Final do BBB21 tem 63 comerciais nos intervalos

Anunciantes aproveitam a exposição do último episódio da temporada, que rendeu recordes comerciais a Globo

Exibido na noite dessa terça-feira, 4 (e já no início na madrugada de terça-feira, 5), o último episódio da edição deste ano do Big Brother Brasil reforçou o poder do reality-show em atrair anunciantes. Para aproveitar o interesse da audiência no desfecho da disputa, dezenas de  marcas exibiram mensagens publicitárias no intervalo do programa.

O encerramento do reality, que consagrou a participante Juliette Freire como a campeã, exibiu seis blocos de intervalos comerciais, com 63 filmes publicitários, ao todo. Alguns anunciantes exibiram suas mensagens mais de uma vez, como a plataforma de e-commerce AliExpress, a Amazon e o Itaú.

Parte dessas marcas exibidas na final eram patrocinadores do reality, que investiram para vincular suas marcas ao longo de todo o programa. É o caso de Avon, Americanas, P&G, Amstel, Seara, McDonald’s e PicPay.

Mesmo as empresas que não patrocinaram o BBB aproveitaram a visibilidade da atração para exibir suas mensagens publicitárias, como Natura, Vivo, Tim, Electrolux, Riachuelo, Casas Bahia, Banco Original, Doril, CVC, MyCon, Engov, Motorola, Pão de Açúcar, Addera, Simparic, Magazine Luiza, Uber Eats, Brahma e outros.

Alguns anunciantes aproveitaram a final para estrear suas campanhas na TV, como a Britania, que exibiu a campanha que celebra os 65 anos da empresa e apresenta Ivete Sangalo como garota-propaganda. O TikTok também usou a final do BBB para estrear o conceito #IssoOTikTokMostra.

Dentro do programa, durante os 100 dias de exibição do reality-show, a Globo exibiu 196 ações de merchandising, considerando as exibições das marcas na TV aberta e no Multishow, de 22 anunciantes diferentes. Já no digital, foram 537 ações entre conteúdos patrocinados na página do BBB no Gshow e ativações nas redes sociais oficiais do programa.

 

Por: M&M – 05/05/2021
Foto: Juliette Freire, a campeã do BBB21, é abraçada pelos finalistas Camilla de Lucas e Fiuk (Crédito: GShow)

Receita de publicidade global baterá recorde em 2021

Ad Age Marketing Fact Pack, guia anual do Advertising Age para profissionais de marketing, mídia e agências, aponta cinco insights para o novo ano

Após um ano conturbado, o Ad Age Marketing Fact Pack 2021, guia anual do Advertising Age para profissionais de marketing, mídia e agências, prevê que a receita de publicidade global baterá recorde em 2021. Entre os cinco principais insights do guia estão:

1. O GroupM, da WPP, prevê que a receita mundial de publicidade saltará 10,2% para um recorde de US$ 651 bilhões em 2021, depois de cair 4,1% em 2020 em meio à pandemia do novo coronavírus.

2. A Zenith, do Publicis Groupe, espera que os investimentos com publicidade dos Estados Unidos aumentem 3,2%, para US$ 237 bilhões em 2021, após uma queda de 5,4% em 2020.

3. O digital está impulsionando a recuperação da publicidade. O GroupM prevê que a receita mundial de anúncios para players digitais puros, como Facebook, Google e outras empresas de mídia digital, crescerá 14,1%, para US$ 397 bilhões em 2021, dando a empreendimentos digitais 61% da receita global de anúncios. A Zenith espera que os investimentos com publicidade na internet nos Estados Unidos tenham alta de 9,6%, para US$ 136 bilhões em 2021, com a internet detendo 58% da publicidade no país.

4. A taxa de desemprego nos EUA (6,7% em novembro) caiu drasticamente desde seu pico pandêmico de 14,7% em abril de 2020, que foi o nível mais alto desde 1939. No início da recessão em fevereiro de 2020, a taxa de desemprego era de 3,5%, o nível mais baixo desde 1969. O emprego em empreendimentos de mídia na internet nos EUA (292.700 em outubro) cresceu durante a pandemia e agora é o dobro do nível de 2013, de acordo com dados do Bureau of Labor Statistics. No entanto, o número de funcionários das agências de publicidade (194.200 em outubro) está perto de seu ponto mais baixo desde 2015.

5. Em todo o mundo, 114 profissionais de marketing têm investimentos globais com anúncios superiores a US$ 1 bilhão; 47 profissionais de marketing têm investimentos nos EUA acima de US$ 1 bilhão. A Amazon, maior anunciante do mundo, tem US$ 11 bilhões investidos em publicidade e promoção em 2019, sendo US$ 6,9 bilhões nos EUA.

 

 

 

(Crédito: ipopba/iStock)
*Por Bradley Johnson, do AdAge

Balneário Saboroso – ABERTURA da 11ª Edição

Hoje, 26 de novembro, é mais um daqueles dias que temos a sensação de dever cumprido.

Este ano, nós da #AVANCE, criamos uma campanha com total sintonia ao atual momento do mundo. Onde os esforços são à proteção e os cuidados sanitários de maneira geral.
 
Com o mote de campanha: Quando o coração é de sol, saboroso é o verão – o Balneário Saboroso, que há mais de 10 anos acontece no inverno, este ano foi reinventado, para um melhor resultado e experiências ainda mais saborosas. A edição verão do Balneário Saboroso ocorre entre os dias 26/11 a 20/12.

A Avance propaganda, está há 2 anos como a Agência oficial do Festival. Em 2019, através de nossas estratégias e ações, garantimos ao Balneário Saboroso, um crescimento em vendas superior a 53%, nunca antes vivenciado, o que nos enche de orgulho e claro, nos dá a certeza que, nosso time de especialistas, realmente está focado em cada cliente e sempre garante os melhores resultados. É ou não é para estarmos ainda mais orgulhosos?

 Lembre-se, a 11ª edição do Balneário Saboroso já está acontecendo. E para esse ano, são 22 restaurantes, com Menus exclusivos com Entrada, Prato Principal e Sobremesa por um valor de R$ 59,90 por pessoa.
 
Além disso, contribuir com o comércio de nossa cidade garante uma retomada da economia, manutenção de empregos e novas oportunidades de trabalho a todos. Incentive, prestigie e faça você também parte do Balneário Saboroso.
 
Sobre o Festival Gastronomico:

11º BALNEÁRIO SABOROSO
O Festival Gastronômico Balneário Saboroso está comemorando seus 11 anos de pura gastronomia e convida você, para juntos, transformarmos essa edição.
Permita-se fazer parte desse roteiro gastronômico de verão, que irá percorrer os 22 melhores restaurantes de Balneário Camboriú em uma experiência gastronômica completa.

QUANDO O CORAÇÃO É DE SOL, SABOROSO É O VERÃO.
Venha fazer parte desta celebração que acontece entre os dias 26/11 a 20/12 e desfrute de grandes momento, com a incrível diversidade de menus únicos com Entrada, Prato Principal e Sobremesa.

Acesse o site do Festival e escolha os seus Menus preferidos.

Marketing digital pode salvar empresas durante pandemia: entenda

Imagem: https://pixabay.com/pt/photos/marketing-digital-seo-google-1725340/

 

A pandemia do Coronavírus (COVID-19) deixou o mundo em completo estado de choque. Cidades inteiras estão entrando em bloqueio, os preços das ações estão caindo e as pessoas estão sendo despedidas em um ritmo massivo.

Como proprietário de uma empresa durante esse período, você pode estar se perguntando:
●    Como isso afetará meus negócios?
●    Como vou manter meus clientes?
●    Devo tentar divulgar meu negócio durante esse período?

A resposta às perguntas 1 e 2 varia de acordo com a natureza do seu negócio, mas a resposta à 3 é, em todos os casos, um sonoro SIM.

Agora é a hora de marketing, mais do que nunca. O mundo inteiro está colado aos seus dispositivos para se manter atualizado com o que está acontecendo em seu país, em todo o mundo e nas comunidades e empresas em sua área local. O marketing girou em torno de alcançar as pessoas onde elas estão agora – online.

Algumas agências de marketing digital, estão tendo um aumento cada vez maior na demanda de serviços, como gestão de redes sociais e criação de sites. Isso mostra o quanto o mercado está se voltando para o mundo digital.

O marketing digital é a chave para manter seus clientes informados, alcançando clientes potenciais e saindo à frente de seus concorrentes quando toda essa crise acabar. Os 3 principais benefícios de continuar seus esforços de marketing.

Dicas para execução em todo o marketing digital
Como marca, é importante estar atento a como as pessoas se sentem durante a crise. Mostrar empatia torna sua marca mais agradável e o respeita ainda mais. A linguagem e as imagens precisarão ser escolhidas com cuidado.

Não tenha medo de usar diferentes caminhos do marketing digital. Apenas esteja atento a todas as tendências.

Utilize o Marketing nas redes sociais
Todo mundo está online mais do que nunca hoje em dia, e as pessoas estão se conectando por meio das mídias sociais. Com maior alcance, envolvimento e tempo gasto nas várias plataformas sociais, é hora de ter uma estratégia de conteúdo forte em vigor. Coloque sua marca na frente de clientes em potencial e fique presente em seus seguidores.

Tenha um plano de marketing de mídia social para envolver os seguidores, de modo que, quando eles postarem um comentário ou pergunta, você esteja respondendo rapidamente. Acompanhamento e engajamento fazem maravilhas com o atendimento ao cliente, mesmo nas redes sociais.

Maximize seu alcance na mídia social usando hashtags relevantes. Faça pesquisas para encontrar as hashtags que estão sendo usadas em seu setor. Hashtags relevantes estendem seu alcance ao mesmo tempo em que retratam sua marca sob uma luz positiva.

Pense no que suas marcas oferecem, no que você está fazendo durante esse período. Use hashtags que sejam relevantes para o que sua marca está fazendo para encerrar o COVID-19 ou como você os está apoiando.

Otimize suas páginas através do SEO
A Otimização de Mecanismos de Busca é a maneira orgânica de mover seu site nas classificações dos buscadores. As múltiplas facetas são selecionar palavras-chave alvo que você deseja classificar, otimizar suas páginas com essas palavras-chave, blogs e adquirir backlinks.

SEO é um processo que leva tempo para melhorar sua classificação. Vá até o seu site e analise as palavras-chave atuais. Pode ser hora de fazer ajustes se suas classificações não estiverem onde você deseja.

Você também pode descobrir que seus concorrentes estão diminuindo seus esforços de SEO, o que significa que sua marca pode crescer mais rapidamente do que o normal.

Por que mover para cima nos motores de busca agora é tão importante?
Se você está aberto para negócios agora, é ainda mais importante estar na página 1. Com muitas empresas fechadas, você deseja que os clientes possam encontrá-lo. Se eles estão prontos para comprar e procurando um negócio que possa ajudá-los, você pode aumentar suas vendas.

Se o seu negócio não está aberto, você quer ficar na mente deles, pois você vai abrir novamente após o COVID-19 e você pode estar no topo da lista para voltar assim que a vida voltar ao “normal”.

Como lidar com vendas online
Quer você venda um produto ou serviço para uma empresa B2B ou B2C, trata-se de construir relacionamentos. Todas as empresas se beneficiam de clientes em potencial por meio do funil de vendas.

O funil de vendas é um processo passo a passo que seu cliente em potencial realizará desde o primeiro contato até a compra. É mais largo na parte superior e mais estreito na parte inferior.

Cada estágio do funil empurra os clientes em potencial para o próximo estágio, enquanto filtra aqueles que não são adequados para sua oferta.

Em alguns casos, isso leva tempo, então por que não começar agora e continuar trabalhando para aumentar seus clientes? Isso definirá sua marca para o sucesso após a crise.

Sim, o marketing digital pode salvar empresas durante pandemia. Ele foi uma saída para muitas empresas e continuará sendo por um longo tempo. Se a sua empresa não está incluída nesta realidade, aproveite as dicas e comece o mais rápido possível.

Fonte: Acontecendo Aqui
https://acontecendoaqui.com.br/marketing/marketing-digital-pode-salvar-empresas-durante-pandemia-entenda-0
Imagem: Pixabay

Montadoras x locadoras: o império contra-ataca

Montadoras (mesmo com os seus passos de tartaruga) começaram a enxergar a locação de veículos um nicho de mercado em que também podem atuar

Caro leitor, digníssima leitora: dentro daquela nossa filosofia de escrever no conceito “rodriguiano” de ser (de mostrar a vida como ela é), sempre achamos meio esquisito o endeusamento feito às empresas de locação de automóveis listadas na B3.

Num primeiro momento, na visão do estagiário, a gente deixava para lá. Afinal de contas, somos daqueles que acreditam que título de capitalização é um bom negócio!

Além disso, temos um zilhão de excelentes analistas que conseguem enxergar uma série de fatores, onde o estagiário meio “zarolho” não consegue ver…

Mas, como são mais de 20 anos estagiando no setor automotivo, nós tínhamos (temos) algumas dúvidas. E quais eram as nossas dúvidas?

Quando conversamos com a “gringaiada”, a visão que tínhamos (naquele mundo acima da linha do Equador) era de que o negócio de locação – apesar de ser bom – possuía margens operacionais bem estreitas. Era basicamente matar um elefante por dia, para retirar só 1 kg de filé mignon.

Tanto que uma das montadoras mais tradicionais do mundo (a Ford), se desfez da Hertz lá em 2005, já que, na visão deles (e da grande maioria das montadoras), o mercado de locação de carros não é um grande negócio – para eles. Só relembrando que, em maio deste ano, a Hertz entrou com pedido de recuperação judicial.

Mas, descendo para o mercado abaixo da linha do Equador, e entrando em terras tupiniquins, eis que encontramos a jabuticaba, que só existe por aqui!

E aí, a pergunta que a “gringaiada” faz para nós é: como isso é possível?

Na visão simplista do estagiário, a grande sacada delas (locadoras) é que elas (sabiamente) utilizam de todas as ferramentas jurídicas/tributárias para fazerem grandes aquisições de veículos e, posteriormente, os revenderem.

Na nossa visão, elas estão mais para grandes lojistas de carros usados (ou seminovos) do que de locação… Lógico que a operação de locação ainda é rentável. Tivemos o advento da “uberização” no mercado de trabalho, terceirização das frotas e por aí vai. Mas o “core business” (para nós) é mais na compra e venda do carro.

E não tem nada de errado nisso… ponto positivo para todas elas! Elas perceberam que existe uma pressão de produção mínima pelas montadoras, que existe uma série de brechas tributárias/jurídicas, e cresceram nesse conceito.

E as montadoras as viam (algumas ainda as veem) como uma parceira. Aquela parceria no estilo: “tá ruim, mas tá bom”, mas não deixa de ser uma parceria. Queria eu lá atrás não ter comprado o meu título de capitalização, mas sim comprado – por exemplo – ações da Localiza.

E tudo seria lindo e maravilhoso!

S-E-R-I-A

Mas quando foi que elas pisaram na bola?

Um dos pontos que eu imagino é que uma boa parte dos executivos que tocam as locadoras devem ter sido aquelas crianças criadas a base de pera-com-leite, ou eram crianças criadas em apartamento com carpete… ou algo do gênero.

A regra universal de quando você é criado na rua é: nunca arrumar treta com alguém que seja maior do que você. E a segunda regra é que, se você arrumou a treta, lembre-se: quem bate esquece, quem apanha, nunca!

E aí, elas bateram… e se esqueceram!

O que aconteceu? Há uns 3-4 anos, teve uma locadora que decidiu, depois de um ano, devolver um lote de carros que havia adquirido. E devolveu pelo mesmo preço que pagou. Foi uma medida AUDaciosa que essa locadora tomou junto com essa montadora que não vamos nomear.

Gente… vocês têm ideia? Imagine – por exemplo – você comprar 100 carros a R$ 80 mil (R$ 8 milhões), e, depois de um ano, chegar na montadora e dizer que não gostou, pedir o dinheiro de volta e devolver a frota?

Foi mais ou menos isso que aconteceu…

E a regra mais universal de todo setor automotivo é: NUNCA ME DEVOLVA UM CARRO!

NUNCA! Nem em sonhos… e essa regra é uma regra universal que transcende todo o multiverso!

Mesmo se você tiver um contrato dizendo que pode fazer isso, você NÃO pode fazer isso! Sabe… é daquelas regras/leis para “inglês ver”.

Mas, não… o caboclo tinha que ir lá e me devolver um lote de carros. Vocês não têm noção do perrengue que isso gerou na montadora!

Parecia a Revolução Francesa… a guilhotina ceifou diversas cabeças – e não foram as do baixo clero.

E, neste momento, o rastilho de pólvora foi acesso!

O que o pessoal começou a pensar: se tem uma locadora que tem a coragem de fazer uma presepada dessas com outra montadora, eu posso ser a próxima. Vários executivos que fazem a gestão de contas com locadoras começaram a pensar duas vezes na hora de negociar. Da mesma forma que as montadoras (mesmo com os seus passos de tartaruga) começaram a enxergar a locação de veículos um nicho de mercado em que também poderiam atuar.

Foi neste momento que as montadoras decidiram contra-atacar!

Primeiro, foi a Toyota com o seu Kinto:

Depois, tivemos a CAOA-Chery com o seu programa de locação:

A penúltima (semana passada) foi a Volkswagen, lançando seu programa de locação de veículos:

E nesta semana (será lançado na sexta-feira), vai para a rua o programa da Fiat. Mas não da montadora FIAT, o da associação dos concessionários Fiat (ABRACAF). Eles (os concessionários) decidiram montar uma empresa de locação de carros (a LEVEN), pois, afinal de contas, a ABRACAF possui mais de 521 concessionárias associadas espalhadas pelo Brasil inteiro, e nada melhor do que elas próprias para depois revenderem o veículo seminovo. A previsão da ABRACAF é ter 100% de adesão dos seus 521 concessionários no menor espaço de tempo.

Como disse no começo do texto, existe um zilhão de excelentes analistas que conseguem visualizar melhor o que poderá acontecer com os papéis das locadoras que são listadas na B3, diferentemente do estagiário aqui. Mas o que ouvimos/percebemos dos players do setor automotivo é que as montadoras (e concessionárias) decidiram contra-atacar com tudo o mercado das locadoras. E, aqui, as locadoras terão que ter muita “força” para poder aguentar o tranco.

Essa possível fusão Localiza-Unidas é um claro sinal disso.

Mas, mesmo assim, nos atrevemos a indicar um cenário bem nebuloso para as locadoras (acho que vou continuar com meu título de capitalização…)

 

Por: Raphael Galante
Fonte: Infomoney

Montadoras x locadoras: o império contra-ataca

O distanciamento social e as novas maneiras de olhar e cuidar da saúde física e mental

A crise de saúde pública que estamos vivenciando, o aumento de casos de estresse e ansiedade, a atenção com a saúde mental entre amigos, familiares

Muito tem se falado sobre o impacto da pandemia e do distanciamento social na vida das pessoas. Com isso, o novo normal, o novo consumidor, o novo mundo passam a fazer parte da nova realidade. Acredito que muitas dessas previsões são verdadeiras, obviamente o período de quarentena transformará hábitos, mas é importante entendermos que muitas dessas mudanças serão internas e a longo prazo. Quando entramos na questão da saúde, essas modificações se tornam ainda mais claras. Já houve um aumento de 226% de instalações não-orgânicas – ou seja, aquelas que tiveram investimento em publicidade e anúncios pagos – de aplicativos voltados para exercícios físicos, de acordo com estudo divulgado pela AppsFlyer. Outro dado bastante interessante é que a venda de itens para exercícios em casa, como colchonetes e cordas, cresceu quase 10 vezes, segundo o site Netshoes.Acredito que a preocupação com a saúde se tornará algo mais profundo. Estamos vivendo uma crise de saúde pública que afeta o mundo inteiro de maneira drástica. Muitas pessoas perderam ou estão perdendo familiares e amigos, outras estão passando por momentos complicados relacionados a crises de depressão ou ansiedade, por exemplo.

A questão da empatia, a preocupação com o próximo e o cuidado com a saúde mental estão se tornando debates cada vez mais comuns – ainda bem!Saúde mental é um tema que já vinha ganhando visibilidade nos últimos tempos, mas isso vem crescendo rapidamente durante o distanciamento social. O que todos os médicos especialistas concordam é que, sem sombra de dúvidas, o primeiro passo para cuidar da saúde mental é cuidar da saúde física. Exercícios físicos são a forma mais natural de estimular a endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina no corpo – hormônios responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar, além de aliviar dores e relaxar o organismo. Quando se pratica atividades, todos esses hormônios são potencializados no corpo humano, trazendo uma sensação de prazer e motivação para superar limites e momentos difíceis.Existem estudos que afirmam que esses hormônios são benéficos no combate de possíveis patologias, como o estresse e a ansiedade, doenças cada vez mais comuns nos dias de hoje e que ganham destaque pelo crescimento exacerbado na sociedade moderna. Por terem enorme poder na melhora do humor, aliviam, inclusive, casos de depressão. Como afirmei no início deste artigo, a palavra novo vem sendo cada vez mais utilizada desde o início do período de distanciamento social. Mas será que, mais do que falar sobre o novo, não é a hora de começarmos a trabalhar com essa nova realidade e transformar a nossa rotina? O que quero dizer com tudo isso é que, mesmo que você tenha sido sedentário boa parte da vida, ou que a correria do dia a dia deixasse os cuidados com a saúde em penúltimo ou até mesmo último plano, ainda é possível transformar essa realidade.

Que tal aproveitar o tempo em casa para começar a praticar exercícios físicos? Existem muitas opções e isso, com certeza, transformará a sua vida, trazendo mais qualidade em todos os aspectos da sua rotina. A crise de saúde pública que estamos vivenciando, o aumento de casos de estresse e ansiedade, a atenção com a saúde mental entre amigos, familiares e até mesmo dentro das empresas, devem ser um sinal de alerta para todos. Será que todos esses fatores, que muitas vezes eram esquecidos, não precisam ganhar mais atenção da nossa parte a partir de agora? Vamos aproveitar esse momento, olhar para dentro de nós e entender onde podemos evoluir. Assim, quando tudo isso passar – e vai passar -, estaremos prontos para sermos pessoas melhores, transformando o mundo em um lugar melhor.

Faça parte dessa mudança!

Por: Fabio De Lucca – Gestor de expansão do YUp!, app que oferece mais de oito mil horas de exercícios para serem praticados em casa
Fonte: AcontecendoAqui
https://acontecendoaqui.com.br/comunicacao/o-distanciamento-social-e-novas-maneiras-de-olhar-e-cuidar-da-saude-fisica-e-mental

 

Como as Fintechs estão ajudando as PMEs na crise

No momento em que a pandemia foi anunciada, empreendedores tiveram apoio de startups e puderam seguir nos negócios, apesar da crise ter chegado

Quando analisamos os principais conceitos das Fintechs – agilidade, liberdade e preço baixo – entendemos porque elas vêm despertando o interesse das pequenas e médias empresas brasileiras. Com menos burocracia e gastos, os empreendedores viram nessas empresas a possibilidade de gerir as finanças e investir em tecnologia com menos gastos. No momento em que a pandemia foi anunciada, as PMEs tiveram apoio de startups e puderam seguir nos negócios, apesar da crise ter chegado.

Mudar do tradicional para o novo exige conquista e nem todo empresariado está disposto a arriscar. Uma pesquisa feita pelo Google Brasil em outubro de 2019 com 500 usuários de serviços financeiros de todas as regiões do país mostra que 41% deles disseram não estar dispostos a usar esse tipo de serviço. Outros 42% disseram que não sabem se estariam dispostos a mudar para uma startup. Apenas 17% disse que está disposto a abrir nova conta, trocar de cartão, mudar seus investimentos, contratar créditos de uma startup financeira com certeza.

Ainda que grande parte da população não pense ainda em usar os serviços de uma Fintech, o pequeno empresário vem dando mais atenção a essas soluções – principalmente o jovem empreendedor. A pesquisa do Google mostra que os pertencentes a Geração Z são mais propensos a mudar para uma startup. Mais de 25% dos entrevistados com idade entre 18 e 24 anos afirmaram que usariam os serviços de uma Fintech. O número cai, porém, para 15% entre aqueles com idade acima de 25 anos e, entre os acima de 45 anos, está em 12%. A boa notícia é que a aceitação vem aumentando em todas as faixas etárias.

Via de mão dupla

As Fintechs de sucesso nascem exatamente dos vácuos deixados pelas grandes organizações e aí encontram a oportunidade de mostrar todo potencial que possuem e quebrar os preconceitos que poderiam existir. Um exemplo são as que oferecem serviços por meio de plataformas de Banking as a service (BaaS) – uma inovação que viabiliza a atuação de empresas que não são do setor financeiro. Com uma cartela de recursos cada vez mais atualizada e ampla, elas oferecem aos clientes ainda a segurança e operações mais modernas.

Um fator que já é bastante cobrado desse nicho é a questão da experiência do usuário. Conforme o universo de pagamentos se expande, a experiência do cliente está se tornando o principal diferencial competitivo. Ou seja, a PME pode se igualar aos grandes players por poderem utilizar das mesmas ferramentas como Internet das Coisas, Big Data, Biometria, entre outros.

Além de criar insumos de concorrência igualitária e criar soluções para o empreendedor, as Fintechs estão atuando lado a lado com esses clientes – que são os que mais apoiam e precisam delas nesse momento.

Cases

A plataforma Precisamos e a fintech Hybank criaram uma função específica para os empreendedores que sofrem com as dificuldades de acesso a crédito. O Hybank atua diretamente com o microempreendedor e oferece assessoria financeira, de negócios e também em áreas como Marketing, design, tecnologia e atendimento. Esta ação foi pensada justamente para o momento de pandemia.

O usuário que necessita de ajuda se cadastra em uma categoria específica, como pagamento de contas, recebimento de alimentos perecíveis e não perecíveis. A nova categoria batizada de “auxílio ao microempreendedor” conecta quem necessita de ajuda ao Hybank. A equipe da startup recebe um e-mail com os dados de quem se cadastrou no site e agenda uma consultoria gratuita, auxiliando em dúvidas e boas práticas de gestão para enfrentar a crise.

Já a XP Inc. e a securitizadora VERT lançaram a DuAgro, fintech voltada para facilitar o acesso do produtor rural brasileiro a linhas de crédito desenhadas especificamente para o campo, promovendo o financiamento para a compra de insumos agrícolas. O foco de atuação são os pequenos e médios produtores, que juntos, respondem por cerca de 70% do valor da produção total da agropecuária brasileira. Esse grupo enfrenta dificuldade de acesso ao crédito, concentrado em poucos bancos e indústrias. Nesse contexto de crédito rural subsidiado, a DuAgro facilitará a disponibilização de recursos aos agricultores por meio da indústria e dos distribuidores de insumos.

A Remessa Online, plataforma brasileira de transferências internacionais que já transacionou mais de R$10 bilhões em mais de 100 países desde 2016, lançou uma campanha para comunicar o serviço de remessa internacional para empresas. O foco é facilitar a vida dos pequenos negócios que recebem pagamentos por serviços prestados a empresas e muitas vezes são esquecidos pelo sistema tradicional. Desenvolvedores de softwares, produtores de conteúdo e de vídeo, jornalistas, e outros profissionais que atuam como MEI ou ME e tem esse fluxo frequente com outros países, são alguns dos profissionais que serão contemplados com essa nova funcionalidade.

Compre o estudo: “Fintech: o duelo silencioso do novo e tradicional no mercado financeiro” e outros estudos de mercado, além de ferramentas e pesquisas no Mundo do Marketing Inteligência.

 

Por: Priscilla Oliveira
Fonte: Mundo do Marketing

CEO da Coca-Cola reforça o papel da inovação em rede

Na liderança na companhia desde 2016, Henrique Braun fala sobre o papel da troca de conhecimento no mundo da digitalização, inclusive com concorrentes

Em maio deste ano, a Coca-Cola Brasil se uniu a oito empresas de alimentos e bebidas, entre elas Ambev, Heineken e Nestlé, em prol da iniciativa Nós, que apoia a retomada do pequeno negócio afetado pela crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus. Sentar junto a concorrentes não seria algo pensável há alguns anos, mas diante do contexto de uma pandemia e do rápido processo de digitalização que as empresas vivenciam, isso se faz necessário e produtivo, defende Henrique Braun, CEO da Coca-Cola Brasil.

Na liderança da companhia no Brasil desde 2016, Braun iniciou um processo de transformação digital e inovação que se desdobra em novas plataformas de contato com o consumidor, dinâmicas de trabalho mais ágeis e flexíveis e a vivência, na prática, do conceito de colaboração em rede. “A pandemia reforçou o que já discutíamos há muito tempo: atuação em rede. Resolver problemas complexos passa por essa atuação onde é necessário colaborar, sentar com parceiros, concorrentes, organizações sociais e unir esforços para que as ações sejam efetivas e não apenas teoria”, diz Braun.

Em entrevista na edição semanal de Meio & Mensagem, cuja integra, bem como o acervo, estão disponíveis até o fim de junho liberados para acesso gratuito pela plataforma Acervo, o executivo também falou sobre sua relação com o marketing e o papel da inovação nos processos de construção de marca.

M&M – Quais os aprendizados no projeto Nós que podem ser levados para as práticas de negócios de agora em diante?
Braun –
O aprendizado é pegar esse conceito de rede e identificar quais são as oportunidades. E, mais do que isso, quais as plataformas em comum que podem existir. E a digitalização é uma delas. As empresas já vinham aprendendo com as startups e companhias de tecnologia que a digitalização de um setor ou ecossistema dentro daquilo que a economia aberta prega é muito construtivo para toda um indústria.

M&M – De que maneira seus aprendizados na China e Coreia do Sul ajudaram neste novo período de digitalização da Coca-Cola no Brasil?
Braun –
Quando eu cheguei ao Brasil, em 2016, estávamos no meio de uma crise e era muito importante e inevitável que fosse iniciada essa jornada digital. Para que não perdêssemos essa onda da digitalização e considerando que esse processo acontece de forma exponencial, decidimos por atuar na digitalização de forma holística olhando para o contato consumidor, com nossas interações com ele, nossa forma de trabalho interno, a maneira que as equipes interagem em nosso prédio e foi crucial iniciar aquele processo naquele momento.

M&M – O que já dá para dizer sobre o impacto da pandemia no processo de digitalização das empresas?
Braun –
Primeiro que estamos trabalhando remotamente de forma super eficiente. Já fazíamos isso na Coca-Cola, digitalizando reuniões, mas a maneira como ocorre agora é muito mais simbólica. Mas o crucial neste momento de mudança tão rápida é ter o conceito de consumercentric muito incorporado. Se já falávamos de escutar o consumidor e humanizar todas as interações do ponto de vista de necessidades, agora é ainda mais importante que isso ocorra. Nós, consumidores, somos mais exigentes agora, queremos nossos serviços e produtos de forma mais rápida e eficiente. E isso não passa apenas pelo direct to consumer, como a Coca-Cola já vinha fazendo, e é impossível começar a ter esse nível de aproximação com os consumidores e deixar de ter insights. E isso potencializou o contato que já tínhamos com nossos consumidores e com os consumidores de nossos parceiros de marketplace como Carrefour, Pão de Açúcar e Magalu, para citar alguns exemplos.

M&M – No caso da transformação digital, o que muda o fato de a Coca-Cola estar se transformando globalmente, quais os aprendizados desse potencial global?
Braun – 
O grande diferencial de atuar em mais de 200 países, eu diria, é que em uma atuação global você consegue lidar com tendências que serão globais e que podem se acelerar em mercado diferentes em ritmos diferentes e de maneiras diferentes, mas são globais. Natural que os pontos de maturidade sejam diferentes, mas o impacto é global. A digitalização é uma plataforma global, temos mercados mais ou menos desenvolvidos que outro. A China e a Coreia do Sul e os Estados Unidos, por exemplo, são mercados que podemos nos espelhar e nos inspirarmos, mas o aprendizado que tivemos na América Latina, por exemplo, é que foi fundamental não ter o olhar voltado apenas para as operações locais e compartilhar as soluções e testar em vários mercados.

M&M – Em quais tipos de disciplinas ou soluções a Coca-Cola Brasil já se tornou referência para outros mercados?
Braun –
Aqui, destacou-se o desenvolvimento de parceira com os food agregators. Nos tornamos uma referência global de como fazer interações nos diferentes players gerando valor e conexão com o consumidor de forma diferente. Na América Latina temos plataformas de trabalho que ajudam a capturar os aprendizados de todas as unidades. Ou seja, a plataforma de digitalização é global, mas os centros de excelência vão modificando suas vocações de forma natural. Mas posso afirmar que digitalização é prioridade em todas as unidades de negócios pelo mundo.

Por: Luiz Gustavo Pacete
Meio & Mensagem

Marketing abraça Metodologias Ágeis

Empresas como FIAT e Avon já estão colhendo frutos de uma nova relação com o seu consumidor a partir de métodos baseadas em tecnologia disponíveis no mercado

As Metodologias Ágeis estão em lua de mel com o Marketing. Cada vez mais a gestão das empresas ganha com a implementação de métodos que agilizam os processos na operação e os grandes players de diversos segmentos já estão colhendo os benefícios dessa implementação.

Na FIAT, a Gestão à Vista foi decisiva para melhorar os números de pós-venda e de relacionamento com o consumidor. A estratégia foi baseada no Lean Manufacturing com o objetivo principal de fazer a marca voltar aos quase 23% de participação no mercado de vendas de automóveis no Brasil que tinha em 2013.

Em novembro de 2018, esse número caiu para 12,2% e isso serviu de combustível para a empresa arrancar em direção às inovações. A partir da implementação de metodologias ágeis, a FIAT conseguiu analisar todo o processo de vendas e pós-venda com mais eficiência, qualidade e velocidade nas tarefas. “Esta é uma filosofia que visa eliminar desperdícios de produção e entregar maior valor agregado ao cliente”, diz Carolina Hartmann, Diretora Comercial da Isoflex, empresa que implementou metodologias ágeis na montadora.

Método Lean nas operações FIAT
De acordo com a executiva, uma das vantagens para as concessionárias são quadros de gestão visual com informações claras e expostas de maneira direta e simples como programação de agendamento do dia e dos serviços; peças de BO e taxa de atendimento de OS. “Esses quadros formaram a base da Implementação da Gestão Visual de Processos de Serviços e de Peças”, aponta Nobuyuki Taniguchi, Gerente de Desenvolvimento da Fiat.

O resultado foi percebido em diversos setores operacionais da empresa de acordo com Taniguchi. O impacto é perceptível no agendamento ágil de serviços, comunicação interna, distribuição de serviços, visualização de peças na oficina, entre outros. Além disso, a montadora aumentou a capacidade de veículos nas oficinas e o faturamento em peças consequentemente. “Tivemos ganhos reais de produtividade e eficiência no processo, desde o agendamento até a entrega”, afirma Nobuyuki.

Uma das startups brasileiras que nasceram com a cultura Lean é a Pipefy, que usa a metodologia ágil como pilar de funcionamento desde 2014. A empresa fornece uma plataforma SaaS (Software as a Service ou Software como Serviço, em português,) intuitiva e customizável de gerenciamento de processos.

Inteligência Artificial Avon
Além da eficiência em processos internos a startup consegue implementar o método Lean em outras empresas onde todos os envolvidos conseguem executar tarefas, controlar fluxos e prevenir falhas com autonomia. Para Leonardo Tomadon, especialista no método Pipefy, ao estimular o time a fazer mais com menos a empresa, está empoderando os colaboradores com autonomia para resolver problemas e evitar erros.

Outra empresa que adotou soluções ágeis, foi Avon, para o lançamento da Assistente Virtual da empresa, escolhido justamente no Dia da Revendedora Avon, que acontece em março. A Bela, nome escolhido pelos funcionários e funcionárias da empresa, é um chatbot com Inteligência Artificial que consegue interagir com as revendedoras. Além de gerar engajamento, a ferramenta torna possível consultar débitos, pedir 2ª via de boleto, acompanhamento dos pedidos, entre outros serviços.

“A Bela faz parte da Transformação Digital da Avon para simplificar as relações e a comunicação, e aumentar a agilidade da revendedora. É uma ótima oportunidade para estar mais próximo a ela, dando um suporte mais rápido”, completa Danielle Bibas, Vice-Presidente de Marcas, Comunicação e Cultura Corporativa da Avon.

 

Foto: Depositphotos
Por: Thiago Terra / Mundo do Marketing

Estudo aponta que ainda há divisão entre on e off.

Pesquisa do Grupo de Mídia RJ com a Casa7 ouviu profissionais do Rio e de São Paulo; 89,4% dos entrevistados acham que área passa por mudanças que estão longe do fim.
No ano em que completa 48 anos de atuação no mercado, o Grupo de Mídia do Rio de Janeiro investiu em um projeto para fazer uma radiografia da área, levantando também questões como relevância das agências, modelos de atuação e, principalmente, mudanças pelas quais passa a mídia em si. Realizado pela entidade em parceria com o instituto Casa 7, o estudo foi desenvolvido em etapas qualitativa e quantitativa com profissionais seniores e juniores de empresas no Rio e em São Paulo. Os dados levantados mostraram que 89,4% dos participantes concordam que a área de mídia passa por um processo de mudança que está longe de acabar.
“Começamos a pesquisa no tom de que a mídia perdeu espaço, mas concluímos que o profissional de mídia, se não for o mais importante, é um dos mais dentro de uma visão global da construção de planos integrados em que é fundamental entender a jornada do consumidor”, detalha Fátima Rendeiro, conselheira do Grupo de Mídia do Rio. Para ela, é papel das entidades espalhar sementes e trazer discussões como esta, levantando informações e conhecimento para serem compartilhados. “Há uma necessidade de uma consciência maior. Nós temos sim a responsabilidade pelo que está acontecendo”, fala.

O estudo mostrou que a sensação é de que o mercado ainda é repartido entre as áreas on e off com movimentos recentes de integração: 69,2% dos entrevistados acreditam que as agências estão começando a fazer o processo de integração, enquanto 17,3% consideram que ainda são divididas e apenas 10,6% veem o mercado totalmente integrado. Por sua vez, 85,6% dos profissionais ouvidos disseram que é preciso uma mudança radical de mindset sobre o papel da área e 68,3% veem os clientes como as verdadeiras alavancas dessa transição.

O perfil do novo profissional de mídia, em meio a um cenário de transformação, também foi abordado. Para 70% dos participantes, hoje está profissional é híbrido, o que não quer dizer que tenha que ser especialista em todas as áreas técnicas. Entre os entrevistados, 91,4% concordam que o profissional de mídia precisa ser cada vez mais multidisciplinar para que possa ser relevante no cenário atual. “A capacitação, vista como despesa e não investimento, tem de ser obrigatoriedade. Não se pode descartar profissionais que tem senioridade, experiência, e conseguem trazer inputs muito importantes porque não dominam plataformas tecnológicas que mudam em seis meses”, observa Fátima. Em sua visão, é essencial ar condições a este profissional de se atualizar.

O estudo mostrou ainda que, para 72% dos entrevistados este profissional precisa ter um perfil mais analítico e crítico e menos burocrático; 64% avaliam que ele precisa ser um bom negociador no contexto dos projetos e 64% disseram que eles necessitam estar articulados dentro da própria agência. “Transitando bem entre áreas, tomando à frente a operação, entendendo o que cada um no time está fazendo. É algo maior que liderança pois os processos são colaborativos”, pontua a conselheira do Grupo de Mídia do Rio.

 

Fonte: Meio & Mensagem
Foto: Fatima Rendeiro, conselheira do Grupo de Mídia do Rio de Janeiro (Crédito: Rodrigo Castro)