McDonald’s apresenta novas embalagens minimalistas

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Seguindo a tendência do design minimalista, o McDonald’s decidiu redesenhar todas as suas embalagens para que a marca estivesse mais alinhada com o mercado.

A agência Pearlfisher foi escolhida para redesenhar todo o sistema de embalagem do McDonald’s, criando uma nova estrutura visual para a linha de produtos da marca. Consistindo em um novo sistema gráfico, o novo design busca trazer “uma sensação de alegria e facilidade para a marca“, colocando “gráficos ousados” nas embalagens. Para criar este redesign a Pearlfisher tentou manter os pontos reconhecidos das embalagens antigas, porém utilizando um sistema mais simples com ilustrações mais limpas.

Utilizando ilustrações vetoriais de itens icônicos do cardápio do McDonald’s, cada novo item da embalagem é uma “representação gráfica do menu“, mostrando como cada elemento do menu pode ser “mais conectado e evocativo do ponto de vista lúdico do McDonald’s“.

Essa abordagem também foi desenvolvida para garantir que as operações permaneçam eficientes durante o lançamento da mudança, criando gráficos fáceis de entender e que também podem gerar reconhecimento, independentemente de onde esteja.

“Nossa tarefa era descobrir o que havia de realmente especial em cada item do menu para projetar um sistema que tornasse mais fácil para os outros fazerem o mesmo“, comentou Matt Sia, diretor criativo da Pearlfisher.

Ao focar nos elementos globalmente reconhecíveis, a equipe de Pearlfisher destaca como pode haver “beleza na simplicidade dos itens icônicos do menu do McDonald’s“.

“Nosso objetivo era encontrar a expressão mais especial, reconhecível e icônica de cada um – celebrá-los de uma forma que fizesse as pessoas sorrirem“, completou.

Aproximando-se da paleta de cores reconhecíveis da marca, essas ilustrações relativamente simples também visam “ser funcionalmente exclusivas, fáceis de identificar, esteticamente mínimas e, o mais importante, emocionalmente alegres“.

Para as equipes internas do McDonald’s, esse foco na ilustração “ajudou a garantir que esse redesenho modernizasse a marca”.

Confira o novo visual da marca:

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Fonte: Publicitários Criativos

Redes sociais se destacam nos resultados de 2020

Plataformas criam novas soluções para manter investimento publicitário, mas 2021 ainda é incerto

o resultado financeiro de empresas donas de plataformas sociais comprovam que o investimento publicitário esteve on em 2020. Facebook, Snap, Pinterest divulgaram números de usuários, lucro e receita publicitária nas suas redes sociais junto com planos para novas soluções e atualizações, o que indica que as plataformas se esforçam para manter os anunciantes por perto.

Mesmo diante de um boicote massivo sofrido por grandes anunciantes em julho com o propósito de mostrar o comprometimento das marcas no combate aos discursos de ódio e à desinformação, a relevância do Facebook não caiu diante das agências e anunciantes.
Inclusive, a plataforma superou projeções de especialistas sobre sua receita, que foi de US$ 28,1 bilhões no último trimestre de 2020, 33% maior do que 2019. A expectativa de especialistas era de US$ 26,4 bilhões em receita. O lucro líquido aumentou 52% em relação à 2020, somando US$ 11,22 bilhões.

A receita do Pinterest no quarto trimestre cresceu 76% em relação ao trimestre anterior, resultando em US$ 705,6 milhões. O número também foi maior do que o projetado, que equivalia a US$ 645,7 milhões. O lucro de US$ 207,8 milhões no trimestre é uma grande virada do prejuízo de US$ 35,7 milhões no quarto trimestre de 2019.

A Snap Inc., dona do Snapchat, informou um prejuízo de US$ 113 milhões no quarto trimestre de 2020, 53% a menos do registrado em 2019. Por outro lado, a receita da empresa foi de US$ 911 milhões no último trimestre, aumento de 62%, e R$ 2,5 bilhões no ano, crescimento de 46% em relação a 2019.

Segundo a Socialbakers, o investimento das marcas em anúncios em mídias sociais cresceu 50,3% no último trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2019. Tal resultado é justificado pelo período de festas e datas comerciais importantes, como a Black Friday, mas o aumento do interesse dos anunciantes nas plataformas não ficou limitado ao último quarter de 2020. No segundo trimestre do ano, os investimentos globais das marcas em anúncios em mídias sociais aumentaram 26% em relação ao final do primeiro trimestre, quando os orçamentos dos anunciantes foram mais impactados. As plataformas também se beneficiaram com o aumento do custo por clique (CPR) em 35,6% durante o ano.

Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers no Brasil, afirma que o início da pandemia no Brasil impactou na estratégias das marcas, que retraíram seus investimentos e ficaram reticentes de investir nas plataformas devido a incerteza da economia, mas esse movimento logo tomou uma direção contrária com o aumento e aceleração das ações em redes sociais.
Para a executiva, além da sazonalidade do último trimestre, o resultado expressivo do Q4 também inclui investimentos de marcas que não empregaram tanto do seu budget ao longo do ano e, impulsionadas pela sazonalidade, decidiram tentar recuperar um pouco das perdas econômicas e apostar em anúncios para convidar os consumidores. “Acredito que também coincidiu com uma melhora na pandemia e as empresas se tornando mais confiantes”, diz.

Futuro
Para 2021, as perspectivas das empresas divergem. O Facebook alertou para uma “incerteza significativa” nos dois primeiros trimestres de 2021 por conta de quedas nas receitas publicitárias ao longo da pandemia e pela nova atualização do sistema operacional da Apple, que deve ter novas ferramentas de publicidade e pode afetar na segmentação de anúncios.

 

Fonte: Meio & Mensagem
Por: Thais Monteiro
Mataria da íntegra aqui

Tang irá selecionar ideias inovadoras vindas de crianças

“Tang no Tank” vai ao ar em abril e terá quatro episódios no YouTube

A Tang criou um programa que irá selecionar ideias inovadoras vindas de crianças de seis a 13 anos.O programa “Tang no Tank” irá ao ar em abril e terá quatro episódios, no YouTube. A produção conta com a parceria da Sony, canal que controla o programa. A exibição trará os planos empreendedores das crianças em três categorias: sustentabilidade, para resolver problemas que envolvem o tema; criatividade, com novas ideias de negócios para um futuro melhor; e sociedade, ideias para transformar ou melhorar a cidade, bairro ou comunidade.

Como participar
As inscrições estão abertas até 4 de fevereiro e podem ser realizadas aqui. A inscrição do plano deve ser realizada por um adulto responsável por meio da postagem de um vídeo de até três minutos, no qual a criança apresenta sua ideia.

Estudo do grupo Comunique-se mostra a visão dos assessores de imprensa sobre os jornalistas de redação

Pesquisa busca colher as melhores práticas e os principais incômodos para desenvolver um bom relacionamento entre os profissionais; Confira também a visão do jornalista sobre o assessor de imprensa

Jornalistas de redação e assessores de imprensa são profissões que dependem uma da outra. Afinal, a assessoria de imprensa é o que liga o mercado (pautas) às redações. Com o objetivo de compreender e contribuir para o bom desenvolvimento dessa relação, o grupo Comunique-se desenvolveu a pesquisa “Jornalistas de redação na visão dos assessores de imprensa“.

Para o estudo, foram entrevistados cerca de 800 profissionais que atuam diretamente como assessores de imprensa, de agências, departamentos de comunicação de empresas, órgãos públicos e freelancers, das cinco regiões do país.

Desses, 91,2% consideram que a atuação do assessor de imprensa é um trabalho jornalístico; 52,4% acreditam que as redações hoje dependem diretamente do trabalho do assessor, contra 39,5% entenderem que essa dependência acontece apenas em algumas redações. Questionados sobre já terem atuado em uma redação, 66% responderam positivamente, e 32,6% consideram pequenas as chances de trabalharem em uma redação.

Em relação à preferência de meios para contatar jornalistas, e-mail e WhatsApp são os canais mais populares, com 33% e 31% das respostas, respectivamente, seguidos de celular (19%), telefone da redação (11%) e redes sociais (6%).

Também foi apontado que o release é o meio de relacionamento mais preferido entre os assessores, com 25%. Reuniões presenciais e online foram as menos votadas, com 5% e 7% das respostas, respectivamente.

Quando perguntados sobre suas relações, 15% dos assessores responderam que o que mais incomoda no jornalista é ser grosseiro nas respostas, e 14% acredita que não responder e-mails e mensagens é também um problema na relação. Já não apurar dados de matéria é um incômodo de 12% dos entrevistados. Apesar disso, 60,7% consideram a qualificação dos jornalistas como boa ou excelente.

Sobre como os jornalistas reagem ao follow up, 31,1% dos assessores avaliaram que reagem mal ou muito mal, e 75,6% consideram a prática importante ou muito importante para emplacar pautas.

Nesse contexto, os assessores acreditam que responder o e-mail (35%) e ter empatia sobre o follow up (28%) são fatores que podem evitar desgastes na prática e também nas relações. É importante ressaltar que 93,9% dos entrevistados consideram importante ou muito importante ter um bom relacionamento com jornalistas para o sucesso do trabalho.

Já sobre a qualidade do trabalho dos jornalistas, 83% avaliam positivamente os textos e 56,5% consideram boa a qualidade de apuração. Ainda assim, a apuração foi classificada como “Ruim” por 38%. Outro ponto abordado foi a qualidade das entrevistas, bem avaliada por 75,7% dos assessores, e a qualidade das reportagens, com 83,6% de respostas positivas.

Por fim, depois do início da pandemia, 38% dos assessores acreditam que o contato com jornalistas continua igual, contra 50,5% considerarem que piorou e piorou muito.

Por: Acontecendo Aqui
Foto: Pexels

CNN apresenta nova fase da campanha #CNNpelaVacina

A CNN inicia nesta sexta-feira (8) a segunda fase da sua campanha de defesa à vacinação urgente contra o coronavírus no Brasil.

Intitulado “CNNpelaVacina”, o movimento teve início no dia 24 de dezembro de 2020 com o lançamento da hashtag #CNNpelaVacina na TV, site e redes sociais; criação do “Painel da Vacina CNN”, com informações sobre a situação do Brasil e de diversos outros países; e imagens atualizadas da vacinação ocorrendo ao redor do mundo.

CNN apresenta nova fase da campanha #CNNpelaVacina image004_1_2-1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na segunda fase, a CNN reafirma seu compromisso com a população brasileira. Antes de todos os seus intervalos comerciais, a emissora colocará no ar vídeos com as maiores autoridades em saúde pública do País defendendo que a vacinação deve iniciar de forma mais rápida e segura possível – seja qual for o produtor da vacina e acima de divergências políticas.

Por: Acontecendo Aqui

O que esperar para o TikTok em 2021?

Com chegada de formatos de anúncio no Brasil, TikTok tende a ganhar mais adesão das marcas

O ano de 2020 foi decisivo para o crescimento do TikTok no mundo, especialmente para o engajamento das marcas no aplicativo. Elas se fizeram presentes em conteúdo em suas páginas, com criadores de conteúdo e nos novos formatos de mídia para anúncios. De acordo com especialistas consultados pela reportagem do Meio & Mensagem, as perspectivas são de que a plataforma da Bytedance ainda ganhe espaço estratégico no plano de mídia dos anunciantes conforme ela expanda seus recursos no Brasil e seja bem sucedida em desafios, como o investimento de redes maiores em recursos similares.

O ano de 2021 já reserva alguns avanços para a rede social em termos comerciais. Nos últimos meses de 2020, o TikTok introduziu suas primeiras soluções de mídia no Brasil. Algo esperado desde junho, quando a Bytedance comunicou a criação do TikTok for Business, uma plataforma para marcas que visa auxiliar anunciantes e agências a produzir e gerenciar publicidade no aplicativo. Até então, o TikTok não apresentava formatos de anúncios para marcas.

O que esperar para o TikTok em 2021? solen-feyissa-E7TmHmYqda0-unsplash-1“O caminho natural do TikTok em 2021 é de relevância e expansão nas estratégias de marketing. Em uma conversa recente com o time global do TikTok for Business, percebe-se o quanto esse caminho natural já está sendo desenhado, com boas soluções de mídia em pleno aquecimento e potenciais explosivos”, aponta João Passarinho Netto, VP de estratégia criativa da Jotacom.

Apesar dessa boa notícia para o mercado, os anunciantes não esperaram tais formatos para se tornarem ativos na rede social em seu momento mais acessado em decorrência da pandemia, conforme conta Sérgio Brotto, diretor executivo de mídia da Ampfy. “Os mais inovadores tem perfil e já estão produzindo conteúdos proprietários”, diz. Segundo o executivo, o caminho que trilha o TikTok é sólido e o aplicativo vem ganhando share de investimento do mercado. “Em 2021 vamos ver as marcas e audiência aumentando cada vez mais a presença na plataforma”, prevê.

 

Mesmo o Instagram apostando em ferramentas muito semelhantes aos do app chinês, assim como fez com o Snapchat, Brotto acredita ser mais improvável que o a rede social do Facebook venha a suceder na neutralização do concorrente tendo em vista sua consolidação no gosto popular.

Estratégia das marcas
Dentre as vantagens sobre o uso estratégico do TikTok pelos anunciantes, um ponto ressaltado pelos executivos foi o fácil diálogo com o público mais jovem e adulto que logam na plataforma frequentemente. De acordo com Rick Nelson, CRO da Squid, 90% dos usuários acessam o aplicativo diariamente. Além disso, ele indica que a plataforma tem uma linguagem voltada para o entretenimento, tipo de conteúdo que retém a atenção do público. ” “Acredito que o TikTok seguirá crescendo aceleradamente em 2021 e será fundamental na estratégia de quem busca se comunicar com o público jovem. É um espaço extremamente propício para as marcas se inserirem de maneira estratégica e relevante”, descreve.

Na opinião de Vicente Varela, chief data & media officer da Lew’Lara\TBWA, o TikTok proporciona relevância ao tempo das pessoas, com seus formatos curtos e relevantes, “de modo que respeita o maior KPI da atualidade: o tempo”, afirma. “O foco aqui é o território e o contexto, e não a classificação demográfica. Por essa razão, a implementação estratégica pautada entre contexto e linguagem é a matriz a ser seguida para se atuar na plataforma”, propõe Varela.

Nesse contexto, Varela considera importante usar formatos originais da plataforma para criar conteúdo nativo, acrescentando na experiência do usuário e não visando impacto publicitário. “O mais importante é entender que o TikTok não é mais um canal de distribuição de campanha”, diz.

Outra forma de se fazer presente de forma mais nativa no TikTok é através do uso de influenciadores da plataforma, que se tornaram conhecidos pelo apelido “tiktokers”. Para Isabella Nascimento, gerente de planejamento e estratégia na Samyroad, a inserção do TikTok na estratégia de conteúdo com influenciadores digitais vem se tornando algo cada vez mais presente no discurso das marcas. Isso, segundo a executiva, foi reforçado em 2020 com o crescimento da audiência, o que levou os anunciantes a expandirem seu foco além do Instagram e YouTube.

“Em 2021, o conteúdo em vídeo representará 80% de todo o tráfego da internet. Construir uma comunidade de influenciadores dentro do aplicativo, oferece às marcas uma maneira de tornar sua marca viral, criando interações com a audiência por meio de challenges, hashtags e lives que bombam na plataforma e provocando conteúdo espontâneo a ser criado e compartilhado pelos próprios usuários. O conteúdo criado pelos influenciadores trazem mais engajamento que o conteúdo criado pelo próprio canal da marca”, argumenta.

 

Por: Thaís Monteiro – Meio & Mensagem
**Crédito da imagem no topo: Kon Karampelas/Unsplash

Receita de publicidade global baterá recorde em 2021

Ad Age Marketing Fact Pack, guia anual do Advertising Age para profissionais de marketing, mídia e agências, aponta cinco insights para o novo ano

Após um ano conturbado, o Ad Age Marketing Fact Pack 2021, guia anual do Advertising Age para profissionais de marketing, mídia e agências, prevê que a receita de publicidade global baterá recorde em 2021. Entre os cinco principais insights do guia estão:

1. O GroupM, da WPP, prevê que a receita mundial de publicidade saltará 10,2% para um recorde de US$ 651 bilhões em 2021, depois de cair 4,1% em 2020 em meio à pandemia do novo coronavírus.

2. A Zenith, do Publicis Groupe, espera que os investimentos com publicidade dos Estados Unidos aumentem 3,2%, para US$ 237 bilhões em 2021, após uma queda de 5,4% em 2020.

3. O digital está impulsionando a recuperação da publicidade. O GroupM prevê que a receita mundial de anúncios para players digitais puros, como Facebook, Google e outras empresas de mídia digital, crescerá 14,1%, para US$ 397 bilhões em 2021, dando a empreendimentos digitais 61% da receita global de anúncios. A Zenith espera que os investimentos com publicidade na internet nos Estados Unidos tenham alta de 9,6%, para US$ 136 bilhões em 2021, com a internet detendo 58% da publicidade no país.

4. A taxa de desemprego nos EUA (6,7% em novembro) caiu drasticamente desde seu pico pandêmico de 14,7% em abril de 2020, que foi o nível mais alto desde 1939. No início da recessão em fevereiro de 2020, a taxa de desemprego era de 3,5%, o nível mais baixo desde 1969. O emprego em empreendimentos de mídia na internet nos EUA (292.700 em outubro) cresceu durante a pandemia e agora é o dobro do nível de 2013, de acordo com dados do Bureau of Labor Statistics. No entanto, o número de funcionários das agências de publicidade (194.200 em outubro) está perto de seu ponto mais baixo desde 2015.

5. Em todo o mundo, 114 profissionais de marketing têm investimentos globais com anúncios superiores a US$ 1 bilhão; 47 profissionais de marketing têm investimentos nos EUA acima de US$ 1 bilhão. A Amazon, maior anunciante do mundo, tem US$ 11 bilhões investidos em publicidade e promoção em 2019, sendo US$ 6,9 bilhões nos EUA.

 

 

 

(Crédito: ipopba/iStock)
*Por Bradley Johnson, do AdAge

Os fatos mais importantes da Comunicação em 2020

Cortes e reestruturações gerados pela crise e o engajamento de grandes holdings com a proposta de inclusão racial são algumas das movimentações marcantes do ano

Em um ano marcado pela crise da Covid-19 – e pelos seus devastadores e transformadores efeitos que acometeram todo o planeta – Meio & Mensagem reúne os eventos e movimentos mais importantes de um 2020 que obrigou a indústria da Comunicação, assim como os demais segmentos econômicos, a revisitar seus propósitos de atuação, estilo de trabalho e a modificar estratégias para manter-se ativa.

Confira abaixo os assuntos de Comunicação que foram destaque nas plataformas de conteúdo de Meio & Mensagem ao longo do ano. A lista foi definida pela redação, sob critérios editoriais:

Crise gera cortes e reestruturações
A crise econômica provocada pela Covid-19 obrigou os maiores grupos de comunicação a adotarem medidas de redução de gastos. Omnicom, IPG e DAN foram mais enfáticos em relação a redução nas equipes. O WPP suspendeu contratações, adiou o aumento de salários previstos para este ano e algumas de suas agências optaram pelo afastamento de funcionários. A alta cúpula de algumas holdings, como Arthur Sadoun, chairman e CEO do Publicis Groupe, John Wren, CEO e chairman do Omnicom, Mark Read, CEO do WPP, e Michael Roth, chairman do IPG, anunciaram a redução temporária de seus salários, medida que se estendeu ao board das companhias. A crise que atingiu as holdings em 2020 foi mais um golpe em um cenário que já era bastante desafiador: de acordo com o Agency Report, 2019 foi o ano mais fraco para o crescimento das agências nos Estados Unidos desde a Grande Recessão. A Forrester Research, por sua vez, estima que as agências terão cortado 35 mil postos de trabalhos no país até o final de 2020 e que, globalmente, as holdings terão demitido 49 mil funcionários.

WPP intensifica plano de consolidação
O ano foi marcado por consolidações significativas, globais e locais, no WPP. Os movimentos seguem o plano traçado por Mark Read, desde que assumiu o comando da companhia como CEO, há dois anos. No Brasil, a holding anunciou a fusão entre Y&R e VML. Os dois escritórios nacionais eram os únicos da rede global que ainda não operavam unidos. Fernando Taralli, CEO da VML, assumiu o posto de chefe executivo da VMLY&R São Paulo. Já David Laloum deixou a função de CEO da Y&R e passou a atuar como CSO e sócio da empresa de inovação Distrito. Marcos Quintela assumiu o cargo de chairman do grupo, que também inclui a Mutato e a VML Rio, cujas atividades seguem independentes. Globalmente, o WPP anunciou a união entre AKQA e Grey, que posicionou Ajaz Ahmed, fundador da AKQA, como CEO do Grupo AKQA. Outra mudança foi a incorporação da Geometry, especializada em varejo e e-commerce, pelo grupo VMLY&R, originando a VMLY&R Commerce. Fora do WPP, a Dentsu fundiu duas de suas principais marcas, a Dentsu e a McGarryBowen, dando origem à Dentsumcgarrybowen.

Anunciantes e agências flexibilizam relações
Parcerias duradouras entre marcas e suas respectivas agências continuarão a existir mesmo sob o passo mais rápido da transformação do mercado. No entanto, as relações que ultrapassam décadas passam a conviver com formatos alternativos de parceria, a depender do objetivo do anunciante. Ao longo do ano, agências reconhecidas por relacionamentos longevos com seus clientes criaram trabalhos isolados para marcas, como FCB Brasil, que criou um filme para RaiaDrogasil, AlmapBBDO, que fez um projeto para Rappi, e Africa, que fez campanhas para AB InBev e Fila. Uma pesquisa da agência Heart realizada em parceria com a Bistrô Estratégia ouviu 30 heads de marketing de empresas como Pepsico e Alpargatas para saber os rumos das relações com agências. De acordo com o levantamento, 50% dos clientes que possuem contrato de fee pretendem mudar o modelo de remuneração com o fim da pandemia. Já a Scopen ouviu 51 profissionais responsáveis pelo marketing ou compra de mídia e, para 86%, as relações entre marcas e agências tornou-se mais empática, próxima e flexível com a Covid-19.

Festivais cancelados, conteúdos online
Pela primeira vez em sua história, o Festival Internacional de Criatividade de Cannes foi cancelado. A 67ª edição da principal premiação da indústria foi oficialmente adiada para 2021 dias depois de holdings como WPP e Omnicom terem anunciado que não participariam do festival em 2020. Em junho, na semana que ocorreria o evento, a organização fez o streaming do Cannes Live, que contou com debates, keynotes, homenagens, como a de Agência Global da Década, entregue à AlmapBBDO, e o Leão de São Marcos, concedido à Mary Wells Lawrence. O Wave, festival realizado por Meio & Mensagem para reconhecer a criatividade latina, teve as edições de 2020 e 2021 canceladas. Outros dois eventos que mobilizam boa parte da indústria de comunicação haviam sido cancelados meses antes: o Mobile World Congress, realizado em Barcelona, e o South by Southwest (SXSW), que ocorreria em Austin. Outras premiações de criatividade, como The One Show e D&AD, cancelaram as programações presenciais, mas mantiveram as premiações, realizadas online.

Holdings anunciam metas para mudar quadro racial
Os protestos antirracistas que percorreram ruas de diversas regiões dos EUA chegaram às portas das agências de publicidade. Em junho, um coletivo formado por 600 pessoas negras divulgou carta aberta às holdings de comunicação. O documento listou 12 medidas que os grupos e suas agências deveriam adotar para aumentar a presença negra nas equipes, coibir o racismo no ambiente do trabalho e melhorar a qualidade dos projetos veiculados por meio da diversidade de profissionais. IPG e Dentsu enviaram comunicados internos revelando estatísticas étnico-raciais. O WPP se comprometeu aos 12 compromissos emitidos pela carta Call For Change. Entre as medidas, investirá US$ 10 milhões ao longo de três anos para apoiar entidades antirracismo e programas de inclusão. Iniciativas independentes como o projeto Hiretone, criado pela dupla Victor Emeka e Zé Celso Oliveira, trouxeram o debate do racismo nas agências à tona: a iniciativa catalogou as contratações feitas por agências em 2020 e mostra, por meio de uma paleta de cores, que o mercado precisa agilizar ações para mudar a desigualdade racial.

Reconfiguração no grupo ABC
O ano de 2020 começou com o anúncio do afastamento de Guga Valente e Nizan Guanaes das funções executivas do Grupo ABC, fundado por ambos em 2002. O cargo de CEO, até então exercido por Guga, foi assumido por Cristiano Muniz, que já havia trabalhado como COO e CFO da empresa. A consultoria NIdeias, comandada por Nizan desde 2018, passou a atuar de maneira independente, mas respeitando a cláusula de non compete, que impede a operação de prestar serviços que conflitem com os oferecidos pelo ABC. Tanto ele quanto Guga, que respondeu como CEO do grupo desde sua fundação, atuarão como conselheiros da holding até 2021. A saída da dupla antecipou a renovação de contrato do Omnicom, que controla o ABC, com os copresidentes da Africa, Marcio Santoro e Sergio Gordilho, para mais um ciclo de ambos à frente da agência. Em março, a holding encerrou as atividades de uma de suas marcas, a Tribal, e transferiu as contas para a SunsetDDB. Outra mudança no portfólio do ABC foram os 30% de participação da Pereira & O’Dell, comprados pela alemã Serviceplan Group, em outubro.

Mais simbiose entre consultoria, tecnologia e comunicação 
A compra da holding Haus pelo Grupo Stefanini é um dos movimentos que evidencia a simbiose entre consultorias, agências e empresas de tecnologia. A Haus, que tem como maior empresa a agência W3Haus, espera alavancar o pensamento estratégico apoiado por dados, inteligência artificial e analytics, já que a multinacional brasileira Stefanini trabalha em soluções de negócios baseadas em tecnologia. Do outro lado, Marco Stefanini, CEO da companhia, pretende estender o leque de ofertas em marketing para compreender mais a fundo o consumidor e, assim, desenhar estratégias de negócio mais assertivas. A aquisição segue algumas outras, como as da Accenture Interactive, que em 2015 comprou a AD Dialeto e em 2018 adquiriu a New Content. Eduardo Bicudo trocou o posto de CEO da Accenture Interactive América Latina pelo de CEO do Dentsu Aegis Network no Brasil. De acordo com ele, a aquisição da consultoria Cosin pelo DAN em 2016 contribuiu para a disseminação da cultura de consultoria entre as agências do grupo.

A ascensão da cocriação
Agências, veículos e marcas deram mais valor à cocriação para estabelecer conexões mais genuínas com a audiência. A Globo, ao modificar seu departamento comercial e transformar o merchandising da novela A Dona do Pedaço, alçou as oportunidades de cocriação a outros patamares. A emissora realizou projetos multiplataforma criados com agências e anunciantes, como os esforços de conteúdo de TIM para a Black Friday, conduzidos com a agência HavasPlus. Já a Ogilvy, para promover o pack dual de Fanta e Coca-Cola, arquitetou com o canal um plano que envolveu uma das atrações globais mais populares, A Grande Família. E a FCB fez com a Globo o case “Reforma Certa”, para Leroy Merlin. O rechaço do consumidor à interrupção fez com que as três frentes buscassem soluções para reter a atenção das pessoas, criar relevância e gerar vendas. A cocriação se estende de outros campos: varejistas como Amaro e C&A investiram em coleções de roupas feitas em parceria com clientes. O Boticário, por sua vez, promoveu um reality show digital, criado pela W3Haus, cujo vencedor criará um produto para a marca.

Concorrentes se unem em campanhas
A crise da Covid-19 desencadeou uma série de necessidades: serviços mais rápidos e convenientes, produtos mais acessíveis, programas de financiamento e apoio a causas de naturezas diversas. Com isso, concorrentes dos segmentos financeiro e de telecomunicações se uniram em ações conjuntas inéditas. No final de março, Claro, Vivo, Tim e Oi veicularam campanha, criada em conjunto pelas respectivas agências: Talent Marcel, Africa, HavasPlus e NBS, divulgando pacotes especiais com TV e bônus de internet. A Tim, aliás, fez parceria com a fintech C6 Bank para oferecer serviços financeiros e de telecomunicações conjuntos. O acordo também previu a compra de parte do capital do banco pela Tim Futuro. No mesmo mês, Bradesco, Itaú e Santander lançaram filme na TV para promover a inciativa de financiamento da folha de pagamento de pequenas e médias empresas que faturam até R$ 10 milhões. No final de agosto, os três bancos anunciaram os sete integrantes do Conselho Consultivo Amazônia, elaborado para apoiar dez medidas para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região.

Restrições dão origem a novas dinâmicas criativas 
Em março, a Spcine, empresa municipal de fomento ao audiovisual em São Paulo, suspendeu os alvarás para filmagens em equipamentos e espaços públicos da cidade. Diante disso, produtoras e agências tiveram de buscar alternativas para seguir com a produção de campanhas de forma remota. O cancelamento abrupto de diversos filmes publicitários não se deu somente por fatores sanitários, mas também pela obrigatória mudança de narrativa na comunicação das marcas com a imposição da quarentena. Bancos de imagens, filmagens na casa dos próprios diretores de cena, animações 2D e 3D e câmera de smartphones foram alguns dos recursos recorrentes. Com a adaptação das equipes ao esquema de criação e produção remota, o craft de filmes criados em condições caseiras se sofisticou – a utilização de telas de celulares e imagens de videoconferência rapidamente ficaram saturadas – assim como o storytelling, que precisou encontrar inúmeras narrativas para abordar o distanciamento social e outros temas pertinentes à realidade vivenciada pela sociedade durante a quarentena.

Por: Meio & Mensagem
(Crédito: Arte/Meio & Mensagem)

7 milhões de pessoas atingidas e 2 toneladas de ração doadas: a campanha de marketing que viralizou nas redes sociais

“Cada vez que o dog for compartilhado, 1 kg de ração será doado”. Quem usou as redes sociais, principalmente o Instagram e o Facebook, neste final de semana provavelmente se deparou com esta frase seguida da imagem de um (fofo) labrador. A publicação é fruto de uma campanha de marketing que viralizou e atingiu 7 milhões de pessoas em apenas dois dias, gerando uma doação de 2 toneladas de ração no total. A campanha foi criada pelo escritório  Moresco Contabilidade, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, às 10h do último sábado, 12 de dezembro. A meta era doar, no máximo, 2 toneladas, mas em menos de duas horas, metade disso já havia sido batido. “Ficamos apavorados e felizes”, conta Morgana Moresco, 33, diretora do escritório, com exclusividade a PEGN.

A executiva conta que a ideia da campanha surgiu ainda em 2012, fruto de uma história curiosa. Ela, que já trabalhava no escritório fundado por sua família, conta que dificilmente gostava dos presentes que ganhava de aniversário. “Ou trocava, ou não usava”, diz. A solução? Pedir 1 kg de ração para os seus cachorrinhos. A brincadeira foi crescendo e os colegas do escritório começaram a dar o valor em dinheiro, ao invés de carregar um saco de ração no seu aniversário. Daí surgiu a ideia de transformar a brincadeira pessoal em uma ação social do escritório.

Em 2015, fizeram um planejamento estratégico com uma agência de marketing e lançaram a campanha no mesmo formato, só que no Facebook. A cada compartilhamento, 1 kg de ração doado. No primeiro ano, foram 400 kg, no segundo, 700 kg, e em 2017, 1,5 tonelada. Em 2019, no entanto, Moresco se decepcionou: apenas 380 kg. Aí surgiu o plano de fazer em 2020 uma ação mais consistente, com um novo parceiro de marketing. “A agência sugeriu fazermos no Instagram também, porque nosso escritório ainda não tinha uma conta lá”, afirma. Para viabilizar, firmaram uma parceria com a ONG Sítio da Vovó, que abriga mais de 600 cachorros abandonados, em Arroio dos Ratos, no interior do Rio Grande do Sul. Quando a campanha viralizou em menos de duas horas, a executiva conta que ficou tensa. “Começamos a ficar apavorados. Passamos o sábado inteiro no WhatsApp acompanhando e tivemos uma reunião de duas horas no domingo para pensar em tudo”, diz. A solução foi limitar a doação a 2 toneladas, meta original. Mas para não pausar aí, Moresco também decidiu fazer uma parceria com a agência para oferecer ao Sítio da Vovó uma “consultoria de marketing”. Juntas, vão criar redes sociais para a ONG e organizar novas campanhas.

Ela também conta que ficou um pouco chateada com parte da repercussão na internet. “Muita gente desacreditando da campanha. Sou muito amante da causa, confesso que tive até dificuldade para dormir. Mas depois refleti e fiquei feliz, porque também teve muita gente apoiando.”

A entrega ainda está sendo planejada, mas deve acontecer no próximo sábado, dia 19. “Estamos ansiosos para brincar com os cachorros”, diz.

Fonte: Pequenas Empresas e Grandes Negócios

O ex-entregador de jornais e piloto que fundou uma rede de espetinhos milionária

Aos 13 anos, Leandro Souza conhecia muito bem as ruas do bairro do Recreio, no Rio de Janeiro. Com sua bicicleta, percorria o bairro de ponta a ponta para entregar jornais nos quintais e terraços cariocas. Foi ali que aprendeu, pela primeira vez, a valorizar o próprio dinheiro e esforço. Ainda novo, ele sabia que era apenas através do estudo e do trabalho que conseguiria tudo que almejava para sua vida. “Minha mãe trabalhava como empregada doméstica e meu pai como porteiro. Sou filho único e eles sempre se dedicaram ao máximo para incentivar minha educação”, relembra Souza, que hoje enxerga o impacto de sua criação no sucesso da rede Espetto Carioca, fundada em 2010.

Souza fundou o Espetto Carioca ainda em 2010, com mais dois sócios e R$ 300 mil de investimento inicial

O empreendedorismo, presente em sua rotina atual, não fazia parte de seu sonho juvenil. No entanto, as vivências que acumulou através dos anos em outros trabalhos foi essencial para seu papel como líder. Com 17 anos, começou a trabalhar como office boy em uma empresa que fazia distribuição de revistas. Em pouco tempo, evoluiu e chegou na equipe de marketing, o que fez com que começasse a cursar faculdade de comunicação social. Sua história parecia se encaminhar para esse setor, até outra oportunidade aparecer.

 

Fonte: Forbes Brasil