. No final do dia, a Coca-Cola divulgou um comunicado para anunciar que pausaria a publicidade em todas as plataformas digitais por um prazo de 30 dias. A marca justifica a atitude por conta de uma revisão de suas políticas de anúncios digitais. No comunicado, a empresa apontou casos de racismo e outras manifestações de ódio que não foram solucionadas pelas grandes empresas de tecnologia. “Não há lugar para o racismo no mundo e não deve haver nas redes sociais. Tomaremos esse tempo para readequar nossas políticas de publicidade e determinar as revisões, caso sejam necessárias”, declarou James Quincy, CEO da Coca-Cola, na nota.

No sábado, 27, outra grande marca global, a Diageo, também anunciou que não fará publicidade nas principais redes sociais durante o mês de julho. A única plataforma em que a companhia de bebidas manterá os anúncios é o YouTube. Em manifestação nas redes sociais, a Diageo declarou que “se esforça em promover a diversidade e inclusão também em suas campanhas de marketing” e que a partir de 1º de julho irá pausar, globalmente, a publicidade paga nas maiores plataformas sociais. “Continuaremos conversando com os parceiros de mídia a respeito de como eles estão lidando com esse conteúdo inaceitável”, declarou a Diageo.

A resposta de Zuckerberg
Em meio a esses anúncios de sexta-feira, 26, Zuckerberg se manifestou para falar sobre as maneiras como o Facebook vêm procurando coibir discursos de ódio e desinformação em suas plataformas. “Especificamente, estamos expandindo nossa política de publicidade para proibir afirmações de que pessoas de uma raça, etnia, origem, religião, casta, orientação sexual, identidade de gênero ou imigrantes sejam tratadas como ameaça à integridade física ou a saúde das demais pessoas”, declarou.

O CEO e fundador do Facebook também reforçou as novas políticas da plataforma em relação à eleição dos Estados Unidos. Segundo ele, a rede social terá um hub de conteúdo e informações sobre a corrida eleitoral, que reunirá as postagens de candidatos e autoridades políticas. A companhia já havia anunciado, há alguns dias, a criação de uma ferramenta que permite que os usuários bloqueiem anúncios políticos, se assim desejarem.

 

Fonte: www.meioemensagem.com.br

Serviço de pagamentos no WhatsApp está disponível para 1,5 milhão no País

Com 120 milhões de usuários do aplicativo de mensagens, Brasil é o primeiro país a receber lançamento em larga escala da ferramenta de transferências e pagamentos; Banco Central observa funcionalidade com cautela.

Um dos países com maior presença no WhatsApp, com 120 milhões de usuários, o Brasil foi escolhido pelo Facebook para estrear o serviço de pagamentos do aplicativo de mensagens. Anunciada ontem pelo presidente executivo da rede social, Mark Zuckerberg, a funcionalidade tem parceiros locais como Banco do Brasil, Cielo, Nubank e Sicredi e chegará aos poucos aos brasileiros: segundo apurou o Estadão/Broadcast, cerca de 1,5 milhão de pessoas no País tiveram o recurso liberado ontem.

“Queremos expandir em breve para mais pessoas e outros parceiros, mas ainda não temos uma data definida”, diz ao Estadão Matt Idema, diretor de operações do WhatsApp. Com a ferramenta, usuários poderão transferir quantias a outros contatos e também realizar pagamentos para empresas que usem o WhatsApp Business, versão corporativa do app.  A novidade é similar à disponibilizada pelo chinês WeChat, da Tencent, que transformou os meios de pagamentos no país asiático.

Para que os pagamentos possam ser realizados, o Facebook lançou também no País o Facebook Pay, que vai permitir que usuários façam pagamentos por meio de aplicativos – nos EUA, a ferramenta já é usada para compras feitas diretamente na rede social e também no Instagram. 

“Essa é a ideia para o futuro no Brasil também, o Facebook Pay poderá ser usado em toda a nossa família de aplicativos”, afirma Idema. Segundo ele, o Facebook trabalha há dois anos nesse projeto – além do Brasil, países como a Índia também participaram dos testes para a operação, mas a popularidade do app entre usuários e empresas pesou a favor do País.

Bastante usado por políticos, especialmente em período eleitoral, o WhatsApp afirma que não a funcionalidade de pagamentos não poderá ser utilizada para campanhas ou doações nessa área. Segundo a empresa, é algo que fere os termos de uso do aplicativo e “pode resultar na desativação da conta”, confirmou à reportagem. “Criamos isso apenas para pessoas físicas e empresas que comercializam algo pelo WhatsApp, com regras bem específicas”, diz Idema.

Transações terão regras; usuário poderá movimentar até R$ 5 mil por mês

As transações entre usuários terão de obedecer a algumas regras, como o teto de R$ 1 mil e o uso apenas de cartão de débito, que terá de ser vinculado a uma conta bancária – segundo Idema, os valores recebidos por pessoas físicas já cairão direto na conta do usuário. Além disso, não haverá taxas de transferência, mas um usuário poderá fazer até 20 transações por dia e movimentar no máximo R$ 5 mil por mês. Todas as operações também terão de ser aprovadas com uso de senha ou biometria. “Se o telefone for roubado, ninguém poderá fazer transações com ele se não tiver a sua senha”, explica o executivo do WhatsApp.

Os pagamentos para empresas, por sua vez, poderão ser feitos a partir de cartão de débito ou crédito das bandeiras Visa e Mastercard. As pessoas jurídicas não terão limite de valores a receber, mas todas as transações terão uma taxa fixa de 3,99% – os valores serão divididos pelo banco do usuário, o Facebook e a Cielo.

 

Com o anúncio, a empresa de adquirência teve um empurrão na alta de suas ações na bolsa como há muito tempo não se via: ontem, os papéis subiram 14%, cotados a R$ 4,80. A leitura do mercado foi a de que a Cielo foi além das maquininhas com a parceria junto ao Facebook, que é justamente onde a gigante fica atrás de seus concorrentes. A reação, contudo, foi exagerada na opinião do Citi, que vê o risco de outros competidores aderirem à novidade em breve.

Para David Vélez, presidente executivo do Nubank, a nova ferramenta é mais um passo para bancarizar o Brasil. “Trabalhamos bastante para ter uma experiência de usuário fácil para as pessoas. Esse produto pode aumentar o crescimento de usuários da nossa conta digital e do cartão de débito”, afirma ao Estadão. “Além disso, também será um jeito de começar relacionamento com clientes que poderão usar outros produtos financeiros no futuro, como o cartão de crédito.”

Além disso, o executivo destacou que a chegada do serviço do WhatsApp pode ajudar com o fim da cobrança de tarifas por transferências bancárias. “Hoje, enviar dinheiro é enviar bits. Se você tem uma infraestrutura moderna, cobrar por esse envio é algo que não faz mais sentido.”

É um movimento que, na visão de Vélez, vai se intensificar com a chegada do PIX, sistema de pagamentos instantâneos que está sendo desenvolvido pelo Banco Central no País. Para o banco suíço UBS, o lançamento da disponibilidade de pagamentos por meio do WhatsApp no Brasil é uma antecipação do PIX – ambos estarão disponíveis 24 horas, sete dias por semana, algo que não acontece hoje.

Conselheiro da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), Guilherme Horn também vê potencial na ferramenta para reduzir o número de brasileiros desbancarizados – segundo dados do Instituto Locomotiva, havia 45 milhões de pessoas sem conta bancária no País em 2019. No entanto, Horn acredita que será preciso ter atenção para que a ferramenta não seja usada para fraudes.

Banco Central diz que está vigilante

Mesmo reforçando o objetivo de o programa ser ‘aberto’, o anúncio do WhatsApp causou chiadeira tanto no Banco Central como nas empresas privados que ficaram de fora da primeira etapa, apurou o Estadão/Broadcast. Na autoridade monetária, a leitura, segundo duas fontes ouvidas pela reportagem na condição de anonimato, é a de que o Facebook faça concorrência para o sistema de pagamentos instantâneos no Brasil, o PIX.

Procurado, o BC informou que está acompanhando a iniciativa do WhatsApp e que há grande potencial para sua integração ao PIX. Entretanto, chamou de ‘prematura’ qualquer iniciativa que possa gerar fragmentação de mercado e concentração em agentes específicos. “O BC vai ser vigilante a qualquer desenvolvimento fechado ou que tenha componentes que inibam a interoperabilidade e limite seu objetivo de ter um sistema rápido, seguro, transparente, aberto e barato”, acrescentou a autoridade monetária.

O Banco Central tem monitorado de perto a estratégia de gigantes de tecnologia como Apple, Google, Facebook e Amazon. Em recente publicação, avaliou que esses players têm ingressado de forma rápida no sistema financeiro nacional e que representam um “grande desafio” para a regulação, conforme o Relatório de Economia Bancária (REB). Isso porque as empresas possuem uma grande base de consumidores, fácil acesso a informações e modelos de negócio robustos.

Um especialista do setor de tecnologia bancária, que prefere não ter seu nome revelado, explica que o WhatsApp será um concorrente do PIX assim como os demais meios de pagamentos e, inclusive, o dinheiro. “Tudo concorre. A concorrência será tecnológica e o maior beneficiado é o cliente na ponta”, avalia.  O anúncio do WhatsApp coincidiu com a circular que institui o PIX no Brasil, publicada hoje pelo BC. O sistema começará a funcionar em 3 de novembro de 2020 e a previsão é a de que esteja em pleno funcionamento em 16 de novembro.

Por Aline Bronzati e Bruno Capelas – O Estado de S. Paulo
Foto: Divulgação

Marketing abraça Metodologias Ágeis

Empresas como FIAT e Avon já estão colhendo frutos de uma nova relação com o seu consumidor a partir de métodos baseadas em tecnologia disponíveis no mercado

As Metodologias Ágeis estão em lua de mel com o Marketing. Cada vez mais a gestão das empresas ganha com a implementação de métodos que agilizam os processos na operação e os grandes players de diversos segmentos já estão colhendo os benefícios dessa implementação.

Na FIAT, a Gestão à Vista foi decisiva para melhorar os números de pós-venda e de relacionamento com o consumidor. A estratégia foi baseada no Lean Manufacturing com o objetivo principal de fazer a marca voltar aos quase 23% de participação no mercado de vendas de automóveis no Brasil que tinha em 2013.

Em novembro de 2018, esse número caiu para 12,2% e isso serviu de combustível para a empresa arrancar em direção às inovações. A partir da implementação de metodologias ágeis, a FIAT conseguiu analisar todo o processo de vendas e pós-venda com mais eficiência, qualidade e velocidade nas tarefas. “Esta é uma filosofia que visa eliminar desperdícios de produção e entregar maior valor agregado ao cliente”, diz Carolina Hartmann, Diretora Comercial da Isoflex, empresa que implementou metodologias ágeis na montadora.

Método Lean nas operações FIAT
De acordo com a executiva, uma das vantagens para as concessionárias são quadros de gestão visual com informações claras e expostas de maneira direta e simples como programação de agendamento do dia e dos serviços; peças de BO e taxa de atendimento de OS. “Esses quadros formaram a base da Implementação da Gestão Visual de Processos de Serviços e de Peças”, aponta Nobuyuki Taniguchi, Gerente de Desenvolvimento da Fiat.

O resultado foi percebido em diversos setores operacionais da empresa de acordo com Taniguchi. O impacto é perceptível no agendamento ágil de serviços, comunicação interna, distribuição de serviços, visualização de peças na oficina, entre outros. Além disso, a montadora aumentou a capacidade de veículos nas oficinas e o faturamento em peças consequentemente. “Tivemos ganhos reais de produtividade e eficiência no processo, desde o agendamento até a entrega”, afirma Nobuyuki.

Uma das startups brasileiras que nasceram com a cultura Lean é a Pipefy, que usa a metodologia ágil como pilar de funcionamento desde 2014. A empresa fornece uma plataforma SaaS (Software as a Service ou Software como Serviço, em português,) intuitiva e customizável de gerenciamento de processos.

Inteligência Artificial Avon
Além da eficiência em processos internos a startup consegue implementar o método Lean em outras empresas onde todos os envolvidos conseguem executar tarefas, controlar fluxos e prevenir falhas com autonomia. Para Leonardo Tomadon, especialista no método Pipefy, ao estimular o time a fazer mais com menos a empresa, está empoderando os colaboradores com autonomia para resolver problemas e evitar erros.

Outra empresa que adotou soluções ágeis, foi Avon, para o lançamento da Assistente Virtual da empresa, escolhido justamente no Dia da Revendedora Avon, que acontece em março. A Bela, nome escolhido pelos funcionários e funcionárias da empresa, é um chatbot com Inteligência Artificial que consegue interagir com as revendedoras. Além de gerar engajamento, a ferramenta torna possível consultar débitos, pedir 2ª via de boleto, acompanhamento dos pedidos, entre outros serviços.

“A Bela faz parte da Transformação Digital da Avon para simplificar as relações e a comunicação, e aumentar a agilidade da revendedora. É uma ótima oportunidade para estar mais próximo a ela, dando um suporte mais rápido”, completa Danielle Bibas, Vice-Presidente de Marcas, Comunicação e Cultura Corporativa da Avon.

 

Foto: Depositphotos
Por: Thiago Terra / Mundo do Marketing

Estudo aponta que ainda há divisão entre on e off.

Pesquisa do Grupo de Mídia RJ com a Casa7 ouviu profissionais do Rio e de São Paulo; 89,4% dos entrevistados acham que área passa por mudanças que estão longe do fim.
No ano em que completa 48 anos de atuação no mercado, o Grupo de Mídia do Rio de Janeiro investiu em um projeto para fazer uma radiografia da área, levantando também questões como relevância das agências, modelos de atuação e, principalmente, mudanças pelas quais passa a mídia em si. Realizado pela entidade em parceria com o instituto Casa 7, o estudo foi desenvolvido em etapas qualitativa e quantitativa com profissionais seniores e juniores de empresas no Rio e em São Paulo. Os dados levantados mostraram que 89,4% dos participantes concordam que a área de mídia passa por um processo de mudança que está longe de acabar.
“Começamos a pesquisa no tom de que a mídia perdeu espaço, mas concluímos que o profissional de mídia, se não for o mais importante, é um dos mais dentro de uma visão global da construção de planos integrados em que é fundamental entender a jornada do consumidor”, detalha Fátima Rendeiro, conselheira do Grupo de Mídia do Rio. Para ela, é papel das entidades espalhar sementes e trazer discussões como esta, levantando informações e conhecimento para serem compartilhados. “Há uma necessidade de uma consciência maior. Nós temos sim a responsabilidade pelo que está acontecendo”, fala.

O estudo mostrou que a sensação é de que o mercado ainda é repartido entre as áreas on e off com movimentos recentes de integração: 69,2% dos entrevistados acreditam que as agências estão começando a fazer o processo de integração, enquanto 17,3% consideram que ainda são divididas e apenas 10,6% veem o mercado totalmente integrado. Por sua vez, 85,6% dos profissionais ouvidos disseram que é preciso uma mudança radical de mindset sobre o papel da área e 68,3% veem os clientes como as verdadeiras alavancas dessa transição.

O perfil do novo profissional de mídia, em meio a um cenário de transformação, também foi abordado. Para 70% dos participantes, hoje está profissional é híbrido, o que não quer dizer que tenha que ser especialista em todas as áreas técnicas. Entre os entrevistados, 91,4% concordam que o profissional de mídia precisa ser cada vez mais multidisciplinar para que possa ser relevante no cenário atual. “A capacitação, vista como despesa e não investimento, tem de ser obrigatoriedade. Não se pode descartar profissionais que tem senioridade, experiência, e conseguem trazer inputs muito importantes porque não dominam plataformas tecnológicas que mudam em seis meses”, observa Fátima. Em sua visão, é essencial ar condições a este profissional de se atualizar.

O estudo mostrou ainda que, para 72% dos entrevistados este profissional precisa ter um perfil mais analítico e crítico e menos burocrático; 64% avaliam que ele precisa ser um bom negociador no contexto dos projetos e 64% disseram que eles necessitam estar articulados dentro da própria agência. “Transitando bem entre áreas, tomando à frente a operação, entendendo o que cada um no time está fazendo. É algo maior que liderança pois os processos são colaborativos”, pontua a conselheira do Grupo de Mídia do Rio.

 

Fonte: Meio & Mensagem
Foto: Fatima Rendeiro, conselheira do Grupo de Mídia do Rio de Janeiro (Crédito: Rodrigo Castro)

Tecnologia no centro impõe novo ritmo aos grandes eventos

Aprendizados do Super Bowl mostram que a capacidade de interação e respostas ao conteúdo gerado em torno de ativações será cada vez mais decisiva com o 5G.

Com a realização de mais um Super Bowl, neste domingo, 2, com a vitória do Kansas City Chiefs, em Miami, a NFL dá alguns ensinamentos sobre os desafios dos grandes eventos. A busca pela experiência, a sobreposição de tecnologias, o envolvimento dos fãs e a oferta de conteúdo cada vez maior fazem com que o desafio aumente na missão de entreter e agradar fãs e consumidores. Neste contexto e a alguns meses das Olimpíadas do Japão ficam os aprendizados e as reflexões acerca de como se renovar e inovar na entrega de experiência em grandes eventos.

Entre os fatores que pesam nesta conta, está a tecnologia. Ana Raquel Hernandes, head do Ryot Studios e participante do comitê 5G da Verizon, reforça que o 5G determinará os rumos e mudará a maneira como se entrega qualquer tipo de experiência em grandes eventos. “Nos acostumamos a consumir conteúdos de forma passiva e linear, no formato de vídeo, majoritariamente. A chegada do 5G possibilita novos tipos de produção, novos formatos e comportamentos de consumo. Há uma narrativa imersiva, em que o consumidor é parte ativa do projeto. No que diz respeito ao ao vivo, você pode transformar ambientes, mudar cenários, ‘transportar’ as pessoas no tempo e espaço. Imagine estar andando reto e, de repente, um buraco abrir no chão e resultar em outro universo. Ou fazer alguém voar. Provocar sensações a partir de storytelling imersivos será possível e isso muda todo o jogo, toda a experiência”, explica.
A Verizon foi uma das empresas de participação nas ativações em torno do Super Bowl e viabilizou a entrega de conexão 5G durante o jogo. “Com a consistência que o 5G oferece você, por exemplo, vai a um festival e não há congestionamento na banda, você consegue acessar a internet, produz conteúdo em tempo real, divide impressões do show, fotos e vídeos com quem não está lá fisicamente sem nenhuma dificuldade. Outra questão diz respeito à criatividade. As marcas têm uma oportunidade muito significativa nesse sentido. Você pode integrar sua ativação em um estande em um evento com o DOOH (digital out of-home) onde a campanha continua, com a mídia que você entrega via programática, com um push no celular da pessoa que está no espaço e promover uma experiência que utiliza AR. Formatos imersivos, aliás, serão democratizados com a adoção do 5G”, explica ressaltando que não se trata de um futuro longínquo, mas em curto e médio prazo.

A tecnologia não está no centro apenas na entrega de experiência, ela também altera a dinâmica na oferta de serviços e soluções. Luciana Resende, vice-presidente global de marketing da Visa, patrocinadora e responsável pelos serviços de pagamento do Super Bowl, reforça que o patrocínio deixou de ser apenas uma ferramenta de construção de marca para se tornar uma plataforma de entrega de soluções. “Existem aspectos de ressaltar em relação ao que o consumidor espera de uma marca que apoia um evento. O primeiro está relacionado à experiência do consumidor que é cada vez mais exigente. Neste contexto, a marca ganha mais responsabilidade no tipo de solução ou resolução que ela oferece aos seus consumidores”, afirma.

Eduardo Schaeffer, diretor de negócios integrados do grupo Globo, que esteve no Super Bowl, veio para observar a capacidade de engajamento e entrega do evento e reflete sobre como a dinâmica de interação e conexão com os consumidores e fãs, independentemente se for um evento de esporte ou música, tornou-se diferente. “Hoje, você consegue medir até o sentimento de um consumidor em relação a entrega de experiência, e isso faz toda a diferença quando você complementa essa informação com outros dados e clusters que habitualmente já ajudam as marcas na entrega de experiência. Neste sentido, o Super Bowl nos mostra o potencial de engajamento do ao vivo e agora, mais do que nunca, o poder de conexão que ele possui no aspecto multiplataforma”, afirma. No total, passaram pelo Super Bowl, entre quem foi ao estádio e participou das ativações mais de 100 mil pessoas e o evento movimento quase US$ 2 bilhões em todos os Estados Unidos em produtos e alimentos. Somente de publicidade, a Fox Sports deve faturar mais de US$ 430 milhões.

 

Por: Luiz Gustavo Pacete, de Miami*
Foto: Início da apresentação de Shakira no Halftime do Super Bowl 54 (Crédito: Luiz Gustavo Pacete)

Fonte: Meio & Mensagem