O uso indevido dos dados de usuários do Facebook novamente volta para pauta com a matéria lançada esta manhã no site da BBC. Nela há a denúncia que funcionários da empresa haviam criticado práticas da Cambridge Analytica meses antes do que se sabia.

A Cambridge Analytica foi uma empresa de análise de dados que alinhava as informações com comunicação estratégica para eleições. Trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump, e também para a do Brexit, visando a saída do Reino Unido da União Europeia. O papel da CA e o impacto sobre essas campanhas tem sido contestado e é objeto de investigações criminais em andamento tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido.

Confira na íntegra a matéria da BBC abaixo:

Empregados do Facebook manifestaram preocupação sobre práticas de coleta de dados pela consultoria Cambridge Analytica três meses antes do que se pensava, de acordo com documentos que tramitam na Justiça americana.

Um funcionário que trabalhava nos EUA avisou a colegas sobre a atividade em setembro de 2015.

O Facebook afirma ter descoberto o uso indevido de dados de 87 milhões de pessoas apenas em dezembro daquele ano.

Segundo a empresa, disse que o alerta de setembro diria respeito a um assunto diferente.

“Nós agimos”

De acordo com os documentos da Justiça americana, um funcionário denunciou à empresa o comportamento da Cambridge Analytica e discutiu a situação com colegas, inclusive em e-mails.

No entanto, não foram revelados detalhes sobre as conversas, uma vez que partes dos documentos foram excluídas do processo judicial.

Em 2015, o jornal britânico The Guardian publicou que a Cambridge Analytica havia coletado dados de milhões de pessoas coletados através de um teste de personalidade criado pelo pesquisador Aleksandr Kogan e sua empresa, a GSR.

Depois, essas informações foram usadas ​​para dirigir propaganda política segmentada nos EUA.

Quando o escândalo veio à tona, o Facebook enfrentou críticas generalizadas. No Reino Unido, a empresa precisou pagar uma multa equivalente a cerca de R$ 2,5 milhões ao órgão britânico de proteção de dados.

Ainda segundo a rede social, o caso de setembro de 2015 e o revelado pelo Guardian são “duas coisas diferentes”.

“Em setembro de 2015, funcionários ouviram especulações de que a Cambridge Analytica estaria coletando dados, algo que infelizmente é comum em qualquer serviço de internet”, afirmou.

“O Facebook não estava ciente da transferência de dados da Kogan/GSR para a Cambridge Analytica até dezembro de 2015”.

“Quando o Facebook ficou sabendo da violação das nossas políticas de uso de dados, nós agimos.”

 

Acesso em 25 de março: https://www.bbc.com/portuguese/geral-47677272

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