SEM MAIS “TROCO LIKES”

O Instagram anunciou na terça-feira, 30, durante a F8 — conferência do Facebook voltada para desenvolvedores realizada em San Jose, na Califórnia –, que começará a experimentar uma forma de ocultar as curtidas e visualizações de vídeo na plataforma. A mudança começa pelo Canadá e tem a intenção, segundo a plataforma, de atrair mais publicação de conteúdo em vez de estimular métricas de popularidade.

Outro fator decisório da medida — porém não confirmada pelo Instagram, pois o mesmo a negou — seria em ressonância aos debates sobre ansiedade e autoestima que ascenderam por causa de redes sociais, em que o número de seguidores, visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos acabam servindo como medida de aceitação e popularidade. “Se as redes sociais são espaços para pessoas se expressarem e se sentirem bem, é preciso analisar o impacto que elas causam na vida real, de fato. É comum vermos corrida por likes, pessoas tentando ser populares e terem visões distorcidas da realidade. O usuário é mais do um like, seu conteúdo deveria valer mais do que isso”, diz Inaiara Florêncio, diretora de Social Media da SunsetDDB.

Por outro lado, curtidas estão entre as métricas que agências e marcas utilizam para avaliar o engajamento de criadores de conteúdo na internet e selecionar aqueles com maior conexão à estratégia de comunicação. Uma possível mudança dificulta essa seleção, assim como uma mensuração rápida da aderência do conteúdo. Com o fim dos likes, uma possibilidade é que influencers entreguem relatórios à agência ou marca, já que apenas o dono do perfil terá acesso ao número de curtidas e visualizações. Para Danilo César Oliveira, fundador da Bird, aceleradora de talentos, as curtidas “para as marcas, atualmente é um KPI importante, que faz parte do índice de engajamento do creator, porém não será impactado porque ele continuará tendo acesso aos números, só não será público. E as marcas conseguirão mapear através de software de monitoramento”.

 

Agências de influenciadores apontam que as curtidas já não são mais o fator principal na estratégia de marcas. “Há um tempinho já se sabe que é insuficiente defender a entrega de uma campanha ou de um canal baseando-se apenas no número de curtidas”, afirma Adrianne Elias, sócia fundadora da ContentHouse e da CoCreators. A executiva explica que a métrica é apenas uma das variáveis de análise em um contexto maior. Para Inaiara Florêncio, os comentários e compartilhamentos ganharão ainda mais relevância, junto do próprio conteúdo.

O Instagram começa a testar o fim das curtidas no Brasil a partir desta quarta-feira (17). A medida já estava em discussão desde o primeiro semestre e, agora, será oferecida a todos os usuários brasileiros.

 

E aí, conta pra gente, o que você do fim dos likes no Instagram?

 

Fontes: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2019/05/03/como-o-fim-das-curtidas-no-instagram-impacta-a-publicidade.html

https://exame.abril.com.br/tecnologia/fim-das-curtidas-instagram-comecara-teste-para-ocultar-likes-no-brasil/

Uso indevido de dados dos usuários do Facebook novamente vira pauta

O uso indevido dos dados de usuários do Facebook novamente volta para pauta com a matéria lançada esta manhã no site da BBC. Nela há a denúncia que funcionários da empresa haviam criticado práticas da Cambridge Analytica meses antes do que se sabia.

A Cambridge Analytica foi uma empresa de análise de dados que alinhava as informações com comunicação estratégica para eleições. Trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump, e também para a do Brexit, visando a saída do Reino Unido da União Europeia. O papel da CA e o impacto sobre essas campanhas tem sido contestado e é objeto de investigações criminais em andamento tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido.

Confira na íntegra a matéria da BBC abaixo:

Empregados do Facebook manifestaram preocupação sobre práticas de coleta de dados pela consultoria Cambridge Analytica três meses antes do que se pensava, de acordo com documentos que tramitam na Justiça americana.

Um funcionário que trabalhava nos EUA avisou a colegas sobre a atividade em setembro de 2015.

O Facebook afirma ter descoberto o uso indevido de dados de 87 milhões de pessoas apenas em dezembro daquele ano.

Segundo a empresa, disse que o alerta de setembro diria respeito a um assunto diferente.

“Nós agimos”

De acordo com os documentos da Justiça americana, um funcionário denunciou à empresa o comportamento da Cambridge Analytica e discutiu a situação com colegas, inclusive em e-mails.

No entanto, não foram revelados detalhes sobre as conversas, uma vez que partes dos documentos foram excluídas do processo judicial.

Em 2015, o jornal britânico The Guardian publicou que a Cambridge Analytica havia coletado dados de milhões de pessoas coletados através de um teste de personalidade criado pelo pesquisador Aleksandr Kogan e sua empresa, a GSR.

Depois, essas informações foram usadas ​​para dirigir propaganda política segmentada nos EUA.

Quando o escândalo veio à tona, o Facebook enfrentou críticas generalizadas. No Reino Unido, a empresa precisou pagar uma multa equivalente a cerca de R$ 2,5 milhões ao órgão britânico de proteção de dados.

Ainda segundo a rede social, o caso de setembro de 2015 e o revelado pelo Guardian são “duas coisas diferentes”.

“Em setembro de 2015, funcionários ouviram especulações de que a Cambridge Analytica estaria coletando dados, algo que infelizmente é comum em qualquer serviço de internet”, afirmou.

“O Facebook não estava ciente da transferência de dados da Kogan/GSR para a Cambridge Analytica até dezembro de 2015”.

“Quando o Facebook ficou sabendo da violação das nossas políticas de uso de dados, nós agimos.”

 

Acesso em 25 de março: https://www.bbc.com/portuguese/geral-47677272

Facebook cria novo centro de empreendedorismo e inovação no Brasil

Estação Hack, é a novidade do Facebook no Brasil. É um centro de inovação e empreendedorismo criado para brasileiros. Voltado para jovens com até 20 anos de idade, de baixa renda. O projeto, irá trabalhar no desenvolvimento de novos talentos e startups. Além de workshops, sobre empreendedorismo. É um projeto muito esperado pelo público brasileiro, pois além de promover novos talentos, irá valorizar pequenas empresas e novos empreendedores a alavancarem seus negócios. Serão ofertados 7.400 bolsas de estudo em áreas de planejamento e gestão. Os cursos serão ministrados pelos parceiros do Facebook, como Centro de Empreendedorismo, Junior Achievement, MadCode, Mastertech, Negócios da FGV (GVcenn) e Reprograma. A Estação estará localizada em São Paulo, na Avenida Paulista, 1374, Bela Vista – SP e deverá ser aberta até o final do ano.

E você, o que achou da novidade?!