O impacto da pandemia no valor das marcas

Presença, confiança e afinidade foram base da relevância dos anunciantes destacados no ranking Best Global Brands 2021.

A pandemia influenciou o modo de consumo das pessoas, digitalizando atividades, transformando tarefas, desde trabalho até em casa. As marcas precisaram apostar em uma reconstrução de sua relação entre negócios e sociedade. “As marcas mais influentes de 2021 estão construindo sua relevância além do consumo a partir de três dimensões: a presença, criando uma voz ativa nos assuntos de interesse de seu público; a confiança, agindo de acordo com um propósito que também seja relevante para a sociedade; e, por fim, a afinidade, desempenhando um papel significativo na vida dos clientes, tomando posições claras sobre os princípios e prioridades que são fundamentais para eles”, diz Beto Almeida, CEO da Interbrand.

A Interbrand divulgou nesta quarta-feira, 20, o Best Global Brands 2021, que ranqueia as marcas mais valiosas do mundo. As marcas de tecnologia dominaram o top 10. A Tesla registrou o maior crescimento desta edição (alta de 184%), após ter voltado à lista no ano passado, enquanto a Sephora foi a única marca nova em comparação a 2020 (entrou na centésima e última colocação). Assim, o Grupo LVHM passou a ser a primeira empresa a ter cinco marcas em uma edição do Best Global Brands, contando com Louis Vuitton (13º), Dior (77º), Tiffany & Co. (92º) e Hennessy (95º), além da de cosméticos.

O topo da lista é comandado pelas gigantes da tecnologia com Apple, em primeiro, seguida de Amazon, em segundo, e Microsoft, em terceiro. O trio principal corresponde a 33% do valor total da tabela. O Google está em quarto e Samsung, em quinto lugar. Além deles, o top 10 é composto por Coca-Cola, Toyota, Mercedes-Benz, McDonald´s e Disney, nessa ordem.

 

O impacto da pandemia no valor das marcas Best-Global-Brands-Table-2021-1-1

“O que o estudo revela é que as marcas que mais cresceram foram aquelas que souberam estar presentes na vida das pessoas de forma relevante e indo muito além de seu produto ou serviço e que com isso conquistaram a confiança e afinidade de seus consumidores”, explica Beto.

Além da Tesla, que ocupou a 14ª colocação, chegando a U$ 36,270 milhões de valor de marca, num avanço de 26 posições, duas marcas se destacaram em termos de evolução: Salesforce (em 38º, subiu 20 posições, com crescimento de 37%) e PayPal, que agora ocupa a 42ª colocação, subindo 18 colocações com crescimento de 36%.

“As Marcas Brasileiras Mais Valiosas” serão divulgadas pela Interbrand em dezembro.

 

Fonte: Meio & Mensagem

Água de Coco lança coleção com Netflix

Criatividade não conhece fronteiras. Assim, a grife de moda praia Água de Coco lança nesta segunda-feira, 18, a coleção Summer Streamming, em parceria com a Netflix.

 

Ícone da marca de streaming aparece em diferentes leituras em artigos como biquini cortininha, maiô, hot pants e sunga, assim como em camiseta, camisa, shorts, calça e boné

A coleção tem peças masculinas, femininas e sem gênero. O ícone da marca de streaming aparece em diferentes leituras em artigos como biquini cortininha, maiô, hot pants e sunga, assim como em camiseta, camisa, shorts, calça e boné. E complementando a coleção: bowl para pipoca, xícara e espreguiçadeira portátil dupla-face.

Segundo a Água de Coco, há mais afinidade entre as marcas do que se supõe e as peças unem as personalidades das duas marcas e o desejo de fazer parte das melhores histórias dos consumidores.

O shooting para divulgar a coleção foi protagonizado pelos influenciadores Cris Paladino e Julio Reis. A coleção será vendida nas lojas Água de Coco do Iguatemi Fortaleza, da Rua Oscar Freire, em São Paulo, e no e-commerce da marca para todo País.

Coleção tem peças masculinas, femininas e sem gênero (Crédito: Divulgação)
Fonte: Meio & Mensagem

Cibersegurança: sequestro digital e os riscos à reputação

Na última quinta-feira, 19, a Lojas Renner sofreu um ataque cibernético que derrubou parte de seu sistema e deixou o site da companhia fora do ar. No mesmo dia, em um comunicado, a companhia esclareceu que “prontamente acionou seus protocolos de controle e segurança para bloquear o ataque e minimizar eventuais impactos.” A varejista também garantiu que seus principais bancos de dados estavam preservados e que faz uso de tecnologias e padrões rígidos de segurança. O pesadelo da Renner teve fim no domingo, 22, quando o aplicativo e o e-commerce da empresa já haviam sido reestabelecidos.

Ainda na sexta-feira, 20, o Procon-SP teria notificado a empresa pedindo explicações sobre o ataque sofrido. Segundo informações do mercado, o ato criminoso teria sido um ransonware, também conhecido como sequestro digital, em que os dados são capturados em troca de um resgate. Em junho, a JBS USA, subsidiária da brasileira JBS nos Estados Unidos, confirmou ter sido vítima de um ataque como esse e pagou o equivalente a US$ 11 milhões em resposta a ação criminosa. O caso da Renner gerou repercussão, inclusive, entre outras empresas que se solidarizaram com a companhia.

Bruno Telles, COO da BugHunt, e Fellipe Guimarães, CEO da Codeby, explicam como funcionam as invasões aos sistemas de empresas e que riscos eles podem gerar

Em uma live do portal InfoMoney, na sexta-feira, 20, Marcelo Pimentel, CEO da Marisa, ressaltou sua repulsa com o caso e afirmou “não é uma fragilidade deles”, se referindo às lojas Renner. Ataques de grande repercussão, como o da Renner e JBS, ilustram um problema que se intensificou nos últimos meses. Segundo dados levantados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), agência regulada pelo Ministério da Economia, os ataques cibernéticos contra empresas brasileiras cresceram 220% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2020. Já segundo um relatório recente da Gartner, globalmente, o prejuízo financeiro com ataques cibernéticos pode chegar até US$ 50 bilhões em 2023.

Para profissionais que atuam com cibersegurança, a aumento dos ataques está relacionado com a digitalização acelerada. “Acreditamos que o aumento expressivo esteja diretamente relacionado a ‘digitalização forçada’ que as empresas foram obrigadas a passar por conta da pandemia. Muitas empresas migraram seus serviços às pressas por conta da necessidade e com isso muitas vulnerabilidades e vertentes de ataques foram criadas”, aponta Bruno Telles, COO da BugHunt, plataforma brasileira de Bug Bounty, programa de recompensa por identificação de falhas.

Sequestro digital

Mas, afinal, o que são e como funcionam os chamados sequestros digitais? “Sequestro digital é o termo popularmente utilizado para falar sobre a invasão de hackers através de brechas na segurança no acesso à rede ou ao servidor da empresa e também através de e-mail ou pendrive infectado”, explica Fellipe Guimarães, CEO da Codeby, startup de desenvolvimento web e e-commerce. Na prática, por meio de softwares maliciosos os criminosos criptografam arquivos e informações das vítimas e solicitam um valor para resgate. Este tipo de ataque, geralmente, impossibilita o acesso a arquivos e informações e deixa os sistemas inoperantes.

Os danos que podem ser causados por ataques como esse vão desde o prejuízo financeiro até danos sérios a reputação das empresas. “Entre as principais motivações de ataques estão causar dano real, que possa comprometer diretamente os recursos da empresa; vandalismo comercial, tendo em vista interferir na produção e na linha de frente; e o vandalismo de reputação, quando as falhas da empresa vêm à tona e ela pode ficar desacreditada no mercado e entre os clientes, impactando diretamente no valor da marca”, analisa o CEO da Codeby.

Além disso, no caso de vazamento de dados sensíveis dos consumidores, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) responsabiliza as empresas que não garantirem a segurança dessas informações. As companhias podem sofrer sanções administrativas, como a divulgação pública da infração. Ainda neste mês de agosto, entram em vigor também multas que podem chegar até R$ 50 milhões por infração.

Entre as maneiras de tentar evitar ataques estão uma série de medidas de cibersegurança que incluem manter sistemas ativos atualizados, implementar proteção de endpoints até o uso de programas de recompensas, em que as empresas podem contar com auxílio de comunidades de cibersegurança para testar seus sistemas e serviços. “Tudo isso deve ser implementado através de políticas de segurança e normas complementares. Além disso, também é necessária a execução constante de ações para conscientização dos colaboradores quanto à segurança das informações e riscos cibernéticos”, defende o COO da BugHunt.

Fonte: Meio&Mensagem
Por: Taís Farias
*Crédito da foto no topo: iStock 

Final do BBB21 tem 63 comerciais nos intervalos

Anunciantes aproveitam a exposição do último episódio da temporada, que rendeu recordes comerciais a Globo

Exibido na noite dessa terça-feira, 4 (e já no início na madrugada de terça-feira, 5), o último episódio da edição deste ano do Big Brother Brasil reforçou o poder do reality-show em atrair anunciantes. Para aproveitar o interesse da audiência no desfecho da disputa, dezenas de  marcas exibiram mensagens publicitárias no intervalo do programa.

O encerramento do reality, que consagrou a participante Juliette Freire como a campeã, exibiu seis blocos de intervalos comerciais, com 63 filmes publicitários, ao todo. Alguns anunciantes exibiram suas mensagens mais de uma vez, como a plataforma de e-commerce AliExpress, a Amazon e o Itaú.

Parte dessas marcas exibidas na final eram patrocinadores do reality, que investiram para vincular suas marcas ao longo de todo o programa. É o caso de Avon, Americanas, P&G, Amstel, Seara, McDonald’s e PicPay.

Mesmo as empresas que não patrocinaram o BBB aproveitaram a visibilidade da atração para exibir suas mensagens publicitárias, como Natura, Vivo, Tim, Electrolux, Riachuelo, Casas Bahia, Banco Original, Doril, CVC, MyCon, Engov, Motorola, Pão de Açúcar, Addera, Simparic, Magazine Luiza, Uber Eats, Brahma e outros.

Alguns anunciantes aproveitaram a final para estrear suas campanhas na TV, como a Britania, que exibiu a campanha que celebra os 65 anos da empresa e apresenta Ivete Sangalo como garota-propaganda. O TikTok também usou a final do BBB para estrear o conceito #IssoOTikTokMostra.

Dentro do programa, durante os 100 dias de exibição do reality-show, a Globo exibiu 196 ações de merchandising, considerando as exibições das marcas na TV aberta e no Multishow, de 22 anunciantes diferentes. Já no digital, foram 537 ações entre conteúdos patrocinados na página do BBB no Gshow e ativações nas redes sociais oficiais do programa.

 

Por: M&M – 05/05/2021
Foto: Juliette Freire, a campeã do BBB21, é abraçada pelos finalistas Camilla de Lucas e Fiuk (Crédito: GShow)

Consumo de mídia e internet desacelera no Brasil

Nielsen e Toluna apontam recuo no tempo de navegação nas redes sociais e consumo de TV em relação ao início do período da pandemia

Um dos efeitos já conhecidos da pandemia da Covid-19 no ano passado foi o aumento do consumo de mídia. Com a obrigatoriedade de ficar mais tempo em casa – e a necessidade de se informar acerca da ameaça do coronavírus – as pessoas dedicaram mais tempo ao consumo de conteúdo de TV, internet e plataformas digitais. Pesquisas realizadas pelos maiores institutos ao longo de 2020 apontaram esse crescimento das audiências, algo que acabou, de certa forma, beneficiando os veículos de comunicação nos meses mais rígidos de restrição à circulação.

Embora o atual cenário não esteja tão diferente do registrado há um ano atrás, a relação dos consumidores com o conteúdo tem mudado em relação aos meses anteriores da pandemia. Para entender essas transformações, a Nielsen, em parceria com a Toluna, realizou em janeiro uma nova rodada de pesquisa com 1127 consumidores, de todo o País para mapear seus hábitos de consumo de internet, entretenimento, vídeos e uso de tecnologia, de forma geral.

Chamado de Digital Consumer Study, o mapeamento teve uma primeira onda em junho de 2020, quando a ideia era mensuras o impacto inicial da Covid-19 na rotina das pessoas. Agora, os resultados que acabam de ser revelados pelos institutos de pesquisa apontam uma redução do consumo de redes sociais, desgaste de alguns formatos (como as lives), alta do streaming na rotina cotidiana e o crescimento da utilização de desktops para acessar a internet, como reflexo do trabalho remoto.

“O que observamos, de maneira geral, é que após aquela forte alta do consumo de conteúdo e de internet, observada nos primeiros meses de pandemia, voltou aos patamares normais posteriormente”, analisa Stephanie Castus, responsável pela pesquisa Digital Consumer Study na Nielsen. Em junho de 2020, na primeira onda do estudo, 67% dos entrevistados afirmaram que tinham aumentado o tempo dedicado à navergar nas redes sociais. Na edição mais recente, esse percentual recuou para 56%. Ao mesmo tempo, 12% afirmaram que, na verdade, diminuíram o tempo passado nas redes sociais (eram 8% no primeiro levantamento).

Outra diminuição observada foi em relação ao tempo utilizado para assistir a filmes, vídeos ou programas de TV. Em meados de 2020, entre os respondentes, 75% afirmaram que estavam dedicando mais tempo a essas atividades. Já no início de 2021, o percentual recuou para 65%.

A Nielsen e a Toluna destacam, no entanto, que o interesse por conteúdo de streaming deve permanecer mesmo após esse período atípico. Segundo o estudo, o consumo nesses meios já passa o da TV aberta em termos de horas. O YouTube lidera entre os canais de streaming mais utilizados, sendo citado por 86% dos entrevistados. Na sequência, aparece a Netflix, consumida por 77% das pessoas. O Prime Video, da Amazon, fica na terceira posição na lista dos streamings, citado por 42% dos entrevistados.

Na interpretação de Stephanie, da Nielsen, o streaming tende a manter o interesse das pessoas por mais tempo pelo próprio formato dos conteúdos oferecidos por essas plataformas. “As séries e conteúdos dessas plataformas são produzidas para garantir um maior tempo de consumo por parte da audiência, que já criou o hábito de maratonar e assistir às produções continuamente”, diz. Essa lógica também serve para explicar, em sua visão, o arrefecimento do interesse pelas lives, que ganharam as redes sociais e também a mídia tradicional no primeiro semestre do ano passado, mas que foram perdendo espaço nos meses seguintes. “As lives funcionaram como um formato de entretenimento passageiro e não foram capazes de engajar as pessoas a longo prazo. É um tipo de conteúdo voltado ao consumo momentâneo”, pontua.

Se o tempo dedicado ao entretenimento vem diminuindo, em contrapartida, é notável a maior dedicação dos entrevistados ao trabalho: 18% dos respondentes afirmaram passar mais de 15 horas trabalhando, enquanto 23% declarou que trabalha, diariamente, de 10 a 15 horas. Essa rotina impulsionou o uso do desktop no acesso à internet. O device, agora, ficou em segundo lugar como a tela preferida para assistir a filmes e vídeos, perdendo apenas para o smartphone.

Fonte: M&M
Por: Bárbara Sacchitiello
Foto: (Crédito: Carstens Peters/Unsplash)

O que esperar para o TikTok em 2021?

Com chegada de formatos de anúncio no Brasil, TikTok tende a ganhar mais adesão das marcas

O ano de 2020 foi decisivo para o crescimento do TikTok no mundo, especialmente para o engajamento das marcas no aplicativo. Elas se fizeram presentes em conteúdo em suas páginas, com criadores de conteúdo e nos novos formatos de mídia para anúncios. De acordo com especialistas consultados pela reportagem do Meio & Mensagem, as perspectivas são de que a plataforma da Bytedance ainda ganhe espaço estratégico no plano de mídia dos anunciantes conforme ela expanda seus recursos no Brasil e seja bem sucedida em desafios, como o investimento de redes maiores em recursos similares.

O ano de 2021 já reserva alguns avanços para a rede social em termos comerciais. Nos últimos meses de 2020, o TikTok introduziu suas primeiras soluções de mídia no Brasil. Algo esperado desde junho, quando a Bytedance comunicou a criação do TikTok for Business, uma plataforma para marcas que visa auxiliar anunciantes e agências a produzir e gerenciar publicidade no aplicativo. Até então, o TikTok não apresentava formatos de anúncios para marcas.

O que esperar para o TikTok em 2021? solen-feyissa-E7TmHmYqda0-unsplash-1“O caminho natural do TikTok em 2021 é de relevância e expansão nas estratégias de marketing. Em uma conversa recente com o time global do TikTok for Business, percebe-se o quanto esse caminho natural já está sendo desenhado, com boas soluções de mídia em pleno aquecimento e potenciais explosivos”, aponta João Passarinho Netto, VP de estratégia criativa da Jotacom.

Apesar dessa boa notícia para o mercado, os anunciantes não esperaram tais formatos para se tornarem ativos na rede social em seu momento mais acessado em decorrência da pandemia, conforme conta Sérgio Brotto, diretor executivo de mídia da Ampfy. “Os mais inovadores tem perfil e já estão produzindo conteúdos proprietários”, diz. Segundo o executivo, o caminho que trilha o TikTok é sólido e o aplicativo vem ganhando share de investimento do mercado. “Em 2021 vamos ver as marcas e audiência aumentando cada vez mais a presença na plataforma”, prevê.

 

Mesmo o Instagram apostando em ferramentas muito semelhantes aos do app chinês, assim como fez com o Snapchat, Brotto acredita ser mais improvável que o a rede social do Facebook venha a suceder na neutralização do concorrente tendo em vista sua consolidação no gosto popular.

Estratégia das marcas
Dentre as vantagens sobre o uso estratégico do TikTok pelos anunciantes, um ponto ressaltado pelos executivos foi o fácil diálogo com o público mais jovem e adulto que logam na plataforma frequentemente. De acordo com Rick Nelson, CRO da Squid, 90% dos usuários acessam o aplicativo diariamente. Além disso, ele indica que a plataforma tem uma linguagem voltada para o entretenimento, tipo de conteúdo que retém a atenção do público. ” “Acredito que o TikTok seguirá crescendo aceleradamente em 2021 e será fundamental na estratégia de quem busca se comunicar com o público jovem. É um espaço extremamente propício para as marcas se inserirem de maneira estratégica e relevante”, descreve.

Na opinião de Vicente Varela, chief data & media officer da Lew’Lara\TBWA, o TikTok proporciona relevância ao tempo das pessoas, com seus formatos curtos e relevantes, “de modo que respeita o maior KPI da atualidade: o tempo”, afirma. “O foco aqui é o território e o contexto, e não a classificação demográfica. Por essa razão, a implementação estratégica pautada entre contexto e linguagem é a matriz a ser seguida para se atuar na plataforma”, propõe Varela.

Nesse contexto, Varela considera importante usar formatos originais da plataforma para criar conteúdo nativo, acrescentando na experiência do usuário e não visando impacto publicitário. “O mais importante é entender que o TikTok não é mais um canal de distribuição de campanha”, diz.

Outra forma de se fazer presente de forma mais nativa no TikTok é através do uso de influenciadores da plataforma, que se tornaram conhecidos pelo apelido “tiktokers”. Para Isabella Nascimento, gerente de planejamento e estratégia na Samyroad, a inserção do TikTok na estratégia de conteúdo com influenciadores digitais vem se tornando algo cada vez mais presente no discurso das marcas. Isso, segundo a executiva, foi reforçado em 2020 com o crescimento da audiência, o que levou os anunciantes a expandirem seu foco além do Instagram e YouTube.

“Em 2021, o conteúdo em vídeo representará 80% de todo o tráfego da internet. Construir uma comunidade de influenciadores dentro do aplicativo, oferece às marcas uma maneira de tornar sua marca viral, criando interações com a audiência por meio de challenges, hashtags e lives que bombam na plataforma e provocando conteúdo espontâneo a ser criado e compartilhado pelos próprios usuários. O conteúdo criado pelos influenciadores trazem mais engajamento que o conteúdo criado pelo próprio canal da marca”, argumenta.

 

Por: Thaís Monteiro – Meio & Mensagem
**Crédito da imagem no topo: Kon Karampelas/Unsplash

7 milhões de pessoas atingidas e 2 toneladas de ração doadas: a campanha de marketing que viralizou nas redes sociais

“Cada vez que o dog for compartilhado, 1 kg de ração será doado”. Quem usou as redes sociais, principalmente o Instagram e o Facebook, neste final de semana provavelmente se deparou com esta frase seguida da imagem de um (fofo) labrador. A publicação é fruto de uma campanha de marketing que viralizou e atingiu 7 milhões de pessoas em apenas dois dias, gerando uma doação de 2 toneladas de ração no total. A campanha foi criada pelo escritório  Moresco Contabilidade, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, às 10h do último sábado, 12 de dezembro. A meta era doar, no máximo, 2 toneladas, mas em menos de duas horas, metade disso já havia sido batido. “Ficamos apavorados e felizes”, conta Morgana Moresco, 33, diretora do escritório, com exclusividade a PEGN.

A executiva conta que a ideia da campanha surgiu ainda em 2012, fruto de uma história curiosa. Ela, que já trabalhava no escritório fundado por sua família, conta que dificilmente gostava dos presentes que ganhava de aniversário. “Ou trocava, ou não usava”, diz. A solução? Pedir 1 kg de ração para os seus cachorrinhos. A brincadeira foi crescendo e os colegas do escritório começaram a dar o valor em dinheiro, ao invés de carregar um saco de ração no seu aniversário. Daí surgiu a ideia de transformar a brincadeira pessoal em uma ação social do escritório.

Em 2015, fizeram um planejamento estratégico com uma agência de marketing e lançaram a campanha no mesmo formato, só que no Facebook. A cada compartilhamento, 1 kg de ração doado. No primeiro ano, foram 400 kg, no segundo, 700 kg, e em 2017, 1,5 tonelada. Em 2019, no entanto, Moresco se decepcionou: apenas 380 kg. Aí surgiu o plano de fazer em 2020 uma ação mais consistente, com um novo parceiro de marketing. “A agência sugeriu fazermos no Instagram também, porque nosso escritório ainda não tinha uma conta lá”, afirma. Para viabilizar, firmaram uma parceria com a ONG Sítio da Vovó, que abriga mais de 600 cachorros abandonados, em Arroio dos Ratos, no interior do Rio Grande do Sul. Quando a campanha viralizou em menos de duas horas, a executiva conta que ficou tensa. “Começamos a ficar apavorados. Passamos o sábado inteiro no WhatsApp acompanhando e tivemos uma reunião de duas horas no domingo para pensar em tudo”, diz. A solução foi limitar a doação a 2 toneladas, meta original. Mas para não pausar aí, Moresco também decidiu fazer uma parceria com a agência para oferecer ao Sítio da Vovó uma “consultoria de marketing”. Juntas, vão criar redes sociais para a ONG e organizar novas campanhas.

Ela também conta que ficou um pouco chateada com parte da repercussão na internet. “Muita gente desacreditando da campanha. Sou muito amante da causa, confesso que tive até dificuldade para dormir. Mas depois refleti e fiquei feliz, porque também teve muita gente apoiando.”

A entrega ainda está sendo planejada, mas deve acontecer no próximo sábado, dia 19. “Estamos ansiosos para brincar com os cachorros”, diz.

Fonte: Pequenas Empresas e Grandes Negócios

Marketing digital pode salvar empresas durante pandemia: entenda

Imagem: https://pixabay.com/pt/photos/marketing-digital-seo-google-1725340/

 

A pandemia do Coronavírus (COVID-19) deixou o mundo em completo estado de choque. Cidades inteiras estão entrando em bloqueio, os preços das ações estão caindo e as pessoas estão sendo despedidas em um ritmo massivo.

Como proprietário de uma empresa durante esse período, você pode estar se perguntando:
●    Como isso afetará meus negócios?
●    Como vou manter meus clientes?
●    Devo tentar divulgar meu negócio durante esse período?

A resposta às perguntas 1 e 2 varia de acordo com a natureza do seu negócio, mas a resposta à 3 é, em todos os casos, um sonoro SIM.

Agora é a hora de marketing, mais do que nunca. O mundo inteiro está colado aos seus dispositivos para se manter atualizado com o que está acontecendo em seu país, em todo o mundo e nas comunidades e empresas em sua área local. O marketing girou em torno de alcançar as pessoas onde elas estão agora – online.

Algumas agências de marketing digital, estão tendo um aumento cada vez maior na demanda de serviços, como gestão de redes sociais e criação de sites. Isso mostra o quanto o mercado está se voltando para o mundo digital.

O marketing digital é a chave para manter seus clientes informados, alcançando clientes potenciais e saindo à frente de seus concorrentes quando toda essa crise acabar. Os 3 principais benefícios de continuar seus esforços de marketing.

Dicas para execução em todo o marketing digital
Como marca, é importante estar atento a como as pessoas se sentem durante a crise. Mostrar empatia torna sua marca mais agradável e o respeita ainda mais. A linguagem e as imagens precisarão ser escolhidas com cuidado.

Não tenha medo de usar diferentes caminhos do marketing digital. Apenas esteja atento a todas as tendências.

Utilize o Marketing nas redes sociais
Todo mundo está online mais do que nunca hoje em dia, e as pessoas estão se conectando por meio das mídias sociais. Com maior alcance, envolvimento e tempo gasto nas várias plataformas sociais, é hora de ter uma estratégia de conteúdo forte em vigor. Coloque sua marca na frente de clientes em potencial e fique presente em seus seguidores.

Tenha um plano de marketing de mídia social para envolver os seguidores, de modo que, quando eles postarem um comentário ou pergunta, você esteja respondendo rapidamente. Acompanhamento e engajamento fazem maravilhas com o atendimento ao cliente, mesmo nas redes sociais.

Maximize seu alcance na mídia social usando hashtags relevantes. Faça pesquisas para encontrar as hashtags que estão sendo usadas em seu setor. Hashtags relevantes estendem seu alcance ao mesmo tempo em que retratam sua marca sob uma luz positiva.

Pense no que suas marcas oferecem, no que você está fazendo durante esse período. Use hashtags que sejam relevantes para o que sua marca está fazendo para encerrar o COVID-19 ou como você os está apoiando.

Otimize suas páginas através do SEO
A Otimização de Mecanismos de Busca é a maneira orgânica de mover seu site nas classificações dos buscadores. As múltiplas facetas são selecionar palavras-chave alvo que você deseja classificar, otimizar suas páginas com essas palavras-chave, blogs e adquirir backlinks.

SEO é um processo que leva tempo para melhorar sua classificação. Vá até o seu site e analise as palavras-chave atuais. Pode ser hora de fazer ajustes se suas classificações não estiverem onde você deseja.

Você também pode descobrir que seus concorrentes estão diminuindo seus esforços de SEO, o que significa que sua marca pode crescer mais rapidamente do que o normal.

Por que mover para cima nos motores de busca agora é tão importante?
Se você está aberto para negócios agora, é ainda mais importante estar na página 1. Com muitas empresas fechadas, você deseja que os clientes possam encontrá-lo. Se eles estão prontos para comprar e procurando um negócio que possa ajudá-los, você pode aumentar suas vendas.

Se o seu negócio não está aberto, você quer ficar na mente deles, pois você vai abrir novamente após o COVID-19 e você pode estar no topo da lista para voltar assim que a vida voltar ao “normal”.

Como lidar com vendas online
Quer você venda um produto ou serviço para uma empresa B2B ou B2C, trata-se de construir relacionamentos. Todas as empresas se beneficiam de clientes em potencial por meio do funil de vendas.

O funil de vendas é um processo passo a passo que seu cliente em potencial realizará desde o primeiro contato até a compra. É mais largo na parte superior e mais estreito na parte inferior.

Cada estágio do funil empurra os clientes em potencial para o próximo estágio, enquanto filtra aqueles que não são adequados para sua oferta.

Em alguns casos, isso leva tempo, então por que não começar agora e continuar trabalhando para aumentar seus clientes? Isso definirá sua marca para o sucesso após a crise.

Sim, o marketing digital pode salvar empresas durante pandemia. Ele foi uma saída para muitas empresas e continuará sendo por um longo tempo. Se a sua empresa não está incluída nesta realidade, aproveite as dicas e comece o mais rápido possível.

Fonte: Acontecendo Aqui
https://acontecendoaqui.com.br/marketing/marketing-digital-pode-salvar-empresas-durante-pandemia-entenda-0
Imagem: Pixabay

Verdade e funcionalidade

Conversas mais simples e próximas transformam influenciadoras de beleza em novas autoridades na comunicação do setor com diferentes públicos

Estudo feito pela Shareablee em 2018 avaliava sob variados aspectos o impacto da ação de influenciadores. Um ponto de destaque era a associação dessas pessoas ao comportamento de compra dos seguidores. Quase a metade daqueles entre 18 e 34 anos (42%) afirmaram testar produtos indicados por um influenciador e 26%, terem feito uma compra com base em recomendação. E a inclinação para as compras após uma recomendação cresce entre os mais jovens: 48% daqueles entre 18 e 24 anos. São números a serem levados em consideração quando se estima que o mercado de influencers já mova mais de US$ 10 bilhões globalmente. E se tem um segmento em que eles — e especialmente elas — se destacam é o de beleza.

Patricia Borges, CMO da L’Oréal Brasil, destaca que nos últimos anos influenciadoras têm se consolidado como importantes formadoras de opinião, possibilitando à companhia e suas marcas compartilhar mensagens, produtos e benefícios de forma genuína. “A migração da comunicação para o digital não é um movimento apenas publicitário, é cultural”, ressalta. Em especial no início da pandemia, a L’Oréal elevou a proporção de mídia digital. Em 2020, até aqui, esse aumento de investimento é de 128%.

Ainda que ressalte crer no mix de meios, a CMO é taxativa em dizer que as influenciadoras, hoje, são parte do negócio. “Quando trabalhamos com uma influenciadora, ela passa a ser a voz da marca para a audiência dela, e, por isso, é importante escolhermos sempre aquelas com propósitos alinhados aos da empresa”. Um exemplo do fortalecimento dessa relação é o projeto “Meu mundo Lancôme”, no qual as influenciadoras criam sua própria loja online no e-commerce da marca com produtos selecionados por elas e que fazem parte de suas rotinas de beleza. “É isso que buscamos: influenciadoras que consigam engajar sua audiência de forma verdadeira”, diz Patricia. Olhar com cuidado KPIs gerados pelas estratégias de influenciadores, tanto quantitativos quanto qualitativos, e a diversidade, para representar um conceito amplo de beleza, ligado a empoderamento e autoestima, com influenciadoras de diferentes idades, biótipos e estilos, também é um foco.

André Farber, vice-presidente de vendas do Grupo Boticário, atribui a ascensão dos influenciadores à democratização da informação. Facebook e WhatsApp fizeram as pessoas migrarem o foco de conteúdo e entretenimento de fontes únicas (TV, revistas) para um “marketplace de informações”. Se inicialmente havia uma onda de super blogueiras, todos de certa forma são um veículo e podem falar de um assunto por afinidade. Ainda que as marcas sigam investindo em super blogueiras, cada vez mais incluem pessoas comuns em seu ecossistema. Quem disse, Berenice?, por exemplo, criou o “Chega Mais”, em que fãs da marca podem promover produtos em suas redes. A afinidade de perfis de produtos e marcas também é ponto-chave. “Se falamos de uma linha de orgânicos, como lançamos agora, vamos falar com quem tem a ver com isso, que atua por uma vida mais natural e tem um público que acredita também”, diz Farber.

Caroline Bertelli, diretora de marketing da Dailus, também ressalta que houve uma transição de meios e o que as influenciadoras fizeram foi surfar a onda muito bem. O discurso de autoridade da mídia viu surgir uma linguagem mais próxima com o público e formas mais didáticas de conversa. “O consumo mais simples e claro de mídia gerou um consumo de forma diferente para outras coisas. Na beleza, passou a haver um resultado imediato das ações que as marcas faziam, de conversão de vendas, no PDV, pelo fato de uma menina ter tirado todas as dúvidas sobre um produto”, diz.

A Dailus, que completará 15 anos em 2021, cresceu oferecendo às influenciadoras seus produtos para produzirem conteúdo, enquanto estas ofereciam a suas audiências uma alternativa de consumo nacional aos importados de custo elevado. Se por muito tempo conteúdos de beleza queriam inspirar, as pessoas buscam agora aquilo que sirva ao seu dia a dia. Com isso, a Dailus fez parcerias de médio prazo com influenciadores como Camila de Lucas, Gessica Kayane; Tássio Santos, jornalista e maquiador negro, do perfil Herdeira da Beleza; e Jéssica Riviery, que tem mais de 500 mil seguidoras no Instagram falando sobre unhas.

Carlos Pitchu, vice-presidente de mídia, conteúdo e comunicação da Natura&Co para América Latina, concorda que para a beleza o trabalho com influencers possa ter mais relevância, mas com o amadurecimento do digital, o caminho é válido para todos os setores. “Para a indústria de beleza, elas nos apoiam de diferentes maneiras, não é somente sobre seu alcance, mas a relevância construída em parceria. Acessam públicos de maneira super inteligente e eficiente, trazem feedbacks, porque estão com o dedo no zeitgest”, analisa. O executivo ressalta que cada categoria de produto tem mix e escolhas diferentes e que “one size does not fits all”, quando o assunto é a relação influencer e mídia. Além disso, o volume de seguidores é quase secundário diante de engajamento, só obtido com conteúdo pertinente e bom serviço.

André, do Boticário, afirma que o investimento mudou bastante dos meios tradicionais para os digitais. Outro ponto é a forma que os profissionais de marketing estruturam as ações: antes poucas e grandes campanhas, com longo prazo, e, agora, numa velocidade muito maior. “Temos mais engenheiros trabalhando com mídia digital, quando no passado eram mais publicitários. Agora, existe um combo de soft e hard, que ganhou peso”, pontua.

Omnicanalidade é um conceito que a L’Occitane en Provence também usa na mídia, segundo Pierry Coni, head de marca no Brasil, ao justificar a extinção da linha online-off-line, para uma comunicação 360º e interconectada. “A dinâmica da comunicação das marcas foi alterada positivamente pelo trabalho das influenciadoras, porque agora podemos nos conectar mais diretamente com novos públicos, nos aproximando através da figura de pessoas conhecidas, que têm alto poder de aconselhamento para suas audiências”, comenta.

No caso de uma marca “masstige” (mix de massa e prestígio, em inglês), diz Pierry, influenciadoras ajudam a reforçar a mensagem de que seus produtos e serviços podem estar no dia a dia de uma pessoa comum. Embora considere número de seguidores e engajamento métricas importantes, a afinidade de filosofia para uma parceria genuína em torno de determinado produto está acima de tudo. Exalta, ainda, o papel das influenciadoras em trazer mais representatividade e diversidade ao setor de beleza.
Para Joana Gasparini, head de digital da sueca Foreo, a tecnologia nos trouxe ao digital, mas as influenciadoras foram indispensáveis para ajudar marcas a entenderem essa nova opção de comunicação. “Elas são essenciais para ajudar a marca a atingir públicos variados. Trabalhamos com elas para educar os consumidores de forma mais prática, rápida”. A Foreo surgiu em 2013, criando uma categoria de aparelhos para cuidados faciais. Os pontos de venda físicos são um lado importante do negócio afetado na pandemia e a marca redirecionou quase 100% do orçamento para o digital.

“Mudamos o tom da mensagem e vimos a audiência crescendo em diferentes áreas. Vimos pessoas mais velhas aprendendo a usar a internet, consumindo via e-commerce”, destaca Joana. Como resultado, a venda online cresceu de abril a junho. Mesmo com a reabertura das lojas e vendas em unidades como Sephora e Amaro, o e-commerce continua relevante, concentrando, agora, 65% das vendas. Inclusive por isso, as ações com influenciadoras seguem relevantes, já que elas, de certa forma, se tornam uma personificação da marca num período como o da quarentena, em que tato e empatia são essenciais. Além disso, elas geram desejo pelos produtos e ajudam na parte educacional.

Gestão de riscos
Influenciadores são pessoas, passíveis de deslizes e comportamentos que eventualmente se descolam dos valores das empresas, e é consenso que a melhor forma de evitar problemas é uma seleção criteriosa. “Temos um processo longo e estruturado na escolha das influenciadoras que trabalham conosco, justamente para evitar incompatibilidades”, diz Patricia, CMO da L’Oréal.

Pierry Coni, da L’Occitane, ressalta como risco, além de uma eventual desconexão da influenciadora com os valores da marca, o fato de a pessoa trabalhar para muitas ao mesmo tempo, o que não gera identidade com qualquer uma delas. O processo de escolha e de construção de um briefing em conjunto é destacado também por Carlos Pitchu. Somente assim haverá compreensão dos objetivos de cada ação. “Mas são pessoas. Compreendemos que, eventualmente, pessoas podem ser mal interpretadas ou mesmo cometer erros. Precisa saber reconhecer e reparar rapidamente, sempre tendo a verdade como matéria-prima”, diz.

André, do Boticário, ressalta dois pontos de atenção no trabalho de influência: fazer algo que não seja verdadeiro, porque vira “investimento à toa”, e, em parceria recorrente com alguma pessoa, fazer essa escolha após um escrutínio maior, porque torna-se quase uma sociedade e é preciso entender com quem a marca está compondo essa sociedade. “Quando trabalhamos só por números podemos pecar nas escolhas. É preciso ter sinergia entre marca e pessoa”, faz coro Joana, da Foreo.

Já Caroline, da Dailus, lembra que crescemos na cultura das celebridades, e a transição das mídias representou um alívio a isso, mas quando alguém se torna “super influenciadora”, existe o risco de voltar ao lugar comum da “capa de revista” de antigamente. Neste ponto, o sucesso do TikTok está em ser “diversão, conteúdo do dia a dia, nada inspiracional”, diferente do que o Instagram estava se transformando. Por outro lado, alerta para o fato de algumas marcas de beleza andarem mais “preguiçosas”, delegando a construção de marca às influenciadoras. “As marcas é que precisam saber o que querem fazer”.

De divulgadoras a marcas
Ao perceberem seu poder, algumas criadoras de conteúdo passaram a ter suas próprias marcas. Camila Coutinho é uma delas. Em 2006, criou o blog de moda e beleza Garotas Estúpidas e de lá para cá se tornou mais influente, desenvolvendo parcerias com MAC, Dior, Pantene, Diane Von Fürstenberg, Revolve, Natura e Renner. Em setembro de 2020, a influencer decidiu investir em uma marca de beleza própria, a Ge Beauty, com foco nos cuidados para cabelo. Camila criou a Ge Beauty após o surgimento de uma marca com o nome Garota Estúpida. “Isso acendeu uma luzinha para mim desse segmento e me deu vontade de pegar aquilo e fazer do meu jeito, da maneira que acreditava”, revela Camila.

Outra criadora que lançou sua marca de cosméticos foi Bruna Tavares, do blog Pausa para Feminices. “Minha carreira de blogueira está muito ligada à minha carreira de empresária, porque em 2009 criei meu blog e, em 2011, recebi um convite para fazer meu primeiro batom. Dali por diante não parei mais. Lancei coleção, depois a marca própria”, comenta. Com sua marca, afirma ser capaz de se envolver muito mais e ter confiança, porque estar lidando com seu nome.

Em 2011, Bianca Andrade estreou seu canal de beleza no YouTube, chamado Boca Rosa. Desde então, Boca Rosa, como passou a ser chamada, foi ganhando uma grande base de fãs e chamou atenção das marcas. Após trabalhar para empresas de beleza, em 2018, a influencer lançou a Boca Rosa Beauty em parceria com a Payot. Bianca comenta que ao fazer campanha publicitária para outras marcas se apaixonava pelos bastidores. “Achava incrível ser o rosto das marcas, era uma honra para mim. Ao mesmo tempo, tinha essa curiosidade e vontade de ter uma marca própria, para aplicar tudo isso que via e me encantava dentro de um projeto meu”, recorda.

Apesar de ainda não ter sua marca própria, Bruna Santina Martins, conhecida como Niina Secrets, lançou sua primeira linha de maquiagem em setembro com a Eudora. A influencer estreou seu canal no YouTube em 2010 e desde lá conquistou muitos fãs de beleza e maquiagem e trabalhou em parceria com marcas do setor. “Já era parceira da Eudora há alguns anos e, quando o convite chegou, conhecia a qualidade dos produtos e os valores da empresa, o que me deu muita segurança para dar esse passo”, explica Niina, reforçando que no momento não pensa em ter uma marca própria, mas não descarta a possibilidade.

Marketing orgânico
Por estarem no mercado há muitos anos, as influenciadoras de beleza apostam em sua base de fãs para construir o marketing de suas marcas. Bruna Tavares deu início ao que hoje em dia é conhecido como spoiler, ou seja, dar uma prévia aos fãs sobre o que é o produto. “Desde o meu primeiro batom trouxe meu público para os bastidores. Não foi uma estratégia de marketing, foi orgânico e natural, mas que se tornou uma estratégia que muitas marcas usam, trazer o consumidor aos bastidores, para ele ver o projeto nascendo junto com você”, comenta Bruna.

Niina Secrets usa o spoiler em sua linha com a Eudora. “Poder compartilhar o andamento do projeto em primeira mão com toda a comunidade por meio de espiadinhas e spoilers foi um fator importante da estratégia do lançamento”, afirma Niina. “Um dos principais pontos sobre o desenvolvimento da linha com a Eudora foi a liberdade que a marca me deu para criar, e pudemos contar com a colaboração dos meus seguidores, de representantes e consumidoras da Eudora e de outros creators de beleza”, complementa.

Por ser uma marca nativa digital, a estratégia de marketing da Ge Beauty é 100% digital. Segundo Camila, a marca nasceu para ser maior do que ela própria e do que o Garotas Estúpidas, e os seguidores dessas duas marcas pessoais da influencer deram início ao marketing da Ge Beauty. Além de não estar presente na campanha de lançamento da marca, a Ge Beauty não usou outras criadoras de conteúdo em sua divulgação. “Queríamos que os primeiros reviews que surgissem na internet, nas redes sociais, fossem de consumidoras reais, que, de fato, compraram o produto e estão ali falando puramente tudo que acharam”, diz. Posteriormente, a marca começou a criar relacionamentos com influenciadoras especializadas em beleza e cabelo. “Acredito muito no poder da resenha, da comunidade, da troca e, obviamente, aos poucos vamos ficando mais ativas no mercado de marketing de influência”, explica Camila.

A estratégia de marketing da Boca Rosa Beauty é criar uma história, uma nova identidade a cada lançamento. Entretanto, assim que Bianca Andrade saiu do BBB 20, a marca tinha cinco lançamentos a serem feitos, mas a pandemia levou a adiá-los. Naquele momento, a influencer repensou a estratégia. “Comecei a me questionar como conseguiria chamar a atenção das pessoas, então comecei a brincar com o marketing orgânico, de colocar o meu produto em momentos aleatórios do dia”, recorda. “Isso virou uma estratégia onde todas as seguidoras faziam a mesma coisa em suas casas. Tive um retorno fora do normal e fez com que minhas seguidoras tivessem um engajamento não só comigo, mas com o meu produto”.

Cataldo Domenicis, gerente executivo de marketing da Sephora, acredita que as estratégias com criadores de conteúdo desenvolvidas de forma coerente e genuína trazem sempre retornos positivos a todos. “Os rumos que o mercado de influência de beleza vem tomando evidenciam tendências cada vez mais conectadas à autoaceitação e bem-estar, ou seja, a beleza como ferramenta de autoestima. Os influenciadores chegaram para quebrar paradigmas e fazer ecoar os novos conceitos de uma beleza sem padrões pré-estabelecidos, de maneira inteligente e inclusiva”, opina.

Relação com outras marcas
Apesar de investirem em linhas e marcas próprias, a relação das influenciadoras com marcas de beleza continua. Mesmo depois de ter lançado sua marca própria, Bruna Tavares seguiu recebendo propostas para parcerias. A influencer revela que sua estratégia é fazer publicidade para coisas diferentes do que existe em sua marca. “Se tenho na minha linha batons de um certo tipo, não vou fazer publicidade de marcas que têm coisas iguais”. Camila Coutinho também continuou fechando parcerias com marcas que têm produtos diferentes dos seus. “Nunca tive medo de perder anunciantes”, afirma.

Para Niina, ver criadoras de conteúdo em posição de empresárias contribui para o mercado, porque amplia a concorrência e mostra como o trabalho delas é realmente sério. “Há dez anos, mal se falava sobre o assunto e hoje é quase impossível falar sobre marketing sem mencionar influência digital”. Segundo Bruna, as marcas continuam trabalhando com influenciadoras que já têm sua própria marca, porque sabem o poder de suas vozes e seu papel em elucidar o público e ampliar a base de consumidoras. “A marca pode ter um funil de vendas muito grande, mas na hora que divulga um produto, não vende. Já uma blogueira que tem uma linha de maquiagem, a marca já sabe que ela reverte, então, ter ela ali apoiando um projeto é óbvio que dará certo”, afirma.

Os influenciadores são membros de uma comunidade capaz de comunicar conceitos e traduzir estilos de vida, de acordo com Cataldo. “Buscamos trabalhar na Sephora com nomes que acrescentam diversidade, inclusão e representatividade às nossas iniciativas e ações, além de priorizar aqueles que possuem um poder de influência positivo, transparente e saudável”, afirma. Já Niina Secrets ressalta que o papel das influenciadoras de beleza passou por uma clara mudança, assim como o mercado em geral. “Antes, nossa posição partia muito mais de um ponto de vista de consumo e isso se expandiu, também ajudamos a moldar os caminhos do setor quando nos tornamos uma marca e servimos de modelo para o comportamento de uma nova geração de criadores de conteúdo”, opina.

Por Amanda Schinaider e Roseani Rocha – Meio & Mensagem

Verdade e funcionalidade


O distanciamento social e as novas maneiras de olhar e cuidar da saúde física e mental

A crise de saúde pública que estamos vivenciando, o aumento de casos de estresse e ansiedade, a atenção com a saúde mental entre amigos, familiares

Muito tem se falado sobre o impacto da pandemia e do distanciamento social na vida das pessoas. Com isso, o novo normal, o novo consumidor, o novo mundo passam a fazer parte da nova realidade. Acredito que muitas dessas previsões são verdadeiras, obviamente o período de quarentena transformará hábitos, mas é importante entendermos que muitas dessas mudanças serão internas e a longo prazo. Quando entramos na questão da saúde, essas modificações se tornam ainda mais claras. Já houve um aumento de 226% de instalações não-orgânicas – ou seja, aquelas que tiveram investimento em publicidade e anúncios pagos – de aplicativos voltados para exercícios físicos, de acordo com estudo divulgado pela AppsFlyer. Outro dado bastante interessante é que a venda de itens para exercícios em casa, como colchonetes e cordas, cresceu quase 10 vezes, segundo o site Netshoes.Acredito que a preocupação com a saúde se tornará algo mais profundo. Estamos vivendo uma crise de saúde pública que afeta o mundo inteiro de maneira drástica. Muitas pessoas perderam ou estão perdendo familiares e amigos, outras estão passando por momentos complicados relacionados a crises de depressão ou ansiedade, por exemplo.

A questão da empatia, a preocupação com o próximo e o cuidado com a saúde mental estão se tornando debates cada vez mais comuns – ainda bem!Saúde mental é um tema que já vinha ganhando visibilidade nos últimos tempos, mas isso vem crescendo rapidamente durante o distanciamento social. O que todos os médicos especialistas concordam é que, sem sombra de dúvidas, o primeiro passo para cuidar da saúde mental é cuidar da saúde física. Exercícios físicos são a forma mais natural de estimular a endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina no corpo – hormônios responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar, além de aliviar dores e relaxar o organismo. Quando se pratica atividades, todos esses hormônios são potencializados no corpo humano, trazendo uma sensação de prazer e motivação para superar limites e momentos difíceis.Existem estudos que afirmam que esses hormônios são benéficos no combate de possíveis patologias, como o estresse e a ansiedade, doenças cada vez mais comuns nos dias de hoje e que ganham destaque pelo crescimento exacerbado na sociedade moderna. Por terem enorme poder na melhora do humor, aliviam, inclusive, casos de depressão. Como afirmei no início deste artigo, a palavra novo vem sendo cada vez mais utilizada desde o início do período de distanciamento social. Mas será que, mais do que falar sobre o novo, não é a hora de começarmos a trabalhar com essa nova realidade e transformar a nossa rotina? O que quero dizer com tudo isso é que, mesmo que você tenha sido sedentário boa parte da vida, ou que a correria do dia a dia deixasse os cuidados com a saúde em penúltimo ou até mesmo último plano, ainda é possível transformar essa realidade.

Que tal aproveitar o tempo em casa para começar a praticar exercícios físicos? Existem muitas opções e isso, com certeza, transformará a sua vida, trazendo mais qualidade em todos os aspectos da sua rotina. A crise de saúde pública que estamos vivenciando, o aumento de casos de estresse e ansiedade, a atenção com a saúde mental entre amigos, familiares e até mesmo dentro das empresas, devem ser um sinal de alerta para todos. Será que todos esses fatores, que muitas vezes eram esquecidos, não precisam ganhar mais atenção da nossa parte a partir de agora? Vamos aproveitar esse momento, olhar para dentro de nós e entender onde podemos evoluir. Assim, quando tudo isso passar – e vai passar -, estaremos prontos para sermos pessoas melhores, transformando o mundo em um lugar melhor.

Faça parte dessa mudança!

Por: Fabio De Lucca – Gestor de expansão do YUp!, app que oferece mais de oito mil horas de exercícios para serem praticados em casa
Fonte: AcontecendoAqui
https://acontecendoaqui.com.br/comunicacao/o-distanciamento-social-e-novas-maneiras-de-olhar-e-cuidar-da-saude-fisica-e-mental