A realidade virtual e a realidade aumentada são duas tecnologias que vêm aparecendo em diversos eletrônicos. Apesar do nome parecido, elas possuem características e objetivos diferentes: enquanto a primeira leva você para um novo ambiente criado por computador, a segunda inclui projeções de conteúdos e informações complementares no mundo real.

Ambas precisam de um intermediário para serem acessadas, que pode ser um aplicativo ou um acessório, mas oferecem experiências totalmente distintas para os usuários.

Virtual: a realidade que te leva para lugares diferentes

A realidade virtual substitui o que você está vendo por um conteúdo 100% virtual, criado por computador, como o nome sugere. Essa tecnologia permite que você entre em jogos, cenários e até pontos turísticos e se movimente por eles. Toda a conexão é feita com uso de um óculos especial, como os Óculus Rift, ou capacete de imersão, para que o usuário não veja o mundo real e se sinta realmente dentro de uma nova realidade durante a experiência.

Os aparelhos de realidade virtual podem ser controlados com movimentos da cabeça ou das mãos, possibilitando que a pessoa “ande” pelo ambiente e execute algumas ações. Essenciais para o funcionamento, eles acabam deixando a experiência com um preço mais caro.

A tecnologia já é usada em games que simulam pistas de corrida e parques de diversão, como um passeio de montanha-russa, ou em jogos de primeira pessoa baseados em realidades imaginárias, para que o jogador possa assumir o lugar do personagem principal e se sentir na pele dele. Além disso, ela pode ser usada como simulação para profissionais que precisam de algum tipo de treinamento em ambiente específico, como no caso de soldados ou pilotos de avião.

A realidade virtual vem, aos poucos, sendo incorporada também no jornalismo. Com a publicação de registros fotográficos e vídeos em 360°, o público pode se sentir no local exato onde aconteceu o fato. O mesmo processo pode ser aplicado ao turismo, levando o visitante até museus, pontos turísticos e cidades históricas de forma virtual.

Aumentada: a realidade que adiciona conteúdo

Essa tecnologia projeta informações (imagens, gráficos, personagens, textos) no mundo real. Um exemplo que fez bastante sucesso é o jogo Pokémon Go. O game exibe os personagens que devem ser capturados no ambiente em que você estiver jogando, como se eles fizessem parte do lugar.

Outro uso comum da realidade aumentada são os filtros do Instagram Stories e do Snapchat, que incluem animações e acessórios sobrepostos às imagens captadas pela câmera do smartphone. A tecnologia também pode ser encontrada em locais turísticos. O visitante pode obter conhecimentos adicionais sobre obras e monumentos ao celular, por exemplo. Com a mesma lógica, a realidade aumentada também pode ser usada na educação, completando informações em sala de aula.

Para testar, basta ter apenas um aparelho compatível com aplicativos que trabalham com realidade aumentada, como um smartphone, videogame ou um tablet. Apesar de não ser necessário usar acessórios de imersão, alguns dispositivos específicos já foram criados especialmente para uso da realidade aumentada, como Hololens e Google Glass. Neste caso, o uso vai mais além, permitindo a visualização de mapas, agenda pessoal e previsão do tempo ─ tudo adicionado ao seu campo de visão.

Diferenças básicas

A principal diferença entre as duas realidades está no objetivo para o qual foram criadas. A realidade aumentada inclui componentes que podem interagir com o que já existe. Já a realidade virtual cria seu próprio ambiente, totalmente novo e independente do mundo real.
A segunda distinção é o preço, diretamente ligado à maneira de usar cada uma delas. Para entrar em uma realidade virtual, o usuário precisa de um aparelho que bloqueie totalmente a visão que ele tem do mundo real, induzindo-o assim à imersão completa. Já para a realidade aumentada, o uso é mais simples: basta um dispositivo móvel como smartphone com acesso aos aplicativos desejados.

Via Augment

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